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quarta-feira, 19 junho, 2024

Dólar sobe para R$ 5,44 à espera de reunião do Copom

Bolsa valoriza-se pelo segundo dia e recupera os 120 mil pontos
O dólar comercial fechou esta quarta-feira (19) vendido a R$ 5,442, com alta de apenas 0,15%. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

DA AGÊNCIA BRASIL

Num dia de feriado nos Estados Unidos, o dólar fechou em leve alta na expectativa da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC). A bolsa valorizou-se pelo segundo dia consecutivo e recuperou os 120 mil pontos.

O dólar comercial fechou esta quarta-feira (19/6) vendido a R$ 5,442, com alta de apenas 0,15%. A cotação teve um dia volátil, chegando a R$ 5,48 por volta das 14h30, mas desacelerou nas horas finais de negociação, até se aproximar da estabilidade.

A moeda norte-americana está no maior valor desde 4 de janeiro do ano passado, quando tinha fechado em R$ 5,45. A divisa acumula alta de 3,68% em junho e de 12,14% em 2024.

O mercado de ações teve um dia mais de recuperação. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 120.340 pontos, com alta de 0,59%.

As ações de petroleiras, de mineradoras e de bancos puxaram a alta. Pela primeira vez em oito dias, o indicador fechou acima dos 120 mil pontos.

Pela manhã, o mercado financeiro continuou a repercutir as declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em entrevista à rádio CBN, Lula criticou o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, e disse que o órgão sofre ingerências políticas, enquanto deveria ser autônomo.

Nesta quarta-feira (19), o Copom decide se mantém a Taxa Selic (juros básicos da economia) em 10,5% ao ano ou se faz um último corte de 0,25 ponto percentual. Segundo o boletim Focus, pesquisa semanal do BC com instituições financeiras, os analistas de mercado apostam que a taxa continuará inalterada até o fim do ano.

A possibilidade de um placar dividido, com os diretores indicados pelo governo anterior votando pela manutenção da Selic e os indicados pelo governo atual votando por um corte de 0,25 ponto percentual, voltou a pressionar o dólar.

No entanto, perto do fim das negociações, prevaleceram as apostas de uma votação por unanimidade pela manutenção da taxa.

*com informações da Reuters / Edição: Aline Leal

O feriado estadunidense

A quarta-feira (19/6) foi feriado nos Estados Unidos. Quase tudo parou. É o feriado do "Juneteenth", que celebra a liberdade tardia de um grupo de escravos, estimado em 250 mil, recebeu uma mensagem dos soldados que chegaram à Baía de Galveston, no Texas, para dar a eles a maravilhosa notícia, no dia 19 de junho de 1865.

Liberdade tardia, porque no dia 1º de janeiro de 1863, todos os escravos da América já estavam livres. Naquela noite da virada do ano, afro-americanos escravizados e livres reuniram-se em igrejas e residências de todo o país à espera de notícias de que a Proclamação de Emancipação tinha entrado em vigor.

E à meia-noite em ponto, a graça divina iluminou os homens pretos e mulheres pretas da América. Os soldados da União, muitos dos quais eram negros, marcharam para as plantações e pelas cidades do sul lendo pequenas cópias da Proclamação de Emancipação, divulgando a notícia da liberdade nos Estados Confederados.

A Proclamação de Emancipação entrou em vigor em 1863, mas não pôde ser implementada em áreas sob controle confederado. Como resultado, no estado confederado do Texas, no extremo oeste, as pessoas escravizadas só seriam livres muito mais tarde, em 19 de junho de 1863. E a data passou a integrar o calendário de feriados estadunidenses. 

Por Alpiniano Silva Filho - Tim Filho - Correspondente do Jornal da Cidade GV em Boston, MA, USA

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