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segunda-feira, 17 março, 2025

Diabetes tipo 1 é tema de palestra para profissionais da educação de Valadares

A Prefeitura de Valadares, através das Secretaria Municipal de Educação e o Instituto de Diabetes Tipo 1 do Leste de Minas realizaram na tarde desta segunda-feira (17), no Teatro Atiaia, o Encontro pela Vida
O evento contou com a palestra das endocrinologistas Tiara Grossi Rocha e Christiane Hatem, além da nutricionista Vanessa Calazans. Foto: Divulgação PMGV

A Prefeitura de Valadares, através das Secretaria Municipal de Educação e o Instituto de Diabetes Tipo 1 do Leste de Minas realizaram na tarde desta segunda-feira (17), no Teatro Atiaia, o Encontro pela Vida.

O objetivo foi esclarecer a comunidade escolar sobre o diabetes tipo 1, que atinge mais de 90 mil crianças e jovens no Brasil, segundo o Atlas da Federação Internacional de Diabetes.

O evento contou com a palestra das endocrinologistas Tiara Grossi Rocha e Christiane Hatem, além da nutricionista Vanessa Calazans.

Pedagogos e diretores de escolas municipais, estaduais e particulares aprenderam como identificar sinais de alerta e situações de emergência, cuidados diários na escola, a importância do acolhimento e do suporte emocional no aprendizado e as estratégias para uma inclusão segura e eficaz.

A médica Tiara Grossi explica que quando existe demora no diagnóstico, a criança pode parar no hospital e ter até uma cetoacidoce diabética, que é uma situação fatal.

“O diagnóstico e o tratamento precoce fazem com que a criança tenha maior controle da doença e melhor qualidade de vida. É importante que a escola entenda o tratamento, já que a criança diabética passa a maior parte do seu dia em ambiente escolar. Uma escola segura, professores seguros em relação a hipoglicemia, hiperglicemia, a medida de ponta de dedo, faz com que tudo seja feito de forma mais tranquila, responsável e de maneira adequada”.

Segundo Tânia Storck, presidente do Instituto de Diabetes Tipo 1 do Leste de Minas, a escola precisa ser parceira de alunos e da família.

“Para nós que somos mães pâncreas é necessário a segurança dos nossos filhos nas escolas. É muito importante que a escola saiba orientar e saiba o que fazer em uma situação de  hipoglicemia e hiperglicemia, por exemplo. Quando a família não tem conhecimento, a própria escola pode reconhecer os sinais de diabetes na criança. Também é essencial que o professor observe, acompanhe quando a criança for aplicar sua própria insulina, para lhe passar confiança e estabilidade emocional”.

Para a secretária adjunta da Educação, Valquelia Fernandes, o encontro promove conhecimento para que seja feita a inclusão de alunos com diabetes.

“A diabetes tipo 1 é uma condição que exige atenção constante, mas isso não deve ser um obstáculo para o pleno desenvolvimento acadêmico e social de nossos alunos. A escola tem um papel fundamental na construção de uma sociedade mais inclusiva, garantindo que cada criança e adolescente tem acesso à educação com segurança, respeito e dignidade. Neste encontro, compartilhamos informações essenciais que ajudam a fortalecer a rede de apoio entre famílias, educadores e profissionais da saúde”.

Cristiane Santos de Souza descobriu o diagnóstico da filha quando a menina estava na educação infantil.

“A minha filha foi diagnosticada aos 4 anos e isso mudou a rotina da família. Nessa fase da vida, de adequação de alimentação, ela se tornou insulina dependente e havia a necessidade da aplicação no período escolar, já que era tempo integral. A escola nos acolheu muito bem e podemos chegar a uma adaptação. A minha filha entrava um pouco mais tarde para tomar em casa o café da manhã e, nos horários, eu fazia as aplicações de insulina, já que a escola não aplica o medicamento. Trabalhar com educação em diabetes é fundamental, desmistifica e ensina os cuidados que a equipe escolar precisa ter com os alunos acometidos pela doença”.

Diabetes tipo 1

A diabetes tipo 1 é tida como crônica e causa falta parcial ou total da insulina – hormônio produzido pelo pâncreas e responsável por regular a taxa de glicose no sangue e pode surgir em qualquer fase da infância, sendo mais comum entre a faixa etária de 4 a 6 anos e também entre os dez e 14 anos.

Indisposição, irritabilidade, dificuldade de aprendizado, excesso de sede, aumento da fome, vontade de fazer xixi constantemente e emagrecimento sem causa aparente são alguns dos sintomas que devem ser identificados pela família e equipe escolar.

Para informações e orientações sobre a diabetes tipo 1, entre em contato com o Instituto de Diabetes Tipo 1 do Leste de Minas pelo perfil do Instagram @institutodm1.

por Secretaria de Comunicação e Mobilização Social

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