A concessionária Águas de Valadares lançou nesta quinta-feira (27/7) uma campanha focada na água dos poços artesianos. Segundo a concessionária, à primeira vista, a água pode até parecer limpa, mas a aparência nem sempre mostra o que realmente está na água.
“Em muitos casos, a contaminação só aparece quando a análise é feita com os critérios certos, e é aí que mora o perigo. Para orientar sobre os riscos presentes na água não tratada, a Águas de Valadares lança hoje (27) uma campanha com foco nos poços artesianos”, informou a concessionária.
Segundo a concessionária, o que está no solo pode, sim, alcançar a água de poço. Fezes, fossas e esgoto podem infiltrar no solo e comprometer a qualidade dessa água, mesmo quando ela parece limpa. “Por isso, quando o assunto é água de poço, aparência não é garantia de segurança. Água segura exige cuidado, controle e informação”, disse o gerente de Operações, Augusto Batista.
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Legislação e Regularização
A legislação brasileira determina que a captação de água por poços artesianos para consumo humano só é permitida em locais onde não exista rede pública de abastecimento disponível.
A abertura e operação de poços sem a devida outorga do órgão ambiental estadual configura infração. As sanções para fontes clandestinas incluem interdição do poço, lacração e a aplicação de multas pesadas.
Riscos à Saúde Humana
A captação direta de água subterrânea sem controle de qualidade expõe o consumidor a ameaças biológicas e químicas:
Contaminação biológica: A proximidade com fossas sépticas e dejetos animais infiltra bactérias, vírus e parasitas no solo. Isso causa doenças como cólera, hepatite A, febre tifoide, giardíase e disenteria.
Metais pesados e substâncias químicas: A água subterrânea pode carregar altas concentrações de ferro, manganês, chumbo e mercúrio gerados por atividades industriais ou pelo uso de fertilizantes. Esses poluentes atacam o sistema nervoso, rins e fígado.
Presença de nitratos: Infiltrados pelo manejo inadequado do solo na agricultura, os nitratos prejudicam a oxigenação do sangue, afetando gravemente a saúde de crianças.
Impactos Ambientais e Infraestruturais
Além dos danos diretos à saúde, a proliferação de poços clandestinos causa prejuízos estruturais e ecológicos:
Esgotamento de aquíferos: A extração desenfreada e sem estudos de vazão reduz severamente os níveis dos reservatórios subterrâneos.
Danos a encanamentos: Águas subterrâneas com alta concentração de cálcio e magnésio (conhecidas como “água dura”) causam incrustações nas tubulações gerando vazamentos e rompimentos de canos de água.
