No Seminário Integrador do curso de Psicologia da UNIVALE, estudantes de vários períodos se reuniram para discutir questões étnico-raciais em uma dinâmica que colocou o diálogo no centro do aprendizado. As ideias compartilhadas nas discussões foram apresentadas por alunos reunidos em torno de uma proposta em comum: aprender a partir da escuta, da troca e das experiências de cada realidade.
“O início da minha fala foi para trazer uma sensibilização acerca dos dados de índices de saúde da população negra em geral, em um exercício de escuta ativa e sensível. Estamos falando de populações minorizadas, e isso trabalha a sensibilidade e o olhar para com o outro, em uma ótica diferente da ótica apresentada até atualmente, uma ótica colonial e que reverbera um racismo estruturado”, comentou o psicólogo Júlio Cezar Gomes, palestrante do Seminário.
Júlio Cezar salienta que a proposta do Seminário Integrador é discutir diferentes percepções sobre o tema. “É bem interessante, tanto com quem está começando e com quem já está se formando, debatendo um tema específico. E discutir raça dentro da saúde, com a diversidade étnico-racial, é muito importante para a atuação do profissional no mercado, além das estruturas aqui da universidade”, observou o psicólogo.
A palestra de Júlio Cezar ajudou a abrir caminhos para as discussões, refletindo sobre tópicos como identidade, desigualdades e pertencimento, discutindo os temas a partir da escuta e da participação dos estudantes. “O próprio nome já diz, é um Seminário em que integramos conteúdos e disciplinas dos diferentes períodos, dentro de uma temática que precisa ser discutida e debatida o tempo todo, e não só no curso de Psicologia. Precisamos pensar essa temática da diversidade étnico-racial em toda a sociedade”, destacou a professora Daena Cunha, organizadora do Seminário.
Ao longo do evento, o auditório se transformou em roda de conversa e os alunos participaram de atividade na metodologia world café, em uma dinâmica em que cada troca de experiências ajudou a construir novas reflexões. Ouvir também foi parte do aprendizado. “Essa metodologia world café deu aos alunos a possibilidade, após o palestrante Júlio Cezar fazer uma contextualização sobre o tema, de discutir várias perguntas relacionadas ao tema. Depois eles compartilham o que foi discutido, é uma proposta que gera uma reflexão coletiva”, acrescentou Daena.
Entre perguntas, relatos e pontos de vista diferentes, o seminário aproximou estudantes de fases distintas da graduação, em torno de uma discussão para a atuação profissional e para a convivência em sociedade. “Debater hoje a questão étnico-racial é importante, para a gente ter essa visão diferente e entender as queixas da atualidade, porque são questões que nossos pacientes vão trazer”, considerou a aluna do 5º período, Lorrana Godói.




