por Marcius Túlio
Há um pouco mais de três décadas passadas, meu saudoso Pai e herói, um extraordinário e hábil observador, alertava aos mais íntimos sobre a tendente pretensão do Regime Cubano de Fidel em invadir os EUA.
Não seria, definitivamente, uma invasão territorial, militar ou bélica, uma resposta ao mal sucedido episódio da Baia dos Porcos, mas sim uma invasão silenciosa, meticulosa e paulatina, mas não menos cruel e talvez mais devastadora.
A observação profética vinha exatamente na exportação de elementos ideológicos expurgados pelo regime sob a forma de emigração aparentemente furtiva que contivesse em sua composição alguns devotos capazes de disseminar a discórdia, conhecidos como espiões.
O que ocorreu na sequência é por demais conhecido, especialmente nos Estados do Sul dos EUA, com a massiva presença de cidadãos cubanos radicados, muitos certamente fugitivos do repugnante regime da ilha, perfeitamente adaptados e alguns, talvez muitos, estrategicamente enviados para plantar o vírus da discórdia para implodir o sistema americano, vagarosamente. Um plano de longo prazo.
Com a criação do Foro de São Paulo, idealizado e implementado pelo regime castrista e composto por vários idealistas da esquerda institucional, o plano original ganhou corpo significativamente, passando assim a ser um instrumento silencioso para a demanda em curso.
É quase cristalino que a demanda ideológica mencionada é dirigida ao mundo ocidental, sendo que, sabotando os EUA, a maior potência econômica e militar do planeta e principal defensor dos valores ocidentais, as demais civilizações estarão vulneráveis e propensas ao estabelecimento da Nova Ordem Mundial.
Os acontecimentos envolvendo o General Hugo Armando Carvajal Barrios, conhecido como “El Pojo Carvajal”, antigo Chefe da Inteligência venezuelana, braço direito do regime Chavista e de Nicolas Maduro, intimamente ligado ao regime cubano, aclararam ao mundo os movimentos do Foro de São Paulo, bem como sua íntima e sólida ligação com o Cartel de los Soles, organização narcoterrorista protegida e blindada pelo Regime venezuelano.
Em recentes revelações, “El Pojo”, após se declarar culpado, promete documentar evidências do complexo envolvimento dos regimes cubano e venezuelano com alguns regimes de esquerda na América Latina e apertados laços com o terrorismo internacional, leia-se Hezbollah e Hamas, além de preponderantes participações do regime iraniano na tentativa de desestabilizar as políticas ocidentais, a começar pelos EUA.
As implicações que o tráfico internacional de drogas traz a qualquer civilização são óbvias, vão desde marginalizar toda a população a detonar governos e regimes, os efeitos são catastróficos e reduzem a nada as culturas, costumes e valores, massacram civilizações.
A guerra ideológica em curso tem como principal condutor a descaracterização de valores milenares para a implantação de um novo modelo de vida ainda em gestação, onde a realidade é planejada, controlada e rastreada por uma inovadora força motriz que a idealizou conforme seus padrões.
A disseminação das drogas em nível planetário movimenta muito dinheiro, capaz de controlar nações inteiras ao seu bel prazer, a glamourização de regimes em detrimento da família é o ponto seguinte, a partir daí será construído o novo mundo, um mundo onde as verdades são fabricadas em nome da pátria grande.
As cartas estão na mesa, não é necessária uma visão de lince para enxergar a escolha que se aproxima definitivamente.
O véu da ignorância está caindo e os incautos podem acordar no novo mundo e aí pode ser tarde, muito tarde.
Paz e Luz.
Marcius Túlio é Coronel da Polícia Militar de Minas Gerais e colunista do Jornal da Cidade GV





