Logo Jornal da Cidade - Governador Valadares
Banner
quarta-feira, 26 novembro, 2025

Desvio de armas reforça cobrança por central de custódia em Minas

Central de custódia pode evitar desvios de armas, drogas e munições que hoje são mantidas pela polícia em locais improvisados.
Desvio de armas sob o poder da Polícia Civil é um dos problemas que uma central de custódia poderia atenuar - Arquivo ALMG Foto: HELENA LEÃO

O recente desvio de 220 armas de fogo apreendidas pela Polícia Civil de Minas Gerais mas que voltaram para facções criminosas reavivou uma antiga reivindicação dos servidores de segurança no Estado: a criação de uma central de custódia, um local adequado para armazenar armas, drogas, munições e outras provas apreendidas, hoje mantidas em locais improvisados.

O assunto será debatido na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) nesta quinta-feira (27/11/25), a partir das 13 horas, no Auditório do andar SE, em audiência pública da Comissão de Segurança Pública.

De acordo com o requerimento do presidente da comissão, deputado Sargento Rodrigues (PL), o objetivo é debater o imediato cumprimento do disposto no artigo 158-A do Código de Processo Penal, que define o instituto da cadeia de custódia.

De acordo com o artigo, cadeia de custódia é o conjunto de todos os procedimentos utilizados para manter e documentar a história cronológica do vestígio coletado em locais ou em vítimas de crimes, para rastrear a posse e manuseio a partir de seu reconhecimento até o descarte. Em outras palavras, são os procedimentos e estrutura para preservação de provas judiciais.

De acordo com informações do gabinete do deputado Sargento Rodrigues, uma das entidades que solicitou o debate foi o Sindicato dos Escrivães de Polícia Civil do Estado de Minas Gerais (Sindep). A entidade tem cobrado a criação da central de custódia em Minas desde 2020.

Segundo o sindicato, a estrutura é uma das determinações da Lei Federal 13.964, de 2019, também conhecida como Pacote Anticrime, que modificou diversos códigos (Penal, de Processo Penal e leis especiais) para endurecer o combate à criminalidade.

O recente desaparecimento das 220 armas de fogo sob o poder da Polícia Civil mineira foi noticiado no dia 9 de novembro, quando foi presa uma suspeita, a servidora concursada Vanessa de Lima Figueiredo. 

As investigações apontam que ela retirou as armas das instalações da Polícia Civil, depois vendidas para facções como o Terceiro Comando Puro, uma das atuantes na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Para debater a questão da cadeia de custódia na audiência pública desta quinta-feira, foram convidados presidentes de várias entidades sindicais, entre os quais Marcelo Horta, do Sindicato dos Escrivães de Polícia do Estado de Minas Gerais; Wilton Sales, do Sindicato dos Peritos Criminais do Estado de Minas Gerais; e Wemerson de Oliveira, do Sindicato dos Servidores da Polícia Civil de Minas Gerais.

Com informações do site oficial da Assembleia Legislativa de Minas Gerais

Gostou? Compartilhe...

Leia as materias relacionadas

magnifiercrossmenu