A mobilização feita por mulheres, jovens, e famílias do território Tupinikim e Guarani acontece após o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), crime que contaminou a bacia do Rio Doce e impactou diversos territórios e povos tradicionais, DENUNCIA A FALTA DE COMPROMISSO DAS EMPRESAS COM OS IMPACTADOS DO TERRITÓRIO TUPINIKIM E GUARANI, que após o Novo acordo do Rio Doce não dá segurança do povo sobre o Auxílio de Substencia Emergencial.
A ação é um protesto contra o processo de reparação conduzido pelas empresas responsáveis pelo rompimento.
As comunidades indígenas afirmam que o povo Tupinikim foram excluídos das decisões que definiram os acordos de compensação e denunciam o descumprimento do direito à consulta livre, prévia e informada previsto na Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
Segundo as lideranças indígenas, a mobilização busca denunciar a falta de diálogo para que a reparação aconteca de forma JUSTA e EXIGEM a abertura de um processo de negociação que respeite os direitos dos povos originários.
Para as comunidades, a reparação não pode ser definida sem a participação direta daqueles que foram afetados pelos impactos do crime socioambiental, e exigem a inclusão das mais de 1.600 de fora do processo.
Os manifestantes afirmam que a paralisação da ferrovia é uma forma de tornar visível a luta dos povos indígenas por justiça e reparação digna. “Depois de dez anos, seguimos lutando para que nossa voz seja ouvida e para que nossos direitos sejam respeitados, DIREITOS NÃO SE NEGOCIA” afirmam representantes do movimento.





