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domingo, 21 dezembro, 2025

Dezembro está chegando, uma boa oportunidade de fazermos "um balanço" de nossas vidas

Leia a coluna desta semana de Sérgio Fonseca
Foto: Reprodução da Internet

por Sérgio Fonseca

Dezembro costuma ser um mês diferente dos outros para a maioria das pessoas. Algumas ficam particularmente felizes. Porém, um grupo fica mais triste e outras pessoas ainda se sentem profundamente deprimidas. É o período do ano em que existe maior incidência desse estado terrível no qual as pessoas vêem tudo negro, perdem as forças físicas, perdem também as esperanças.

Essa tristeza pode ter várias causas. Uma típica desta época, tem a ver com a tendência da maior parte das pessoas de aproveitar o final e a passagem do ano para fazer um balanço de suas vidas. Não deixa de ser razoável e útil pararmos, de tempos em tempos, para fazer uma revisão de como temos nos colocado diante dos desafios da existência. Nesses períodos costumamos vivenciar a tristeza própria de não termos atingido todos os nossos objetivos, de estarmos aquém dos nossos sonhos e expectativas. Acontece que a maior parte das pessoas faz esse balanço de vida, próprio do fim do ano, de uma forma pouco criteriosa. Muitas se deprimem mais do que deveriam, porque erram na “contabilidade emocional”. Nossos sonhos e planos são as nossas metas, costumamos fazê-los no início de cada período e a eles nos dedicamos com algum afinco. Porém raramente conseguimos realizá-los plenamente, totalmente. Nossa capacidade para imaginar será sempre maior do que a de realizar. É o sonho que nos impulsiona, e nós precisamos dele. Porém, temos que ter em mente o fato de que ele será maior do que a conquista efetiva. Isso não faz mal algum. O importante é que tenhamos conseguido algum avanço, que tenhamos a sensação de que nossa vida evoluiu. As coisas que não foram atingidas continuarão na nossa agenda para o ano que virá. Junto com nossas outras expectativas, constituirão os projetos a serem perseguidos a partir de janeiro.

Se conseguirmos avançar um pouco já está bom. Triste mesmo é quando as pessoas constatam que, ano após ano, estão no mesmo lugar. Me refiro muito menos aos projetos práticos e materiais do que aos avanços íntimos e espirituais. Penso que o grande sentido da vida é conseguirmos sair da terra 70, 80, 90 anos depois de termos chegado, um pouco mais bem resolvidos interiormente. É termos tido competência para adequar nossas disposições agressivas, é termos aprendido a lidar melhor com frustrações e dores de todo tipo, é termos desenvolvido a persistência, é termos nos tornado mais corajosos para fazer com que nossos sonhos se realizem, é termos sido capazes de ter olhos também interiormente a ponto de nos tornarmos mais independentes dos julgamentos das pessoas. E nesse setor da vida interior os avanços são muito lentos e difíceis. Qualquer progresso mínimo já deve ser motivo de grande alegria e de sonoras comemorações. Desejo a todos que, neste final de 2025, estejam com o coração cheio de orgulho e de contentamento pelo que puderam fazer por si mesmos e pelos outros.

Sérgio Luiz Fonseca Dias

PSICOTERAPEUTA COGNITIVO, ESPECIALIZADO EM DESSENSIBILIZAR E RESSIGNIFICAR TRAUMAS

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