Por Thiago Ferreira Coelho
Professores do curso de Medicina Veterinária da UNIVALE conquistaram o 3º lugar na etapa estadual do Prêmio Educador Transformador, na categoria Inovações Pedagógicas e Metodologia Ativa. A premiação é realizada pelo Sebrae e outras instituições e o reconhecimento veio pela atividade “Escape da infecção”, um desafio no formato Escape Room, e os docentes Kelly Lima, Mariáurea Matias Sarandy e Victor Negrão Póvoa receberão o prêmio em Belo Horizonte na próxima terça-feira (3 de março).
Em sua 3ª edição, é a primeira vez que profissionais de Governador Valadares ficam entre os vencedores do Prêmio Educador Transformador. A mais recente versão do desafio “Escape da infecção” reuniu alunos de Medicina Veterinária em novembro de 2025. Conforme a idealizadora da proposta, a professora Kelly Lima, a atividade foi pensada para tornar o ensino de disciplinas básicas mais envolvente e mais conectado à prática profissional.
“Através da gamificação, inspirada no jogo Escape Room, os alunos criam desafios envolvendo uma doença endêmica e disciplinas básicas, como Biologia Celular, Fisiologia ou Anatomia. Depois, eles resolvem os desafios que outra equipe criou, para ao final descobrir qual é a doença e como se prevenir dela, escapando assim da infecção. O resultado disso é que alunos estão protagonizando seu aprendizado, com criatividade, engajamento, interdisciplinaridade e, o mais importante, conectando a teoria com a prática profissional”, afirmou Kelly.
O aluno Lucas Araújo cursava o 2º período à época em que participou do “Escape da infecção”, e gostou da dinâmica que a atividade proporcionou entre a turma dele e colegas que naquele momento estavam no 1º período.
“Passamos por etapas realmente relacionadas com as disciplinas envolvidas. O caso que a gente teve que resolver, por exemplo, era de toxoplasmose. As dicas estavam relacionadas com as matérias, mas cada uma delas, isolada, poderia se referir a mil e uma enfermidades. Mas nessa estratégia de Escape Room, de resolver casos com enigmas, a gente associou cada ponto diferente sobre uma doença, ou sobre o animal infectado. Trabalhando em equipe, e com ajuda de orientadores, a gente resolveu tudo de forma bem satisfatória. É uma experiência que remete a um caso real”, declarou o estudante.





