Nos dias 5 a 9 deste mês, a Prefeitura de Valadares, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), realizou o 1º Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa) do ano. O resultado aponta que 5,2% dos imóveis pesquisados contam com a presença do mosquito transmissor de dengue, zika e chikungunya. Isso quer dizer que, num universo de cem imóveis, mais de cinco apresentam focos do vetor que transmite essas arboviroses.
O município continua com alto risco para ocorrências de epidemias. O Ministério da Saúde classifica os dados em três categorias, sendo até 1%, satisfatório; de 1% a 3,9%, de alerta; e, superior a 4%, como é o caso de Valadares, como alto risco de epidemia.
Mais de 90% dos focos continuam dentro das casas. Os principais criadouros continuam sendo: ralos destampados, armazenamento inadequado de água, pratos de plantas e lixo mal acondicionado. Também houve um aumento de depósitos naturais, especialmente em bromélias.
Os vasos e pratos de plantas seguem sendo os campeões dos focos, com 41,8%, o que mostrou um grande aumento em relação ao levantamento feito em novembro do ano passado (28,1%). Em seguida, vieram os ralos, calhas e com 23,9%. Em terceiro lugar estão os lixos com 14,2% contra 10,8%, da pesquisa anterior
Índice nos estratos
Em relação aos bairros, dos 14 estratos, apenas três tiveram aumento se comparado ao levantamento anterior (11). Outra boa notícia é nove estratos conseguiram reduzir contra apenas um do ano passado, e dois permaneceram estáveis.
O aumento mais significativo foi no estrato 2, que compreende os bairros Grã-Duquesa, Maria Eugênia, Santo Agostinho, Morada do Vale I, Lagoa Santa, Morada do Vale, Cidade Nova, Vale Verde e Esperança, que saltou de 6,3% no LIRAa do ano passado para 9,1% este ano. Seguido pelo estrato 1 (Nova Vila Bretas, Mãe de Deus, Santo Antônio, Altinópolis e Planalto) que registrou um pequeno aumento de 6,1% para 6,7%. Em terceiro lugar ficou o estrato 6 (Centro, Esplanada, Esplanadinha e São Pedro) que registrou um aumento, indo de 1,2% para 3,1%.
Embora tenha registrado uma queda o índice ainda continua alto no estrato 3 (Santa Helena, Morro do Carapina, Nossa Senhora das Graças, Querosene, Monte Carmelo e Santa Efigênia), que caiu de 9,6% para 9,1%. O estrato 4 (Vila Bretas, Vila Mariana, Morada do Acampamento, Nossa Senhora de Lourdes e São Geraldo) manteve-se o índice alto e estável em 8,4%.
A maior queda ocorreu no estrato 12 (Atalaia, Ipê, Vale do Sol, Cidade Jardim e Azteca), que saiu de 7,4% no 4º LIRAa do ano passado para 4,4% na pesquisa divulgada nessa segunda-feira.
Diante disso, a Prefeitura de Valadares, por meio do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), pretende adotar mais ações específicas em cada estrato a fim de controlar a doença e exterminar o Aedes aegypti e convoca toda a população a agir, tirando dez minutos por semana para verificar quintal, reservatórios e outros locais que possam acumular água para que, juntos, possamos acabar com os focos e criadouros e, assim, vencer o mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.





