Sabemos que o combate ao Aedes aegypti deve ser feito durante todo o ano. Mas, com o início do período chuvoso, quando as condições climáticas favorecem a proliferação do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya, é preciso redobrar a atenção e os cuidados diários. Por isso, a Prefeitura convoca a população a eliminar toda e qualquer água parada, tendo em vista que qualquer objeto, por menor que seja, pode servir de criadouro desse vetor.
E o momento pede ainda mais cautela, sobretudo com o resultado do 4º Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa), divulgado hoje (25), pela Prefeitura de Valadares, através da Secretaria Municipal de Saúde (SMS). O relatório mostra que 5,7% dos imóveis pesquisados contam com a presença do mosquitinho preto de listras brancas. Isso quer dizer que, em um universo de cem imóveis, quase seis apresentam focos do vetor. E não é só isso: o índice elevado coloca Valadares em situação de alto risco de epidemia.
Na pesquisa anterior, realizada em setembro, o índice foi de 4,2%. Ou seja, mesmo com o investimento da Prefeitura em equipamentos de ponta, em contratação e treinamentos de novos Agentes de Combate às Endemias (ACE), o cenário é preocupante. Portanto, é hora de unir forças e agir: mantendo a caixa d’água, tonéis e reservatórios de água fechados, assim como os lixos; guardando pneus em locais cobertos; limpando bem as calhas; colocando areia nos pratos de vasos de plantas, telas ou água fervente nos ralos semanalmente; lavando os vasilhames dos animais de estimação com água e sabão; verificando a bandeja do ar condicionado e detrás da geladeira; dentre outras ações simples, que fazem toda a diferença para o bem individual e coletivo.
“A luta contra o Aedes aegypti não é de responsabilidade exclusiva da Prefeitura de Valadares, através dos Agentes de Combate às Endemias. É um compromisso coletivo que todos precisam assumir e participar. Cada cidadão pode e deve ser um agente de saúde dentro da sua própria casa, tirando 10 minutos por semana para verificar quintal, reservatórios e outros locais que possam acumular água”, alertou o diretor do Departamento de Vigilância em Saúde (DVS), Marques Rogério.
O perigo continua mais perto do que você imagina
Os dados coletados por aproximadamente 60 agentes, de 10 a 14 de novembro, em cerca de 6.000 imóveis, apontam que cerca de 90% dos focos continuam dentro das casas, sendo 38,1% em ralos, calhas, lajes e tanques – o que não é nenhuma novidade se comparado às séries históricas. Se comparado ao Levantamento anterior, os focos nesses locais reduziram, já que estavam em 50,7%, mas ainda está longe do ideal.
Na segunda colocação, vem os vasos e pratos de plantas com 28,1%, um número maior do que na pesquisa feita em setembro, quando os focos correspondiam a 23,9%.
Logo em seguida, está o lixo, que na pesquisa anterior estava em 3,3% e na divulgada hoje atingiu o patamar de 10,8%.
O próximo é o Reservatório de água secundário, que caiu de 18,8% no relatório de setembro para 9,5% no atual.
Depósitos naturais, que no LIRAa anterior registraram 2,5% dos focos, desta vez alcançaram 6,6%; seguidos por pneus (que chegaram a 0,4% na pesquisa anterior) e agora se encontram com 5,6%; e caixas d’água (que estavam com 0,4%), e atualmente atingiram a marca de 1,2%.
Redução em apenas 3 estratos
Dos 14 estratos pesquisados, apenas três tiveram queda se comparado ao levantamento anterior. A redução mais significativa foi no estrato 6, que compreende os bairros Centro, Esplanada, Esplanadinha e São Pedro, que despencaram de 4,8% no último LIRAa para 1,2% no atual.
Logo depois, veio o estrato 8, que abrange os bairros Jardim do Trevo, Santa Paula, Turmalina, Posto Planalto, Sertão do Rio Doce, Retiro dos Lagos, Os Borges e Palmeiras, que caiu de 5,1% na pesquisa de setembro para 3,6% na de hoje.
Em seguida, o estrato 12, que engloba o Atalaia, Ipê, Vale do Sol, Cidade Jardim e Azteca, que teve uma leve queda; indo de 8,2% na edição anterior; para 7,4% no LIRAa divulgado nesta terça-feira (25).
Aumento em 11 estratos
O estrato 3, que conta com os bairros Santa Helena, Carapina, Nossa Senhora das Graças, Querosene, Monte Carmelo e Santa Efigênia foi o que teve o aumento mais significativo; indo de 3,3% (na 3ª pesquisa) para 9,6% na mais recente.
Na sequência, vem o estrato 14 (Vila Isa, Vila Ricardão, Jardim Primavera, Vila Parque Ibituruna, Elvamar e Vilage da Serra), que foi de 2% (no relatório anterior) para 7% (no LIRAa divulgado hoje).
O estrato 4, formado pelos bairros Vila Bretas, Vila Mariana, Acampamento da Vale, Nossa Senhora de Lourdes e São Geraldo, também registrou elevação; indo de 4,8% para 8,4% no registro do 4º e último Levantamento deste ano.
Logo atrás, vem o estrato 11, que envolve o Vila Isa, São Raimundo, Vera Cruz, Jardim Alvorada, Vila dos Montes e Vila do Sol, que saiu de 3,7% no relatório de setembro para 6,8% neste último.
O estrato 2, composto por Grã-Duquesa, Maria Eugênia, Santo Agostinho, Morada do Vale I, Lagoa Santa, Morada do Vale, Cidade Nova, Vale Verde e Esperança, também teve aumentou, indo de 3,6% para 6,3% (no LIRAa de hoje).
O estrato 1, que compreende Nova Vila Bretas, Mãe de Deus, Santo Antônio, Altinópolis e Planalto, também saiu de 3,8% para 6,1% (no resultado desta terça-feira).
Em seguida, vem o estrato 10, que conta com o Santa Rita, que subiu de 2,8% (Levantamento anterior) para 4,9% (no relatório recente).
O estrato 13 (Jardim Alice, Vila Rica, Penha, Novo Horizonte, Vale Pastoril, Caravelas, Castanheiras, Vila União, Tiradentes, Figueira do Rio Doce e Vitória), também registrou elevação, indo de 3,7% (na edição anterior) para 5,1% (na atual).
O estrato 5, que envolve os bairros Ilha dos Araújos, JK, São Paulo, Santa Terezinha e São Tarcísio, foi de 3,8% para 5% (no relatório recente).
Em antepenúltimo, está o estrato 7 (que compreende os bairros Capim, Conjunto SIR, Universitário, Sítio das Flores, Santos Dumont I e II, Sion, Belvedere, Cardo e Floresta), e teve um ligeiro aumento, indo de 3,6% para 4% (na quarta edição do LIRAa).
E por último, chega o estrato 9, que conta com os bairros Vila Império, São Cristóvão, Jardim Pérola, Kennedy, Bela Vista, Fraternidade, Vila Ozanan, São José, Nossa Senhora de Fátima e Parque Olimpico, que também registrou uma leve elevação, indo de 5,1% para 5,4% (no Levantamento de hoje).
Diante disso, a Prefeitura de Valadares, por meio do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), pretende adotar mais ações específicas em cada estrato a fim de controlar a doença e exterminar o Aedes aegypti. E convoca toda a população fazer sua parte, tirando dez minutos por semana para verificar quintal, reservatórios e outros locais que possam acumular água para que, juntos, possamos dar um basta no mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.
.Jornalista: Michelle Janaina
por Secretaria de Comunicação e Mobilização Social





