Logo Jornal da Cidade - Governador Valadares
Banner
sexta-feira, 17 abril, 2026

Reunião da Comissão Processante do caso Transporte Escolar terminou com bate-boca na quinta-feira (16/4)

Pessoas que estavam assistindo a reunião tentaram desqualificar os vereadores Ley do Mãe de Deus a Amaral do Povo por causa de escolaridade
O vereador Amaral do Povo presidiu a reunião da Comissão. No telão do plenário, o depoente, André Barcelos, do Ciminas. Foto Divulgação

A Reunião da Comissão Processante da Câmara Municipal de Governador Valadares, que investiga supostas irregularidades na contratação do transporte escolar no município, foi realizada na tarde de quinta-feira (16/4), e terminou em bate-boca entre vereadores membros da comissão e plateia que estava na galeria. Na ordem dos trabalhos, foi lida e aprovada a ata reunião anterior, seguida da oitiva da testemunha André de Deus Barcelos, representante do Consórcio Interfederativo de Minas Gerais (Ciminas), que celebrou o contrato com a Prefeitura para a prestação do serviço de transporte escolar. Barcelos prestou esclarecimentos, respondendo a uma série de perguntas do advogado Mauro Bomfim, que defende o prefeito Coronel Sandro.

Ao fim da oitiva, o advogado Mauro Bomfim, diante de fatos novos apresentados pelo depoente, pediu prazo de 20 dias para apresentar a sua defesa, e inserir nos autos elementos técnicos que, segundo ele, vão restabelecer a verdade e mostrar a legalidade do processo.

Os membros da comissão analisaram o pedido e negaram o prazo. O advogado contestou, de forma veemente a negativa, e a plateia que estava na galeria, aos gritos, aplaudiu o advogado, e ao mesmo tempo, alguns homens que estavam em no local, proferiram ofensas contra os vereadores, desqualificando os vereadores Ley do Mão de Deus e Amaral do Povo, debochando do jeito simples das falas dos vereadores, e afirmando que eles não tinham competência jurídica para estar no processo.

O clima esquentou, houve bate-boca e o vereador Jamir Calili disse que vai apresentar requerimento pedindo medidas contra as manifestações dos públicos que forem ofensivas e voltadas ao tumulto.

Calili disse que é natural que ao longo do processo de impeachment que a população esteja presente no plenário, a população se emociona, favorável e contrariamente. "É natural que a gente ouça manifestações contra e a favor ao trabalho da Comissão. Eu reconheço isso, faz parte do processo democrático e nós temos tolerado isso na Câmara, por um dever constitucional. Mas o que aconteceu hoje, ultrapassa o limite da civilidade. Nós estamos falando de uma agressão, de um preconceito, de duas pessoas, de agressões, de um tumulto desnecessário, que desqualificam o trabalho até da própria defesa, porque são manifestações de defesa do prefeito desqualificando a Comissão, chamando a pessoa de burra, de incompetente, por conta da escolaridade", disse.

O vereador também observou que os vereadores Ley do Mãe de Deus e Amaral do Povo estão na Comissão porque são representantes da população, eleitos legitimamente, e essa é a característica do Poder Legislativo.

"Medidas precisam ser tomadas pra que o trabalho da Comissão transcorra naturalmente. A manifestação popular é legítima, não há que se contrariar isso, o direito de defesa é legítimo, algumas discussões processuais, técnico processuais, são naturais no processo, isso acontece também no processo judicial, mas a manifestação feita pelo cidadão Gerson Barbosa e Fabiano Libório ultrapassou o limite, eu tenho uma boa relação com o Libório, mas ultrapassa o limite da civilidade".

Gostou? Compartilhe...

Leia as materias relacionadas

magnifiercrossmenu