Na manhã desta quinta-feira (5), foi realizado pelo Ministério Público e Prefeitura um trabalho de educação ambiental e recuperação de uma área de descarte irregular de lixo e entulho no bairro São Paulo, às margens do rio Doce, com participação das secretarias municipais de Meio Ambiente, Agricultura e Abastecimento (SEMA), de Obras e Serviços Urbanos (SMOSU) e de Educação (SMED).
A ação, que envolveu o plantio de 50 mudas de ipê rosa, aroeira pimenteira, jacarandá da Bahia e mimoso, e pau-brasil – todas oriundas do Horto Municipal –, reuniu duas turmas de alunos do quarto ano da Escola Municipal Santos Dumont, que não hesitaram em “botar a mão na massa” (ou melhor, na “terra”). Além do plantio, foram instalados blocos de contenção para inibir o descarte irregular na orla do rio.
O prefeito de Valadares, André Merlo, destacou a importância da participação de crianças e adolescentes na promoção da sustentabilidade e comentou sobre o descarte irregular de resíduos.
“Esta é uma Área de Proteção Ambiental (APP) do Rio Doce, um local que deveria ser intocável, mas, infelizmente, as pessoas o enxergam como uma área de descarte: jogam móveis, entulho e resíduos de construção, lixo de todo tipo. Esta não é uma área apropriada para isso. Existem dois Pontos de Entrega Voluntária (PEVs) na cidade – um no Santos Dumont e, outro, no Turmalina – e é preciso que se construam outros. Temos inclusive um serviço de descarte de móveis realizado pela Secretaria de Obras, que agenda e busca na casa do cidadão. O envolvimento de estudantes reforça nossa crença de que só por meio da educação é possível mudar alguma coisa – e é com eles que vamos recuperar e reflorestar este local e outros espalhados pela cidade”, salientou.
Ivan Fialho, secretário municipal de Meio Ambiente, Agricultura e Abastecimento (SEMA), explicou que a área “vinha sofrendo muitos danos ambientais, pois era feito descarte irregular de resíduos sólidos, orgânicos, entre outros – e isso se transformou num problema de grandes e difíceis proporções.
Este local já foi cercado pela Prefeitura, além de terem sido feitos vários trabalhos de limpeza aqui, mas a cerca foi arrancada e o espaço se tornou um ponto de descarte irregular – o que é um crime ambiental”, alertou.
A proposta de recuperação de áreas de descarte irregular partiu do Ministério Público, que estabeleceu uma parceria com a Prefeitura.
“Fomos comunicados pela imprensa, que nos apresentou uma série de fotos e vídeos, de que esta área servia como uma espécie de ‘lixão’ – isto numa Área de Preservação Permanente (APP). Ou seja, há aqui uma ilicitude, e, a partir disso, procurei a Prefeitura e conversei com o prefeito André e o secretário de Meio Ambiente. Foi realizada uma reunião na qual salientei que a situação não poderia continuar naquele estado, já que, no caso de uma cheia, todo o entulho seria levado pelo rio, prejudicando-o ainda mais. Era uma situação de degradação ambiental bem expressiva. Na reunião a que me referi, definimos uma pauta para reverter a situação desta área, limpando-a, restaurando-a; e o Município se mostrou prontamente interessado. Fico feliz de ver os alunos aqui, que são o símbolo de que o nosso futuro depende deles e desse tipo trabalho educativo”, explicou o promotor da 11ª Promotoria de Justiça de Meio Ambiente de Valadares, Felipe Fauri.
“Esta atitude da Prefeitura é uma bênção de Deus! Agradeço ao jornalismo, que ficou em cima e deu publicidade à situação que vivíamos e à Prefeitura, que resolveu o problema. O mais prejudicado aqui era eu, justamente porque moro em frente ao antigo local de descarte. Eram muitos os incômodos: poeira e fumaça da queima de materiais entravam na minha casa, entre outros transtornos. Hoje estamos vendo que a situação vai mudar e acredito que o trabalho da Prefeitura vai melhorar a vida de quem mora aqui no entorno”, contou, satisfeito, Marco Antônio Marreco, morador do bairro.
Educação ambiental nas escolas
Atualmente, com a situação ambiental e climática mundiais, a educação nessa área não é apenas fundamental – ela é vital.
E a rede municipal de ensino, antenada em tais questões, garante aos estudantes tudo o que eles precisam saber para preservar o mundo em que eles ainda viverão muitas experiências ao longo da vida.
“Nós trabalhamos educação ambiental em sala de aula e, com esta ação da Prefeitura, os alunos têm a oportunidade de vivenciar a prática, o que garante um aprendizado e conscientização efetivos”, explicou a professora Camila Amaral, E. M. Santos Dumont.
O aluno Lucas Neiva é a confirmação do que disse a professora Camila: “O que aprendemos na escola é muito importante, mas a prática é mais ainda. Plantar essas árvores é uma forma de garantir nosso oxigênio e o meio ambiente no futuro. Com esta ação, estamos cuidando não apenas da natureza, mas de nós mesmos também”, refletiu.
Estiveram presentes representantes da Emater e da Polícia Militar de Meio Ambiente.
por Secretaria de Comunicação e Mobilização Social










Foto: Divulgação PMGV/Créditos: Leonardo Morais





