O II Encontro da Não Violência Contra a Mulher aconteceu na manhã de hoje (22), na Praça dos Pioneiros. A ação serve para conscientizar sobre o Dia Internacional da Eliminação da Violência Contra a Mulher, celebrado no dia 25 deste mês.
Os canteiros da praça foram decorados com borboletas roxas, símbolos da causa. O local ficou repleto de tendas em que as pessoas podiam desfrutar de café da manhã, tirar dúvidas sobre os serviços, aferir pressão, fazer auriculoterapia e receber orientações sobre currículos e processos seletivos.
Na ocasião, houve palestra sobre o tema, sorteios de brindes e apresentações dos grupos da terceira idade do CRAS Santa Efigênia e do São Raimundo. Enquanto o evento acontecia, algumas mulheres percorriam o local segurando uma placa com os dizeres: “Você quer um abraço? ”.
Ao redor da praça, senhoras usavam vendas pretas nos olhos para protestar sobre a omissão da sociedade. Nilma Helena Valentim Silva, do CRAS Santa Efigênia, era uma delas.
“A violência contra a mulher é latente e quase ninguém vê. A população e o poder público sabem que existe, porém, pouco se faz para isso acabar. Nosso protesto aqui hoje é para alertar e acordar um pouquinho a sociedade sobre isso”, contou.
O CRAS estava presente com os serviços de Cadastro Único, o Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF) e o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos.
“A importância da nossa participação aqui, hoje, é por se tratar de um público que a gente já atende e acolhe. O PAIF recebe essas pessoas em situação de vulnerabilidade e o Serviço de Convivência complementa esse serviço promovendo oficinas em que são trabalhados diversos temas levantados pelos psicólogos do PAIF”, explicou a referência no Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos, Cláudia Cassimiro Rosendo.
A assistente social do CREAS e organizadora do evento, Shirley Fátima de Freitas Costas, destacou a importância da ação.
“Todos os dias a gente recebe várias mulheres vítimas de violência. Daí a importância de cada vez mais promovermos este tipo de evento para conscientizar a população, informar às mulheres que existe rede de apoio para elas e incentivá-las a sair deste ciclo de violência. A borboleta roxa (símbolo desta luta) significa transformação e liberdade”, orientou.
A secretária municipal de Assistência Social (SMAS), Rosenery Pimentel, considera o evento uma oportunidade de dar visibilidade à rede de apoio à mulher.
“Além de conscientizar de que violência contra a mulher é crime, queremos mostrar para elas que existe um serviço voltado para apoiá-las, para estar com elas, para ouvir suas demandas e encaminhá-las para os serviços corretos. Aqui no Município, nós damos apoio tanto psicológico como assistencial e, inclusive, temos casa para abrigar a mulher vítima em violência”, enfatizou.
Sobre o evento
A iniciativa do Centro de Referência Especializada de Assistência Social (CREAS) contou com a participação de diversos parceiros, como: Centro de Referência da Assistência Social (CRAS); Conselho Municipal dos Direitos da Mulher; Centro de Referência em Atenção Especial à Saúde (CRASE); alunos dos cursos de Nutrição e Fisioterapia da UFJF-GV; Senac; Grupo de Convivência Comunidade Viva em Ação; Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Agricultura e Abastecimento (SEMA); e equipes multiprofissionais da atenção primária à saúde (eMulti).
por Secretaria de Comunicação e Mobilização Social





