Por Thiago Ferreira Coelho
O Instituto de Previdência Municipal de Governador Valadares (Iprem) realizou segunda-feira (9) uma ação especial voltada para as servidoras, em alusão ao Dia Internacional das Mulheres, com palestras e orientações sobre a saúde feminina. Um dos temas abordados foi a saúde mental da mulher, com palestra da psicóloga Aline Maria Camargo, referência técnica na clínica do Serviço de Psicologia Aplicada (SPA) da UNIVALE. Na conversa com as servidoras, Aline falou de autocuidado, manejo do estresse, sobrecarga emocional e promoção do bem-estar.
Entre os desafios que as mulheres lidam nos cuidados com a saúde mental, a psicóloga listou a exaustão emocional e o medo por sempre estar sujeita a questões como violência e o esgotamento por ser a pessoa responsável por cuidar de si e de outras pessoas.
“A gente carrega coisa demais por ser mulher, é muito peso. São tantos papéis sociais que vamos assumir, por conta da nossa história. A exaustão está na correria do dia a dia, na busca pelo sucesso, na pressão social sobre as mulheres por questões estéticas, de ter um corpo perfeito, ser uma mulher maravilha e ser uma mãe que nunca erra. A mulher estuda, trabalha, se desdobra em mil e uma funções no dia a dia”, apontou a psicóloga.
Aline salientou ainda o desgaste que a mulher sente pelo constante medo de ser vítima de violência e abuso, muitas vezes dentro do próprio lar. “Não estamos imunes. Nem a criança e adolescente, nem a mulher jovem e nem a mulher idosa. A gente tem medo por ser mulher, não tem outra característica”, frisou.
Na palestra para as servidoras municipais, a psicóloga da UNIVALE pontuou também que muitas mulheres se sobrecarregam ao cuidar de diversas atribuições, como ser mãe, filha, esposa e profissional. “A gente precisa pensar pelo outro, planejar pelo outro. Isso muitas vezes é uma sobrecarga invisível. Cansa muito mais a gente, por ter que pensar, planejar e informar, além de sustentar cada uma das funções que nós exercemos. À mulher foi dado esse lugar do papel social do cuidado, mas cuidar também cansa e a gente também quer ser cuidada”, disse Aline.
Uma recomendação da psicóloga para que as mulheres saiam da sobrecarga e da exaustão é que elas tenham compaixão e empatia umas com as outras, deixando de lado a rivalidade feminina. “As mulheres só vão entender que a sobrecarga emocional feminina só diminui quando a gente anda em bando e reconhece a força de quem está com a gente. Muitas vezes, pedir ajuda é um ato de coragem”, afirmou.





