Logo Jornal da Cidade - Governador Valadares
Banner
terça-feira, 16 dezembro, 2025

Quanto custa ser concurseiro em 2025? Censo revela média de gasto

Censo dos Concursos 2025 revela investimento dos concurseiros na preparação. Confira média anual!
Quanto custou ser concurseiro em 2025? Foto: Divulgação

Com informações do site oficial QConcursos Folha Dirigida

Cursos, materiais, taxas de inscrição e deslocamento compõem o pacote típico de custos de quem busca aprovação. Ainda assim, o Censo dos Concursos 2025 indica que a maior parte dos estudantes se prepara com um orçamento limitado.

Os dados do estudo demonstram que 64,5% gastam menos de um salário mínimo por ano, cerca de R$126 por mês. Já a média anual de investimento atinge R$ 2.011, puxada para cima por uma minoria que gasta bem mais que o restante.

O Censo dos Concursos é uma pesquisa exclusiva do Qconcursos que revela essas e outras informações acerca do mercado de concursos. Acesse o Censo dos concursos públicos completo

O estudo foi desenvolvido a partir de dados recolhidos até 31 de outubro de 2025, considerando a base de dados do Qconcursos e as respostas de 13.128 candidatos de todo o Brasil.

Panorama de gastos com concursos em 2025

A maioria dos estudantes de concursos gasta muito pouco para se preparar. Quase dois terços (64,25%) investe menos de um salário mínimo por ano (R$ 1.518), o que dá cerca de R$126 por mês.

Outro grupo, formado por 28,45% dos candidatos, gasta um pouco mais, entre um e três salários mínimos ao ano. Já os investimentos acima disso são bem menos comuns: apenas 5,39% destinam de três a seis salários para os estudos.

Gastos realmente altos são exceção. Somente 1,32% investem entre seis e 11 salários mínimos por ano, e só 0,6% ultrapassa esse valor.

Mesmo com a maioria gastando pouco, a média anual ficou em R$ 2.011 porque um pequeno grupo que investe muito acaba puxando esse número para cima.

Este panorama reforça o custo como um obstáculo ao acesso. Além disso, continua alta a preferência por conteúdos gratuitos e custo baixo.

Renda média dos candidatos varia entre 1 e 3 salários mínimos

No que diz respeito à renda média dos concurseiros, a maioria está situada na faixa de até 3 salários mínimos.

Contudo, um dado que chama a atenção é o aumento expressivo (+28%) de famílias que declararam ter renda inferior a um salário mínimo.

As informações indicam um perfil de concurseiro mais popular, que mantém nos concursos a expectativa de elevar sua renda e garantir a estabilidade.

Renda x investimento: influência limitada

A renda familiar influencia quanto o candidato gasta para estudar, mas não define esse valor. Entre quem vive com até um salário mínimo, a maioria absoluta (80,18%) gasta menos de um salário por ano com a preparação.

Quando se trata dos concurseiros com renda mais alta, o comportamento muda, mas não totalmente. Mesmo entre quem ganha acima de 11 salários mínimos, quase um terço (31,75%) ainda gastam menos de um salário por ano. Ao mesmo tempo, 17,91% desse grupo gasta entre três e seis salários mínimos, e 5,22% ultrapassa esse número.

Nas faixas intermediárias, o padrão também é variado. Entre quem tem de três a seis salários de renda familiar, mais da metade (55,58%) continua gastando menos de um salário anual, enquanto uma pequena parcela (6,78%) investem entre três e seis salários. Só 0,45% superam esse patamar.

Os resultados mostram que uma renda maior aumenta a chance de o candidato investir mais, mas isso não é regra. Da mesma forma, renda baixa costuma limitar os gastos, mas há quem faça sacrifícios e invista acima do esperado.

Além da renda, pesam fatores como prioridades pessoais, acesso a materiais gratuitos, forma de estudar e o tempo que cada um tem para se dedicar.

Censo revela alta no volume de editais e queda no número de vagas

O Censo dos Concursos 2025 ressalta que o ano registrou um aumento de 57% na quantidade de editais e uma diminuição na quantidade de vagas ofertadas: foram 302.729 vagas disponibilizadas, 43,4% a menos que em 2024.

Paralelamente, o perfil do concurseiro se transformou: hoje, a maioria dos que se preparam para concurso utiliza Inteligência Artificial (51,9%), sobretudo para resumos e condensação de teoria. Além disso, esse estudante tem uma média de dois anos de tempo de preparação.

No cenário das bancas, a FGV é a banca mais difícil para os concurseiros, com taxa de acertos em 61% por parte dos estudantes.

Gostou? Compartilhe...

Leia as materias relacionadas

magnifiercrossmenu