Jornal da Cidade – Como representante de Governador Valadares e região na Assembleia Legislativa de Minas, como será a sua atuação em defesa dos direitos da população?
Gilsa Santos – Quero levar para a Assembleia o mesmo jeito de fazer política que construí em Governador Valadares: com presença, escuta e participação popular. Eu venho da periferia do Carapina, conheço a realidade dos nossos bairros e sei que muitas vezes a população precisa lutar muito para ter acesso a direitos básicos.
Na Assembleia, quero fiscalizar o Estado, buscar recursos, apresentar projetos e cobrar políticas públicas que cheguem de verdade aos municípios. E quero fazer isso ouvindo os territórios, porque ninguém conhece melhor os problemas de uma região do que quem vive nela.
Jornal da Cidade – Quais as principais carências de Governador Valadares, que podem ser priorizadas em um futuro mandato na ALMG?
Gilsa Santos – Governador Valadares tem necessidades muito concretas. A saúde é uma delas: precisamos fortalecer o SUS, ampliar o acesso a especialistas e garantir que o Hospital Regional seja concluído e cumpra sua função pública.
Mas também precisamos falar de emprego, renda, educação, qualificação profissional, cultura e desenvolvimento regional. E existe uma questão que é fundamental para toda a nossa região: o Rio Doce. Nós precisamos garantir que a reparação pelo desastre ambiental resulte em recuperação ambiental, saúde, trabalho, renda e desenvolvimento para quem vive aqui.
Quero defender uma política de desenvolvimento que faça a riqueza produzida nos nossos territórios também deixar oportunidades dentro deles.
Jornal da Cidade – O que motivou a senhora a se candidatar a deputada estadual?
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Gilsa Santos – Me candidatei porque acredito que a experiência que construí no mandato de vereadora pode alcançar outros espaços e beneficiar não só Governador Valadares, mas toda a nossa região. Eu sou uma mulher negra, nascida e criada na periferia do Carapina, e a minha trajetória política nasceu da convivência com as comunidades e da luta por direitos. Na Câmara, eu aprendi que muitas demandas que chegam até o município dependem também de decisões do Estado.
Jornal da Cidade – As grandes questões da gestão do Estado passam pela ALMG. O que mais preocupa a senhora: educação, segurança, assistência social, ou outro tema?
Gilsa Santos – Não consigo escolher uma única área, porque a vida das pessoas não acontece separada em caixinhas. Saúde, educação, segurança, assistência social, emprego e renda estão conectados.
Mas eu diria que o meu grande compromisso é com uma Minas que cuide da sua gente. Isso significa fortalecer o SUS, proteger as mulheres, enfrentar o racismo e a violência, garantir oportunidades para a juventude, valorizar a educação e criar condições para que as pessoas tenham trabalho e renda. E também significa olhar para o interior. Minas Gerais não pode ser pensada somente a partir da capital. Os nossos territórios precisam estar no centro das decisões.
Jornal da Cidade – Deixe a sua mensagem aos seus eleitores.
Gilsa Santos – Eu quero pedir que vocês acompanhem essa caminhada, conheçam a nossa história e conheçam as nossas propostas. Eu sou Gilsa Santos, mulher negra, do Carapina, de Governador Valadares. Minha trajetória foi construída junto das comunidades e de quem acredita que política tem que servir para melhorar a vida das pessoas.
Agora quero levar essa voz para toda Minas Gerais. Quero cuidar das pessoas, gerar oportunidades e desenvolver os nossos territórios. Dos nossos Vales para toda Minas. Gilsa, 13900
