Governo de Minas combate desmatamento ilegal no Leste com Operação Clímax

Ação mira 36 alvos, aplica mais de R$ 2,5 milhões em multas e reforça o compromisso do Estado com a preservação da Mata Atlântica

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Foram selecionados 36 alvos, com base nos alertas de desmatamento identificados pelo Programa Brasil Mais, somando cerca de 260 hectares

DA AGÊNCIA MINAS

Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), realizou a Operação Clímax durante o mês de abril para coibir práticas ilegais de desmatamento no Leste do estado e aplicar medidas administrativas previstas em lei.

A operação integrada entre as Unidades Regionais de Fiscalização (Urfis) do Leste de Minas e do Jequitinhonha teve como foco áreas sob pressão ambiental, especialmente áreas cobertas por remanescentes de Mata Atlântica – bioma que segue ameaçado pela expansão urbana, agrícola e industrial.

Foram selecionados 36 alvos, com base nos alertas de desmatamento identificados pelo Programa Brasil Mais, somando cerca de 260 hectares. A prioridade foi dada a áreas de maior extensão de desmatamento e que não haviam sido fiscalizadas recentemente, para otimizar a efetividade das ações em campo.

Semad / Divulgação

A Semad identificou infrações ambientais em 71% dessas áreas, com registro do uso de máquinas como meio comprobatório das irregularidades. Em alguns casos, os desmatamentos representavam a expansão de áreas anteriormente degradadas, configurando reincidência em condutas irregulares. Também foram constatados casos de descumprimento de embargos e suspensões administrativas vigentes, evidenciando resistência ao cumprimento da legislação ambiental.

O coordenador da operação, Daniel Colen, destaca que ações repressivas, como a Clímax, são essenciais para conter o avanço da degradação ambiental e garantir a efetividade de políticas públicas voltadas à preservação dos ecossistemas mineiros. “A fiscalização cumpre um papel fundamental na defesa do meio ambiente e na promoção do uso racional dos recursos naturais, especialmente em áreas frágeis ou protegidas por lei”, afirma.

Até o momento, o valor das multas aplicadas ultrapassa R$ 2,5 milhões. As medidas administrativas já estão sendo providenciadas para garantir a responsabilização dos infratores. A Operação Clímax reforça o papel estratégico do Sistema Estadual de Meio Ambiente (Sisema) na fiscalização ambiental para combater a degradação de áreas nativas e na proteção da biodiversidade da região. 

Semad / Divulgação

Preservação e fiscalização

O nome da operação alude ao estágio final da sucessão ecológica da vegetação, fundamental para a manutenção da biodiversidade e dos serviços ecossistêmicos. A conservação desse estágio é crucial para preservar a saúde e o equilíbrio dos ecossistemas naturais.

Tal significado reflete diretamente a atuação da equipe durante a operação, em que repressão e conscientização desempenham um papel essencial no enfrentamento ao desmatamento. Essas ações de fiscalização buscam impedir a supressão da vegetação, de forma a garantir que a vegetação, em estágios iniciais ou intermediários, possa alcançar esse estágio final.

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