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terça-feira, 5 novembro, 2024

Dia de decisão na América. Americanos vão às urnas na super terça

Aulas foram suspensas. Escolas funcionam como local de votação
Outdoor de Trump em Governador Valadares - Foto: Reprodução Redes Sociais

A terça-feira (5/11) fria do outono estadunidense começou com dia nublado na região do Cape Cod, em Massachusetts. O dia insosso é dia eleição para presidente da nação mais poderosa do mundo. Os ônibus amarelos, que buscam crianças e adolescentes nas casas e levam para as escolas, não circularam. Hoje não tem aulas. Motivo: as escolas são locais de votação.

Mas não é feriado. Apenas os estudantes estão de pernas para o ar. Os demais, americanos e imigrantes estão trabalhando normalmente. Mas, certamente, quem tem direito a voto, vai votar, se quiser, porque nos Estados Unidos o voto não é obrigatório.

E a eleição está indefinida. Os institutos de pesquisa apontam empate técnico entre Donald Trump (Partido Republicano) e Kamala Harris (Partido Democrata). Os eleitores são discretos. Nas casas, uma pequena placa é fincada nos jardins, pedindo votos para Trump ou Harris. Visualmente não dá pra sentir a supremacia de Trump ou Harris. É pau e pau, ou seja, voto a voto.

Na região do Cape Cod, a terra do ex-presidente John Fitzgerald Kennedy, não existem painéis luminosos de LED, de grandes dimensões. Em Boston, sim. Os painéis luminosos exibem as fotos gigantes de Harris e Trump.

Outra cidade que exibe painéis gigantes, conhecidos como "out-door", está no Brasil, no estado de Minas Gerais. É Governador Valadares, cidade conhecida nacionalmente como "exportadora" de cidadãos para os Estados Unidos. Os brasileiros que seguem a ideologia de direita, instalaram outdoors projetando a vitória de Trump. Quem segue a ideologia de esquerda, não deixou barato. Outdoors em favor de Harris também foram instalados.

E quem é melhor para o Brasil e para os imigrantes brasileiros? Nunca se sabe. As opiniões são diversas. Grande parte dos brasileiros que moram em Massachusetts preferem Kamala Harris. Mas nunca falam abertamente quando são chamadas a dar declarações à imprensa. Quando falam, não se identificam.

Uma moradora de West Yarmouth, no Cape Cod, diz estar rezando pela vitória de Kamala Harris. Segundo ela, Kamala será melhor para os imigrantes. Mais acima, em New Jersey, outra brasileira imigrante diz torcer por Trump, alegando que não apenas brasileiros, mas também americanos, vão perder a liberdade com o poder nas mãos dos democratas.

Processo eleitoral

O processo eleitoral nos Estados Unidos é totalmente diferente do Brasil em vários aspectos. A começar pelo voto, que é em cédulas de papel, na maioria dos estados. É permitido votar e enviar o voto pelos Correios para as juntas apuradoras.

Em cada um dos 50 estados, os governos têm liberdade para organizar a votação da forma como consideram melhor.

E, de acordo com a votação, apontam os delegados que vão votar no Colégio Eleitoral, formado por 538 delegados. O presidente ou a presidenta se elege caso tenha ao menos 270 votos.

Cada estado tem direito a um número diferente de delegados, com base em sua população em relação ao total do país. Assim, a Califórnia, estado mais populoso, tem 54 representantes. Nenhum estado tem menos de três delegados.

Quem vai ganhar? Acredita-se que em dois dias todos terão a resposta.

Por Alpiniano Silva Filho, jornalista filiado à Federação Nacional de Jornalistas (Brasil) e Federation International of Journalist (FIJ). Correspondente Jornal da Cidade GV em Boston.

Partidários de Trump no Cape Cod - Foto: Tim Filho JC

Outdoor em apoio a Kamala Harris em Governador Valadares (MG). Foto: Reprodução/Redes Sociais

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