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terça-feira, 12 dezembro, 2023

Começa, no Rio, júri popular de acusados da morte de cinegrafista

Reús responderão por homicídio doloso qualificado
Começa nesta terça-feira (12), o júri popular dos dois acusados pela morte de cinegrafista Santiago Andrade. Foto: Reprodução da Internet

DA AGÊNCIA BRASIL

Começa nesta terça-feira (12), o júri popular dos dois acusados pela morte de cinegrafista Santiago Andrade, atingido por um rojão durante protesto no centro do Rio de Janeiro, em fevereiro de 2014.

Fábio Raposo Barbosa e Caio Silva de Souza são réus por homicídio doloso qualificado e chegaram a ficar presos entre 2014 e 2015, mas respondem em liberdade.ebcebc

Segundo o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), não há previsão quanto ao término do julgamento. Estão previstos depoimentos de 21 testemunhas entre acusação e defesa.

Santiago Andrade era cinegrafista da TV Bandeirantes e foi atingido por um rojão enquanto cobria uma manifestação contra o aumento das passagens de ônibus no Rio, ato realizado perto da Central do Brasil, no dia 6 de fevereiro de 2014. O cinegrafista ficou internado e morreu quatro dias depois.

Rio de Janeiro - Cinegrafista da TV Bandeirantes é  ferido em protesto contra aumento de passagem de ônibus. Ele está internado em estado grave (Reprodução/TV Brasil)

Cinegrafista foi ferido, no Rio, em protesto contra aumento de passagens de ônibus. Morreu quatro dias depois, em 2014 - Reprodução TV Brasil/Gabriel Penchel

Os acusados respondem pelos crimes de explosão e homicídio doloso triplamente qualificado, por motivo torpe, impossibilidade de defesa da vítima e uso de explosivo.

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Cinegrafista da TV Bandeirantes, Santiago Andrade. Foto: Reprodução da Internet

Recurso

A justiça determinou - em primeira instância - que os dois réus seriam julgados pelo Tribunal do Júri. A defesa recorreu e o Tribunal de Justiça do Rio determinou - em segunda instância - que o crime não tinha intenção de matar.

O Ministério Público do Rio recorreu e o caso foi parar no Superior Tribunal de Justiça, em Brasília. O ministro-relator no STJ, Jorge Mussi, deferiu o pedido do MPRJ de dar seguimento ao processo no tribunal do júri.

Em 2017, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, confirmou o prosseguimento das medidas necessárias para submeter os dois réus ao tribunal do júri.

Edição: Kleber Sampaio

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