O saneamento básico é, por definição, um serviço essencial para a vida em comunidade. Em Governador Valadares, este pilar da saúde pública vive um momento histórico: pela primeira vez, as duas pontas do serviço — a autarquia municipal e a concessionária privada — são lideradas por mulheres. O Jornal da Cidade recebeu Gabriela Coutinho, diretora executiva da Águas de Valadares, e Pier Angeli Viana, diretora-geral do SAAE, para uma conversa franca sobre carreira, competência e a quebra de paradigmas.
Historicamente ocupado por engenheiros e gestores do sexo masculino, o setor de infraestrutura em Valadares agora experimenta uma gestão baseada na técnica aliada à empatia e à visão multitarefa.
Experiência e gestão técnica
Gabriela Coutinho trouxe para Valadares a bagagem de quem já geriu operações com mais de 1.600 colaboradores. Para ela, ocupar esse espaço é uma forma de inspirar outras mulheres dentro da própria estrutura da Aegea. "Temos mulheres em todas as atividades, desde a operação de estações de tratamento até a fiscalização nas ruas. Todas têm a mesma chance de crescer", afirma.
Do outro lado, Pier Angeli Viana, que assumiu o SAAE no ano passado, destaca a transição da autarquia e o desafio de manter uma gestão eficiente após a concessão dos serviços operacionais. Ela reforça que a liderança feminina traz um diferencial: a capacidade de acolhimento e a visão 360 graus sobre os problemas da cidade.

"Trazer um novo olhar para a infraestrutura"
“Atuo há mais de 10 anos no saneamento e entendo que nosso papel é trazer uma nova visão de possibilidade para as mulheres. Em Valadares, encontrei um cenário onde o machismo estrutural ainda existe, mas ter uma par mulher na liderança da autarquia desperta um olhar de colaboração essencial para o avanço da cidade.”
Gabriela Coutinho, Diretora Executiva da Águas de Valadares

"Capacidade e empatia para fazer a diferença"
“Sempre quis inserir e valorizar mulheres em tudo o que faço. No SAAE, minhas colaboradoras se inspiram nessa visão. A mulher consegue fazer várias coisas ao mesmo tempo e tem um olhar de empatia que motiva o colaborador a querer que as coisas deem certo. Se houver capacidade, a mulher vai longe.”
Pier Angeli Viana, Diretora-Geral do SAAE/GV
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