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sexta-feira, 22 dezembro, 2023

Pessoas em situação de Rua assistidas pelo serviço acolhimento tem almoço especial de Natal

A confraternização marca as festividades natalinas
Eles participaram de um almoço, seguido de bingo e brincadeiras que marcaram a confraternização que antecedeu o Natal dos usuários. Foto: Divulgação Secom PMGV/Créditos: Leonardo Morais

A confraternização marca as festividades natalinas para público de usuários da rede municipal de Assistência Social em situação de rua e tem o objetivo de promover a socialização e de resignificar a vida de homens e mulheres.

A Secretaria Municipal de Assistência Social (SMAS) realizou no dia de hoje (22) um momento de partilha e convívio para as 50 pessoas hoje atendidas pelo Serviço de Acolhimento Institucional para Adultos e Famílias. Também participaram usuários do Centro de Assistência Social para População em Situação de Rua (Centro Pop). 

Homens e mulheres que recebem apoio e atendimento em toda a rede de Assistência Social e de Saúde com o objetivo de superarem a realidade de vulnerabilidade social em que se encontram. Eles participaram de um almoço, seguido de bingo e brincadeiras que marcaram a confraternização que antecedeu o Natal dos usuários. 

Também participaram representantes da Pastoral do Povo em Situação de Rua. 

A secretária municipal de Assistência Social, Adjani Santos Botelho Alvarenga, esteve presente acolhendo os usuários dos serviços e avaliou de forma positiva os avanços conquistados no atendimento ao público da alta complexidade no município.

“Depois de um ano de muitos desafios, a gestão municipal conseguiu dar início à tramitação da reforma das instalações físicas onde funciona o Serviço de Acolhimento Institucional para Adultos e Famílias e concluir o processo licitatório com agência que possibilita a aquisição de passagens para migrantes, assegurando o retorno destas pessoas à cidade de origem. E participarmos hoje, nesta confraternização, é gratificante porque celebramos o Natal e estas conquistas que eles, usuários, acompanham e são testemunhas de que o município não tem medido esforços para melhorar a condição de trabalho e atendimento por parte de nossas equipes em favor de todos”, disse.

Adjani Alvarenga falou ainda sobre a importância de reconhecer que cada um dos usuários tem uma história de vida, com trajetórias adversas que os levaram à condição de pessoas em situação de rua, e que as equipes são empenhadas no apoio para que possam superar e se reintegrarem socialmente e resgatarem os vínculos familiares. 

“As pessoas em situação de rua não estão nesta situação por opção, por trás de cada história, existem vivências que os marcaram profundamente, e momentos como estes de confraternização são extremamente importantes porque são as equipes da rede de Assistência a família que eles possuem hoje”, comentou. 

Coordenadora do Serviço de Acolhimento Institucional para Adultos e Famílias, Vânia Cristina Gonçalves da Silva, endossa.

“Os usuários, em grande parte, não têm contato com as famílias, nossas equipes assumem esta referência e oportunidades como estas são importantes e fazem parte do processo de resignificação da própria vida de cada um deles, que além do rompimento de vínculos familiares, buscam superar ainda quadros de dependência química”, comentou citando a formação da equipe de profissionais Serviço de Acolhimento que conta com assistente social e psicólogo que atuam diariamente e atendem a encaminhamentos nas redes da Assistência e Saúde. Além disso, demandas como providências de documentação pessoal e currículos profissionais para busca de vagas no mercado de trabalho também são atendidas pela equipe. 

Entre os usuários que participaram do almoço, estava Janaína Batista Araújo, 45 anos. Ela tem na equipe do Serviço de Acolhimento amigos importantes que a ajudam a deixar para traz uma história de rompimento de vínculos com os irmãos, violência do companheiro e muitas perdas. Assistida também pela rede de saúde, agora ela projeta um recomeço.

“O apoio que encontramos no Serviço de Acolhimento representa muito pra gente. Sempre fui bem tratada e encontrei respeito. Quero conquistar minha casa para recomeçar”, diz citando o apoio da equipe para que ela consiga participar da política municipal de habitação por meio do Programa Minha Casa Minha Vida. 

Vanderlany Varley da Silva, 42 anos, é motorista em sua carteira profissional. Conta que já foi motorista da MOBI, e há três meses está acolhido no Serviço. O fim do casamento e perdas familiares levaram Vanderlany a situações que nunca havia pensado. ”Já passei muito sofrimento, mas no Serviço de Acolhimento recebo assistência, carinho e o apoio para conseguir de novo um trabalho”, conta. 

Ele recebe também atendimento pela rede de saúde, ajuda importante para a superação da dependência química que adquiriu.

“Faço acompanhamento no CAPs e frequento a igreja para fortalecer minha vida espiritual porque assim tudo está indo bem”, se orgulha enquanto fala das superações que vem acumulando como a abstenção do vício que adquiriu num momento difícil de sua vida. “Sonho em conquistar um trabalho e ter novamente uma casa, tenho um filho de 6 anos e preciso pensar no futuro. O Serviço de Acolhimento é lugar de passagem, não para permanecer”, conta com a esperança e a certeza de dias melhores porque encontrou o apoio que precisava. 

por Secretaria de Comunicação e Mobilização Social

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