Logo Jornal da Cidade - Governador Valadares
domingo, 5 julho, 2026

Cooperativa Agropecuária Vale do Rio Doce: uma história à frente do seu tempo

Da força dos produtores ao protagonismo regional, a Cooperativa chega à ExpoagroGV reafirmando seu passado, seu presente e o futuro que está construindo
A sede da Cooperativa. na Avenida Rio-Bahia, em Governador Valadares. Foto: Divulgação Cooperativa




Há histórias que não pertencem apenas a uma instituição. Pertencem a uma cidade, a uma região, a milhares de famílias e a gerações inteiras que encontraram no trabalho, na união e na cooperação uma forma de transformar realidades. A história da Cooperativa Agropecuária Vale do Rio Doce é uma dessas histórias.

Fundada em 25 de janeiro de 1959, a partir da visão de Luiz de Castro Côrtes e de outros 186 produtores rurais, a Cooperativa nasceu com uma missão clara: fortalecer a produção leiteira regional, valorizar o produtor rural e mostrar que, quando o campo se une, ele deixa de ser apenas força produtiva e passa a ser também força social, econômica e transformadora.

Desde então, a Cooperativa nunca caminhou olhando apenas para o presente. Em cada década, soube se reinventar, modernizar estruturas, ampliar sua atuação, investir em tecnologia e abrir caminhos para que o produtor rural pudesse crescer junto com ela.

Na década de 1960, estruturou sua sede administrativa, criou espaços de convivência e decisão coletiva e deu passos importantes na modernização da distribuição de leite, substituindo as antigas carrocinhas pelo leite empacotado. Era o início de uma mudança que colocaria a Cooperativa em posição cada vez mais relevante no abastecimento, na organização da produção e na vida dos produtores.

Nos anos 1970, veio a industrialização. A implantação dos postos de recepção de leite ampliou a captação regional, enquanto a produção de iogurte, doce de leite, requeijão, muçarela, queijo Minas, manteiga e outros derivados demonstrava que a Cooperativa não queria apenas receber leite: queria agregar valor, gerar mercado e construir uma indústria genuinamente vinculada ao produtor.

Foi também nessa década, em 1977, que nasceu um dos símbolos mais fortes da pecuária leiteira regional: o primeiro Concurso Leiteiro da ExpoagroGV. Mais do que uma competição, o concurso tornou-se uma vitrine de desenvolvimento genético, produtividade, dedicação familiar e orgulho rural. Até hoje, segue como um dos grandes destaques da exposição e como expressão viva da força do leite no Vale do Rio Doce.

Na década de 1980, a Cooperativa avançou no desenvolvimento do produtor. Investiu no melhoramento genético, distribuiu tourinhos aos cooperados, ampliou sua estrutura industrial e fortaleceu a cultura cooperativista por meio do Comitê Educativo e das tradicionais reuniões de comunidade. Ali, o cooperativismo deixou de ser apenas um modelo econômico e consolidou-se também como prática de educação, participação e pertencimento.

Na década de 1990, a marca Ibituruna ganhou ainda mais evidência e força institucional. Com a inauguração da Fábrica de Queijos e Derivados Ibituruna, em 1990, a Cooperativa ampliou sua capacidade produtiva e fortaleceu a fabricação de manteiga, doce de leite, requeijão, parmesão e diversos derivados lácteos.

A partir dali a Ibituruna passou a ocupar um lugar ainda mais expressivo na trajetória da Cooperativa, consolidando-se como uma marca associada à qualidade, à origem regional e ao trabalho dos produtores cooperados.

A partir dos anos 2000, a Cooperativa viveu um novo ciclo de tecnologia, inovação e crescimento industrial. Entrou na produção do leite Longa Vida, avançou na granelização do leite, superando a antiga era dos latões, inaugurou o novo Parque Industrial Luiz de Castro Côrtes, ampliou sua linha de produtos e consolidou importantes parcerias tecnológicas.

Foi um período em que a Cooperativa mostrou, mais uma vez, sua capacidade de estar à frente do seu tempo. O leite captado passou a ser processado pela própria marca Ibituruna, novos produtos foram lançados e a estrutura industrial passou a atender também outras cooperativas da região, fortalecendo todo o eixo Rio-Bahia.

Na década seguinte, a inovação chegou com ainda mais força às propriedades rurais. Projetos como o Cre$er, o Cre$er Leite e o Cre$er Genética levaram assistência técnica, gestão, qualidade do leite, manejo, genética e tecnologia reprodutiva para mais perto do produtor. A parceria com o Educampo/Sebrae ampliou o acompanhamento técnico e gerencial, demonstrando que o futuro da Cooperativa não estava apenas dentro da indústria, mas, principalmente, dentro das propriedades de seus cooperados.

Essa é uma das grandes marcas da Cooperativa Agropecuária Vale do Rio Doce: ela cresceu sem abandonar sua origem. Modernizou sua indústria, fortaleceu sua marca, ampliou mercados, mas sempre manteve o produtor rural no centro de sua razão de existir.

Hoje, sob a presidência de João Marques Pereira Neto, tendo Fernando Antônio Ferreira como vice-presidente, a Cooperativa vive um novo momento de modernização, representatividade e visão de futuro.

A atual gestão tem conduzido a Cooperativa com uma estratégia que une responsabilidade, inovação e coragem. O arrendamento do Parque Industrial, os investimentos contínuos na modernização fabril, a compra da área do Bairro Capim, a ampliação do portfólio da marca Ibituruna e o fortalecimento da assistência técnica demonstram uma direção consciente de seu papel histórico, mas também comprometida com os desafios de um mercado cada vez mais competitivo.

Além da atuação direta na Cooperativa, João Marques Pereira Neto representa o cooperativismo mineiro em importantes instituições, presidindo o Consórcio Central Grupo Cooperativo e integrando o Conselho da Fecoagro-MG. Essa presença amplia a representatividade do Vale do Rio Doce no cenário estadual e reforça o papel da Cooperativa como voz ativa do produtor rural e do cooperativismo agropecuário.

E os resultados confirmam essa direção

Hoje, a força da Cooperativa também se confirma no mercado. A linha de produtos lácteos saborizados da marca Ibituruna é líder de mercado em volume no segmento de aromatizados de 200 ml nas regiões Leste e Interior do Rio de Janeiro. Esse reconhecimento não é apenas um dado comercial. É a validação de toda uma trajetória. É a prova de que o leite produzido no Vale do Rio Doce, com o trabalho dos cooperados, o investimento em qualidade, a gestão industrial e a visão de mercado, conquistou espaço em uma das regiões consumidoras mais importantes do país.

A liderança da linha de saborizados Ibituruna nesse mercado demonstra que a Cooperativa não apenas preserva sua tradição: ela disputa espaço, conquista consumidores e transforma o trabalho do produtor cooperado em uma marca reconhecida para além de Minas Gerais.

Em cada produto Ibituruna, há mais que qualidade. Há identidade regional, história cooperativista e a certeza de que o Vale do Rio Doce pode competir, crescer e liderar. Uma marca evidenciada e fortalecida ao longo das décadas, que carrega consigo o esforço de produtores, dirigentes, colaboradores e famílias que fizeram da Cooperativa uma referência de confiança, tradição e inovação.

E, em cada passo da Cooperativa, há uma mensagem clara: tradição não é ficar parado no tempo. Tradição é ter raízes profundas o suficiente para sustentar novos voos.

A Cooperativa Agropecuária Vale do Rio Doce segue, portanto, fiel à sua essência e ousada em sua visão. Sempre à frente do seu tempo, participa ativamente do desenvolvimento regional, transforma vidas e mostra que o cooperativismo, quando bem conduzido, é uma das forças mais poderosas para construir prosperidade coletiva.
Porque a Cooperativa que nasceu do sonho de 187 produtores hoje carrega a responsabilidade de continuar abrindo caminhos para milhares de famílias, fortalecendo o campo e preparando o Vale do Rio Doce para um futuro ainda mais promissor.

Gostou? Compartilhe...

Leia as materias relacionadas

[the_ad_group id="39"]
magnifiercrossmenu