Por Thiago Ferreira Coelho
Parte de uma pesquisa do Observatório Interdisciplinar do Território (Obit), um laboratório vinculado ao mestrado da UNIVALE em Gestão Integrada do Território (GIT), o artigo “Desastre, poder e conflitos na Bacia do Rio Doce: da Fundação Renova ao Acordo de Repactuação” analisa a reparação pelos danos causados após o rompimento da barragem da mineradora Samarco, em Mariana. O texto produzido na UNIVALE foi citado como referência pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) no relatório “Ações coletivas no Brasil – Processamento, julgamento e execução”.
O artigo é de autoria dos professores Haruf Salmen Espíndola e Diego Jeangregório Martins Guimarães, e das à época alunas com bolsas de iniciação científica, Iesmy Elisa Gomes Mifarreg Alves (atualmente mestra pelo GIT) e Natália Moreira Ferreira (do curso de Engenharia Civil). “O artigo faz uma análise sobre a reparação integral na Bacia do Rio Doce, implementada depois do desastre das mineradoras Samarco, Vale e BHP. Essa análise é produto de uma reflexão de longo tempo”, afirmou o professor Diego Jeangregório.
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A inclusão do artigo elaborado no Obit/GIT entre as referências do CNJ em seu relatório sobre ações coletivas no Brasil, avalia Diego, consolida a UNIVALE como uma das grandes instituições que se dedicam à questão da reparação integral dos danos decorrentes do desastre da mineração. O pesquisador salienta que a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) classifica a mineração como um dos temas prioritários para pesquisas em Minas Gerais.
“Existe um microssistema jurídico de tutela coletiva, e dentro desse microssistema existe a questão dos processos estruturais, ou dos conflitos estruturais. Que é o caso da Bacia do Rio Doce, um conflito estrutural completamente inédito. Dentro dessa análise sobre as ações coletivas no Brasil, e dentro dos processos estruturais, o CNJ se dedicou a identificar como essa reparação integral na Bacia do Rio e Doce vem se materializando juridicamente. Nosso artigo foi inserido com uma série de reflexões, comparando o modelo de reparação anterior estabelecido lá nos primeiros dez anos após o desastre, e fazendo uma análise sobre a implementação dessa reparação, buscando construir soluções para esse grande desafio, que é a mineração aqui no estado de Minas Gerais”, declarou Diego.
