O amálgama moral e ético

O nosso articulista Marcius Túlio escreve sobre os últimos acontecimentos políticos no Brasil

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STF

POR MARCIUS TULIO

Ao ajustar acontecimentos factuais para atender a interesses casuísticos pontuais e oportunos, o proletariado burguês tupiniquim concretiza, institucional e sistematicamente, seus laços ideológicos com a moral e a ética do materialismo histórico de Karl Marx.

Cumpre registrar, por oportuno, que em seus enunciados, o confuso e incoerente filósofo alemão, formulou que os valores morais como a liberdade e a justiça são hipócritas e abstratos, meras distrações ilusórias para simular o bem-estar social.

Em seu manifesto, asseverou ainda que os problemas e conflitos humanos não se resolvem com apelos à consciência moral ou diálogos, mas com a transformação prática da revolução, tendo como premissa básica a truculência e a violência como fator dissuasor.

De acordo com seu destrambelhado e lunático raciocínio, a humanidade, desde sempre e para sempre esteve e estará em revolução, já que sempre haverá opressores e oprimidos, como se fora exclusividade do capitalismo, como se o socialismo não abrigasse em seu cerne, uma elite dirigente poderosa e implacável e como se a sangrenta e fraticida luta de classes caracterizasse a democracia em sua essência.

Numa desvairada busca por cientificidade, encontrou na teoria darwiniana uma hipotética identidade ou congruências com a luta pela sobrevivência dos irracionais na natureza, ambiência em que os mais fortes prevalecem e devem se reproduzir, provavelmente negando a evolução cognitiva, emocional, psicológica e espiritual da raça humana.
Desnecessário ressaltar que esses princípios marxistas exerceram influência significativa nas revoluções que permearam o século XX, alçando ao poder regimes autoritários, totalitários e sanguinários que ainda hoje aterrorizam a humanidade.

Amalgamando essas ideias e princípios, que visam a hegemonia de poder e o controle total sobre os conceitos morais e éticos, o proletariado burguês implodiu a tão sonhada democracia brasileira, utilizando cruelmente a mais altas Corte do judiciário em seu labor e em seu favor.

Idealizado e instituído sob os princípios da nacionalidade nata, notável saber jurídico e reputação ilibada, o STF se gestou com soberba e impunidade, tornando-se bastião da razão, da moral e da ética conforme a encomenda.

Acredito que todos são brasileiros natos, condição material, quanto ao notável saber jurídico, não me sinto capacitado ou qualificado para avaliar, especialmente porque se avoluma às nossas vistas a capacidade dos eminentes Juízes legislarem, processaram, acusarem e ainda serem as próprias vítimas, com atuação cada vez mais emblemática acima do direito concebido pela nossa civilização, em perfeita consonância com os princípios da moral e da ética de Marx.

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Quanto a reputação ilibada, inúmeros indícios desalentadores ocorridos constrangem, colocam em “xeque” a credibilidade constrangem, relações cordiais e nada republicanas com potenciais réus por corrupção institucional, relações incestuosas com escritórios de advocacia, acordos milionários, protagonismos vaidosos, participação em negócios privados, desvio de verbas públicas em cargos anteriores e até festas ou cultos ao deus Baco, que parecem, a cada minuto ser apenas a ponta do iceberg, constrangem , indignam e estarrecem os simples mortais que pagam a conta.

A revolução marxista ganhou nova roupagem, vestiu-se de Gramsci, talvez menos violenta, entretanto igualmente cruel, pois ataca o intelecto dos incautos, deflorando gerações e deformando inescrupulosamente os valores morais e éticos que moldaram nossa pátria e nos trouxeram até aqui, ainda que “aos trancos e barrancos”.

A impiedosa perseguição jurídica/política, tão atacada durante e após os chamados anos de chumbo, como a fênix, renasceu das cinzas, com resquícios de crueldade e aparentemente com ânimo de vingança.

Os arranjos e desarranjos da construção do materialismo histórico transitam pelos meios da corrupção desenfreada, dos pactos espúrios e das omissões criminosas, tudo em nome de um objetivo comum, a manutenção no poder a qualquer custo, nem que para isso tenha que recorrer ao Diabo.

A máquina opera a todo vapor, mentindo, omitindo, contornando, acusando, invertendo fatos, corrompendo, sacrificando inocentes, massacrando dissidentes, censurando vozes, acautelando liberdades e jogando o país na lama, ainda que só restem pedras sobre pedras, tudo pelo poder absoluto, em nome da casta que oprime em nome da paz e do amor.
Uma arquitetura metódica e harmoniosa cujo amálgama traduz inequivocamente a máxima maquiavélica de que “os fins justificam os meios”.

Paz e Luz.

Sobre o autor

Marcius Tulio é Coronel da Polícia Militar de Minas Gerais

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