Alunos de Psicologia da UNIVALE participam da festa indígena Pataxó 

Após a visita, os estudantes compartilharam suas experiências com os colegas do curso

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Atualizado em quarta-feira 8, julho 2026 às 17h28

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3 min de leitura

Os alunos da Univale tiveram a oportunidade enriquecedora de participar da festa indígena Pataxó, na aldeia Gerú Tucunã, no município

Por Lígia Heringer

No último dia 19 de abril, os alunos do 2º período do curso de Psicologia da UNIVALE, sob o convite da professora Sueli Siqueira, tiveram a oportunidade enriquecedora de participar da festa indígena Pataxó, na aldeia Gerú Tucunã, no município de Açucena. Após a visita, os alunos compartilharam suas experiências em uma apresentação para suas turmas e colegas do 1º período de Medicina.

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Foto: Divulgação Univale

A professora Sueli Siqueira, responsável pela disciplina de Antropologia da Saúde, destacou a importância da visita anual à aldeia.

“Nessa disciplina, nós discutimos exatamente a relação entre cultura e saúde, e agora nós estamos no momento de discutir sobre a identidade do povo brasileiro. E essa identidade está relacionada com a formação do povo brasileiro, que são os povos nativos, que são os povos originários; os portugueses, que chegaram como conquistadores, para tomar posse da terra; e os africanos, que vieram como força de trabalho, num processo de migração forçada”, disse.

Durante a visita, os estudantes tiveram a chance de vivenciar aspectos diversos da cultura indígena, incluindo o café da manhã e a participação em festividades, como a de um casamento tradicional. Eles também conheceram de perto a luta e a resistência do povo Pataxó, que conseguiu recuperar uma área devastada e reconstruir a floresta, ao longo de mais de uma década.

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Abraão Pereira dos Santos Gomes, um dos estudantes participantes, compartilhou parte do aprendizado obtido durante a festa.

“A celebração do Dia dos Povos Indígenas tinha como objetivo honrar a cultura indígena e lembrar eventos históricos significativos, como o massacre de 1951, onde indígenas Pataxó foram exterminados. É uma cicatriz aberta para esse povo”, contou, demonstrando a importância de reconhecer e respeitar as comunidades indígenas.

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Fotos: Divulgação Univale

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Além disso, Abraão destacou a mudança de percepção em relação do termo “índio” para “indígena”, buscando maior respeito e reconhecimento das identidades étnicas. Ele ressaltou a diversidade das etnias indígenas no Brasil, como os Pataxó, Tupi e Guarani, e a necessidade de compreender e valorizar suas culturas.

“O termo indígena foi escolhido por ser mais apropriado. Vem do latim e significa povo originário de uma terra. Então, houve essa troca como uma forma de reconhecimento e respeito a essas comunidades”, explicou. 

A experiência dos alunos durante a festa indígena não apenas trouxe enriquecimento acadêmico, mas também proporcionou reflexões profundas sobre a importância da diversidade cultural e da preservação das tradições indígenas para a construção da identidade brasileira.

A experiência foi compartilhada com os colegas em sala de aula

Diante dos colegas do 2º período de Psicologia matutino e 1º período de Medicina, os quatro alunos que visitaram a aldeia – Kalliany Meire Dias, Maria Eduarda Ferreira Santiago, Camila Pereira dos Santos Gomes e Abraão Pereira dos Santos Gomes – compartilharam suas impressões, aprendizados e reflexões sobre a participação nos festejos e o conhecimento adquirido sobre a cultura Pataxó.

A professora Sueli, mentora dessa jornada cultural, destacou a importância desse tipo de vivência para o entendimento da relação entre cultura e saúde:

“Compreender essa formação da identidade é crucial para a promoção da saúde, especialmente para os futuros profissionais de Psicologia e Medicina, que têm como objetivo primordial a promoção da saúde em suas atividades profissionais”.

O retorno dos alunos da aldeia Pataxó reforçou o compromisso desses futuros profissionais com uma prática intercultural e sensível às diversas realidades que compõem o cenário brasileiro.

A experiência não apenas enriqueceu suas perspectivas acadêmicas, mas também os preparou para atuar de forma mais inclusiva e consciente no campo da saúde.

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