Os atentados de 11 de setembro de 2001

Vinte e cinco anos depois, o mundo ainda tenta entender…

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Sexta-feira passada fez 25 anos que o mundo assistiu, quase sem acreditar, a uma das maiores tragédias da história recente.

Na manhã de 11 de setembro de 2001, quatro aviões comerciais de passageiros decolaram de aeroportos da costa leste dos Estados Unidos. Dois saíram de Boston, com destino a Los Angeles. Um saiu de Washington, também com destino a Los Angeles. O quarto saiu de Newark, em Nova Jersey, com destino a San Francisco.

Pouco depois das decolagens, os aviões foram sequestrados por 19 terroristas. Dois deles foram levados de volta em direção a Nova York e lançados contra as Torres Gêmeas do World Trade Center. Outro foi jogado contra o Pentágono, em Washington. O quarto, que seguia em direção à capital americana, caiu numa área rural da Pensilvânia depois que passageiros e tripulantes tentaram reagir aos sequestradores.

Morreram 2.977 pessoas. Quase 3 mil vidas interrompidas em poucas horas. Pessoas que estavam trabalhando, viajando, começando mais um dia comum de suas vidas.

Mas quem estava por trás de tudo aquilo?

A responsabilidade foi atribuída à Al-Qaeda, organização terrorista fundada em 1988 por Osama bin Laden, no contexto da guerra contra a ocupação soviética do Afeganistão. A organização começou reunindo e apoiando combatentes islâmicos envolvidos naquele conflito. Com o tempo, porém, mudou de objetivo e passou a defender uma guerra contra os Estados Unidos e seus aliados.

Bin Laden passou a considerar os Estados Unidos o principal inimigo. Entre suas justificativas estavam a presença de tropas americanas na Arábia Saudita, a influência dos Estados Unidos no Oriente Médio, o apoio americano a Israel e a governos árabes que ele considerava aliados do Ocidente.

A Al-Qaeda se transformou, então, numa rede terrorista internacional. Bin Laden e seus seguidores passaram a planejar ataques contra interesses americanos. No Afeganistão, sob a proteção do regime Talibã, a organização manteve campos de treinamento e estruturou parte da operação que levaria ao 11 de Setembro.

O objetivo não era simplesmente matar. Era atingir símbolos do poder americano: as Torres Gêmeas representavam o poder econômico; o Pentágono, o poder militar; e o quarto avião provavelmente tinha como alvo a Casa Branca ou o Capitólio, símbolos do poder político de Washington.

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E é aí que começa a minha reflexão…

O 11 de Setembro mostra até onde pode chegar o ser humano quando fanatismo, ódio, ressentimento, disputa política, interesses geopolíticos e sede de poder se misturam.
Bin Laden transformou suas convicções numa justificativa para matar pessoas que sequer participavam das disputas que ele dizia combater.

E essa é uma das grandes tragédias da humanidade: quando alguém acredita que sua verdade vale mais do que a vida do outro, qualquer barbaridade passa a encontrar uma justificativa.

Vinte e cinco anos depois, as Torres Gêmeas não foram reconstruídas. No lugar onde elas ficavam, existem hoje duas enormes piscinas de água, exatamente nas marcas das antigas torres, cercadas pelos nomes das vítimas. Ali também estão o Memorial e o Museu do 11 de Setembro. Ao redor deles, um novo complexo do World Trade Center foi erguido, tendo como principal edifício o One World Trade Center.

Mas a pergunta permanece: nós, seres humanos, aprendemos alguma coisa com isso?

Bom, prédios podem ser reconstruídos. Vidas, não.

E nenhuma causa política, religiosa ou ideológica é grande o bastante para justificar a morte de um inocente.
O mundo ainda continua precisando mais de Deus!…

Sobre o autor

Edmundo Alvarenga é artista plástico e escritor

Temas

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