Reforma tributária vai diminuir gastos dos mais pobres e da classe média

Conheça alguns pontos do Projeto de Lei Complementar, entregue pelo ministro Fernando Haddad ao Congresso, que regulamentam a reforma tributária

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Reforma tributária vai diminuir gastos dos mais pobres e da classe média, alega o Ministério da Fazenda

DA AGÊNCIA GOV

Na semana passada, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, entregou ao Congresso Nacional o Projeto de Lei Complementar que regulamenta alguns princípios gerais da Reforma Tributária, cujo texto-base já foi aprovado pelo parlamento brasileiro. 

Tanto o ministro e sua equipe quanto a imprensa têm destacado que, entre os benefícios que a Reforma Tributária vai trazer para as pessoas, está a redução de gastos com impostos que os mais pobres e a classe média terão, depois que a lei complementar for aprovada.

Segundo previsões, a Câmara e o Senado devem analisar e aprovar as novas regras complementares até o final deste ano. 

Além das pessoas mais vulneráveis e da classe média, empresas de todos os portes também serão beneficiadas com redução de impostos e simplificação do sistema de cobrança, alega o Ministério da Fazenda. 

Conheça aqui alguns dos benefícios que a Reforma Tributária vai trazer, assim que entrar em vigor, após a aprovação pelos deputados e senadores das leis complementares que a compõem. As informações foram apuradas pelo jornalismo da Agência Brasil, da EBC: 

Devolução de 50% das taxas sobre luz e água e 100% do gás 

As famílias mais pobres ou inscritas em programas sociais poderão receber de volta 50% da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS, tributo federal) paga nas contas de luz, água, esgoto e gás encanado.   

Em relação ao Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cobrado pelos estados e pelos municípios, a devolução ficará em 20% sobre as contas desses serviços.

O ressarcimento também beneficiará apenas famílias de baixa renda. No caso do botijão de gás, a devolução será de 100% da CBS e 20% do IBS. 

 Chamado de cashback (ressarcimento de tributos em dinheiro), o mecanismo foi aprovado na emenda constitucional da reforma tributária para tornar mais progressiva a tributação brasileira, com os mais pobres pagando proporcionalmente menos impostos em relação aos mais ricos.

O cashback permite que benefícios tributários se concentrem na população de baixa renda, sem que também sejam usufruídos pelos mais ricos. 

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Cesta básica com imposto zero 

Quinze alimentos in natura ou pouco industrializados vão compor a cesta básica nacional e pagar imposto zero, com a reforma tributária. O projeto de lei complementar que regulamenta o tema ainda traz 14 produtos com alíquota reduzida em 60%. 

Confira a lista dos alimentos da cesta básica nacional: 
arroz; 
feijão; 
leites e lácteos para crianças; 
manteiga; 
margarina; 
raízes e tubérculos; 
cocos; 
café; 
óleo de soja; 
farinha de mandioca; 
farinha de milho, grumos e sêmolas de milho, grãos de milho esmagados ou em flocos; 
farinha de trigo; 
açúcar; 
massas; 
pães comuns (apenas com farinha de cereais, fermento biológico, água e sal);
ovos; 
frutas; 
produtos hortículas (estes três últimos não fazem parte da cesta básica nacional, mas também tiveram imposto zerado). 

Outros alimentos com custo 60% menor 

carnes bovina, suína, ovina, caprina e de aves e produtos de origem animal ;
peixes e carnes de peixes, exceto produtos como caviar, por exemplo;
crustáceos (exceto lagostas e lagostim) e moluscos; 
leite fermentado (iogurte), bebidas e compostos lácteos; 
queijos tipo muçarela, minas, prato, queijo de coalho, ricota, requeijão, queijo provolone, queijo parmesão, queijo fresco não maturado e queijo do reino; 
mel natural; 
mate; 
farinha, grumos e sêmolas de cerais, grãos esmagados ou em flocos de cereais (exceto milho); 
tapioca; 
óleos vegetais e óleo de canola; 
massas alimentícias; 
sal de mesa iodado; 
sucos naturais de fruta ou de produtos hortícolas sem adição de açúcar ou de outros edulcorantes e sem conservantes; 
polpas de frutas sem adição de açúcar ou de outros edulcorantes e sem conservantes.

Escolas e planos de saúde privados mais baratos 

Com o objetivo de evitar aumento de preços após a reforma tributária, serviços privados de educação e de saúde terão o Imposto sobre Valor Adicionado (IVA) reduzido em 60%.

Atividades com cadeia produtiva curta, como serviços culturais, audiovisuais, jornalísticos e de eventos, também terão imposto reduzido na mesma intensidade, para não serem punidos com um aumento excessivo da carga tributária com o fim da cumulatividade (cobrança em cascata). 

Durante as discussões da reforma tributária, o governo e o Congresso concordaram que, por prestarem diretamente serviços aos consumidores e serem intensivos em mão de obra, o setor seria punido com a cobrança da alíquota cheia. Portanto, a alíquota cheia, que ficará em média em 26,5%, não vai incidir sobre mensalidades de escolas e planos de saúde privados.  

Dessa forma, a alíquota cheia de 26,5% será reduzida para 10,6% sobre esses serviços, reduzindo o impacto sobre o consumidor.

A decisão vai exigir que as escolas e os planos cobrem mensalidades menores de seus clientes.

A redução de impostos e de preços vai cobrir desde o ensino infantil até o superior. E diversos atendimentos específicos de saúde também serão desonerados. 

 Com informações da Agência Brasil

Link: https://agenciagov.ebc.com.br/noticias/202404/reforma-tributaria-diminui-gastos-para-pobres-classe-media

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