O Grupo de Trabalho (GT) do Plano de Ação de Emergência (PAE) da Usina Hidrelétrica de Aimorés segue atuando de forma estratégica e contínua para garantir a segurança da operação da barragem e a proteção das comunidades do entorno. Com reuniões bimestrais, o grupo avalia e delibera sobre temas prioritários, promovendo ações preventivas e assegurando a eficiência do plano de resposta a emergências.
O GT é formado por representantes da Aliança Energia – responsável pela operação da usina – e das principais instituições de proteção: Defesa Civil, Polícia Militar, SEJUSP e Corpo de Bombeiros. A atuação conjunta reforça a integração entre os envolvidos, otimizando o planejamento, a mobilização e a comunicação em situações de risco.
Prevenção como prioridade
O Plano de Ação de Emergência (PAE), desenvolvido em conformidade com a Política Nacional de Segurança de Barragens e as diretrizes da Defesa Civil, tem como foco a proteção da população em caso de eventuais intercorrências. O documento orienta ações, define responsabilidades e estabelece protocolos claros de resposta.
Para garantir sua efetividade, os municípios localizados a jusante da barragem já contam com sistemas de alerta e rotas de fuga mapeadas, além de campanhas informativas voltadas à população.
“O GT delibera sobre atividades essenciais para o aprimoramento das estratégias de prevenção e resposta. Nosso objetivo é manter o sistema sempre pronto e a comunidade bem orientada”, destaca Adilison Melo, coordenador da Usina Hidrelétrica de Aimorés.
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Testes mensais das sirenes seguem em andamento
Desde 2019, as estações remotas do sistema de alerta da Usina de Aimorés são testadas regularmente, com periodicidade mensal a partir de 2023, utilizando mensagem de voz e som musical, para certificar seu pleno funcionamento. Eventualmente ocorrem testes sonoros com acionamento das sirenes, fortalecendo a confiança da população no sistema e garantindo a efetividade sonora. Além disso, campanhas de comunicação promovidas pela Aliança Energia orientam os moradores sobre os protocolos de segurança e os procedimentos em caso de emergência.
Ações comunitárias
Durante as reuniões do GT, também são discutidos temas relativos às melhorias na gestão preventiva do PAE, como o início da utilização do Sistema Prox e a integração dos Núcleos de Proteção e Defesa Civil (Nupdecs) em apoio às atividades do Grupo de Trabalho. Formados por moradores voluntários das áreas mais vulneráveis, os Nupdecs desempenham um papel fundamental na disseminação de informações e na preparação da comunidade para situações de risco.
Segundo o sargento Marildo Venâncio, coordenador da Defesa Civil de Aimorés, o PAE é de extrema importância, pois envolve diversos órgãos de defesa social e profissionais que estão em constante capacitação para o enfrentamento de emergências, com o objetivo de agir preventivamente e reduzir riscos e danos. “A expectativa que tenho é de que possamos, de forma preventiva, evitar totalmente os danos em caso de ocorrência”, afirma Marildo Venâncio, que ingressou no Grupo de trabalho em janeiro.
Sobre a Usina de Aimorés
Inaugurada em 05 de maio de 2006, a Usina Hidrelétrica de Aimorés está localizada na Bacia do Rio Doce e abrange os municípios de Baixo Guandu (ES), Aimorés, Itueta e Resplendor (MG). Com capacidade instalada de 330 megawatts (MW), a usina pode gerar energia suficiente para abastecer uma cidade com um milhão de habitantes.
