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quarta-feira, 5 novembro, 2025

Dupla é presa pela PCMG por morte de casal em Governador Valadares

Os suspeitos foram detidos nessa terça-feira (4/11), após levantamentos apontarem o envolvimento deles nos dois homicídios.
Polícia Civil de Minas Gerais. Foto: Divulgação/PCMG

As investigações da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) sobre a morte de um casal, de 60 e 65 anos, resultaram na prisão de um homem, de 35, e de uma mulher, de 52, em Governador Valadares, região Leste do estado. Os suspeitos foram detidos nessa terça-feira (4/11), após levantamentos apontarem o envolvimento deles nos dois homicídios.

As vítimas, que mantinham um relacionamento estável há mais de duas décadas, teriam sido mortas após a administração de medicação realizada de forma fraudulenta pela suspeita, irmã do homem de 60 anos, com apoio do amigo, de 35.

Em razão disso, a primeira vítima morreu no dia 20 de junho deste ano, e a segunda, seis dias depois (26/6). O homem de 65 anos, natural dos Estados Unidos, mudou-se para o Brasil em 2019, após se aposentar e, desde então, morava com o companheiro.

Crime planejado

A PCMG constatou que, para cometer o crime, a mulher de 52 anos teria adquirido, por meio de receitas falsas, grande quantidade de medicamentos com potencial letal quando combinados.

Durante buscas na casa do suspeito de 35 anos, os policiais apreenderam carimbos médicos e receituários falsificados, reforçando os indícios do envolvimento dele no crime. As médicas, cujos nomes constavam nos documentos, negaram ter emitido as prescrições.

Conforme laudo pericial, ambos foram intoxicados após a ingestão de remédio, possivelmente dissolvido em bebida para ludibriar as vítimas.

Investigações

Após as mortes, a Polícia Civil apurou que os suspeitos realizaram movimentações financeiras superiores a R$ 1,3 milhão, incluindo o resgate de aplicação financeira, no montante aproximado de R$ 379,2 mil, e venda do imóvel do casal, no valor de R$ 950 mil.

Além disso, foram identificadas tentativas de intimidação de testemunhas. Uma medida cautelar foi deferida pela Justiça contra a advogada dos investigados, a qual estaria orientando uma testemunha a prestar informações falsas.

Também por determinação judicial, houve o bloqueio de R$ 1,5 milhão em ativos financeiros e a restrição de veículos em nome dos investigados, como forma de garantir a reparação de danos aos herdeiros.

As investigações continuam. 

por PCMG

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