Centro POP oferece oficina de alfabetização

As aulas acontecem às terças e é uma oportunidade para o retorno ao mercado de trabalho

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Atualizado em terça-feira 15, outubro 2024 às 16h40

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Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro POP) está oferecendo uma oficina de alfabetização para seus

Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro POP) está oferecendo uma oficina de alfabetização para seus usuários. As aulas acontecem todas as terças-feiras, às 9h, no Centro POP (na Praça João Paulo Pinheiro, 122 – Centro).

De acordo com a coordenadora do Centro POP, Vânia Cristina Gonçalves da Silva, a ideia da oficina surgiu durante a participação dos usuários na programação do Dia Nacional de Luta da População em Situação de Rua, realizada em agosto.

“Nós convidamos o pessoal do EJA (Educação de Jovens e Adultos) para vir até o Centro POP e, na assembleia que realizamos quinzenalmente com os nossos usuários, eles sugeriram que fizéssemos oficinas de alfabetização e parcerias com cursos profissionalizantes para que pudessem ser inseridos no mercado de trabalho”, contou.

A pedagoga do Centro de Referência Especializada em Assistência Social (CREAS), Jessika Rocha de Moura, tem ministrado as aulas e vê na iniciativa uma oportunidade de transformar pela educação a realidade dos usuários.

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“A educação é a melhor maneira de fazer com que eles tenham um futuro melhor e uma vida melhor. Nas quartas-feiras a gente promove também a oficina de Projeto de Vida. Aqui eles criam metas de curto e médio prazo para a vida deles, damos dicas sobre como arrumar o emprego, fazemos currículos, falamos um pouco sobre educação financeira e sobre os temas que eles demandarem de ser trabalhados”, explicou.

Tiago Alves da Silva estudou até o terceiro ano do ensino fundamental e está em situação de rua há cerca de um ano. Ele aprovou as aulas. “É muito bom. Conhecimento nunca é demais, além disso há uma troca de experiência de vida entre o professor e o aluno, onde todos aprendem”, afirmou.

Vicente Conrado de Almeida vê nas oficinas a oportunidade de retomar os estudos. “Pelo que eu me lembro eu só estudei até o 2º ano do ensino médio. Eles estão buscando meu histórico para que eu possa voltar a estudar e terminar os estudos. Quero fazer curso de manutenção de celular para poder ingressar no mercado de trabalho”, confidenciou.

por Secretaria de Comunicação e Mobilização Social

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