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Guerra silenciosa

Leia a coluna desta semana de Marcius Túlio
Segunda Guerra Mundial. Foto: Reprodução da Internet
domingo, 13 julho, 2025

por Marcius Túlio

Maior vencedor na ll Guerra Mundial, os EUA, que já havia se destacado potencialmente após a Grande Guerra (1914-1918), se estabeleceram como grande potência mundial, em todos os sentidos.

O avanço devastador das tropas nazistas na Europa transformou o velho continente numa colônia nazista em poucas semanas, enquanto a Inglaterra se bastava sozinha em chamas e já consumida pelo esforço até então ineficaz.

A queda da Ilha era iminente em face do cenário que se desenhou no continente europeu, sendo que a soberba ambição nazista acabou por permitir uma sobrevida aos ingleses, a invasão da Rússia.

Conta a História que o vasto território russo e o rigoroso inverno foram cruciais para a derrocada do então indestrutível Exército Nazista, entretanto, contando com um numeroso exército, os vermelhos não suportariam a máquina de guerra nazista sem o indispensável e impactante apoio dos EUA.

Com o ataque a Pearl Harbor, desferido pelas tropas japonesas, os EUA declararam guerra ao Eixo e entraram definitivamente no conflito e apesar de lutar em duas frentes, na Europa e no Pacífico, saíram vencedores como avassaladora força política e econômica.

No pós-guerra, enquanto a URSS, liderada pela também vitoriosa Rússia, se amotinou atrás da chamada Cortina de Ferro, subjugando diversas civilizações a uma ideologia totalitária, sufocando com extrema violência qualquer foco de resistência, os EUA implementaram na Europa Ocidental o Plano Marshall e o Plano Colombo, para a recuperação do Japão.

O objetivo dos EUA era nitidamente conter o avanço comunista da URSS e com isso promoveu verdadeiros milagres na recuperação de países devastados, transformando-os em potências econômicas, bélicas e até mesmo políticas.

O tempo passou, já se foram 80 anos do ataque atômico, mas a geopolítica ainda é efervescente, mesmo com a queda inevitável da URSS, apenas mudaram alguns atores desse cenário, mas o roteiro, com algumas alterações, continua vigente.

Do seu lado, os EUA buscam manter sua hegemonia no cenário internacional, conseguida com extrema habilidade nos campos político e militar, além de vencer duas guerras mundiais, ainda venceram a chamada Guerra Fria.

O atual cenário geopolítico mundial trás consigo um ambiente carregado de mágoas e diferenças históricas, de um lado, algumas ideologias que tentam reacender as chamas de

regimes totalitários, sanguinários em nome de uma democracia utópica que privilegia governos e não Estados, que homenageia elites dirigentes e sufocam a população, por outro lado, os EUA buscam manter sua postura adotada ainda nos Planos Marshall e Colombo, mas sempre se mantendo no controle, ainda que indireto.

As recentes posturas do Governo Norte Americano demonstram uma política de Estado, que defende seus interesses a qualquer custo, não é muito difícil visualizar que a guerra invisível está em curso e que é preciso acordar para o mundo real, fora da matrix.

As investidas do Presidente Trump sobre o Brasil, flagrantemente pensadas e estudadas, que têm como estopim vários deslizes cometidos pela sanha irresponsável de uma política ideológica, na verdade miram alvos mais representativos e contundentes, os Brics e o Foro de São Paulo.

Os dois grupos formados a partir de uma campanha antiamericana, em que a sandice da ala considerada de esquerda colocou o Brasil, numa clara e inconfundível política de governo, com narrativas que iludem e enganam a população tão carente de esclarecimentos baseados na verdade são hoje uma ameaça aos interesses dos EUA.

Os despojos dessa guerra invisível estarão disponíveis aos vencedores, muito importante, portanto, que se saiba escolher um lado e parece que o Governo Brasileiro está na contramão.

Existe uma guerra em curso, e de guerra, os EUA entendem bem, sabem lutar uma guerra, talvez até gostem, não se enganem, Os EUA estão em guerra.

O amigo do meu amigo é meu amigo, o inimigo do meu amigo é meu inimigo, o inimigo do meu inimigo é meu amigo, o amigo do meu inimigo é meu inimigo.

Paz e Luz.

Marcius Túlio é Coronel da Polícia Militar de Minas Gerais

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