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segunda-feira, 29 julho, 2024

Medalhista olímpica, Bia Ferreira estreia com vitória tranquila em Paris 2024

A campeã mundial e medalhista de prata em Tóquio 2020, Bia Ferreira, estreou com uma vitória tranquila nos Jogos Olímpicos Paris 2024
Beatriz (Bia) Ferreira em ação contra a norte-americana Jajaira Gonzalez. Foto: Alexandre Loureiro/COB

Com informações do site oficial do Comitê Olímpico Brasileiro

Nesta segunda-feira, dia 30, Bia derrotou a americana Jajaira Gonzalez por decisão unanime pela categoria -60kg.

A atleta baiana está a uma vitória de garantir a vaga na semifinal em Paris e, consequentemente, mais uma medalha olímpica, já que o boxe não tem a disputa do bronze.

Já Abner Teixeira, bronze em Tóquio, foi surpreendido pelo equatoriano Gerlon Chala, pelos superpesados (+ 92kg), e está eliminado do torneio de Paris.

Bia não teve muita dificuldade para vencer a medalhista de bronze nos Jogos Pan-Americanos Santiago.

“Foi uma boa estreia. A gente lutou há pouco tempo, no Pan, e eu sabia que eu tentaria uma estratégia diferente. Dessa vez ela tentou vir pra cima de mim, mas não teve sucesso. Foi do jeito que a gente planejou, não tive muitas surpresas. Estou no jogo. Quero muito mais uma medalha olímpica, mas é uma luta de cada vez”, disse Bia.

A baiana de 31 anos assumiu o nervosismo antes de entrar no ringue.

“Eu fiquei mais ansiosa antes de chegar aqui, bateu um pouco de adrenalina. Mas eu sou a que mais quero ser campeã olímpica. Então eu não podia deixar isso me atrapalhar. Vim pra mostrar o que venho fazendo nesses três anos”, disse a campeã mundial.

Para o treinador principal da equipe brasileira, Mateus Alves, o primeiro round de Bia foi mais amarrado por conta da estreia.

“Por mais experiente que a Bia seja, a estreia traz uma tensão. Mas ela foi muito inteligente, deixou a americana vir. No segundo round ela já estava mais solta e no terceiro aproveitamos pra movimentar, jogando com o resultado. Todos verão a Bia muito mais à vontade na próxima luta”, disse Mateus.

Abner Teixeira não viveu um ciclo olímpico tranquilo depois da prata em Tóquio. Mesmo assim conseguiu a prata nos Jogos Pan-Americanos Santiago 2023, após passar por um período afastado do esporte em função de uma ruptura do ligamento cruzado anterior no joelho direito.

Abner Teixeira em ação contra o equatoriano Gerlon Congo pelas oitavas de final do boxe masculino categoria peso super-pesado (acima de 92kg). Foto: Alexandre Loureiro/COB

Na derrota para equatoriano Gerlon Chala, nesta segunda, em Paris, a pontuação adversa no primeiro round fez a diferença. Abner se recuperou nos dois rounds seguintes, mas não foi suficiente.

“Quero assistir a luta para ver onde eu errei. Mudei a estratégia no meio do combate, achei que tivesse feito o bastante, mas não foi o necessário. Eu sou muito competitivo e queria fazer história aqui novamente. Agora é voltar pra casa e pensar nos próximos passos”, afirmou o superpesado.

O boxe do Brasil fez sua melhor campanha em Jogos Olímpicos em Tóquio, com uma medalha de ouro, uma prata e um bronze.

O ótimo ciclo olímpico desde então fez com que o Brasil se classificasse em dez categorias para Paris 2024, sendo o país com mais atletas no torneio de boxe em Paris.

Medalha de prata nos Jogos Pan-Americanos de Santiago 2023, Keno Marley estreou no domingo com vitória e classificação para as quartas de final da competição.

O brasileiro retorna ao ringue na quinta-feira, dia 1, para encarar o uzbeque Lazizbek Mullojonov.

Nesta terça, dia 30, Michael Trindade enfrenta o cubano Alejandro Claro (-51kg); Wanderley Pereira pega o haitiano Cedrik Belony-Duliepre (-80kg); e Tatiana Chagas pega a coreana Aeji Im (-54kg).

A equipe ainda conta com: Caroline Almeida, Jucielen Romeu, Barbara Santos, Luiz Oliveira, o Bolinha, neto do lendário medalhista olímpico Servílio de Oliveira, que estrearão nos próximos dias.

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