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terça-feira, 3 março, 2026

Sais/GIT e DSEI discutem levantamento epidemiológico de saúde bucal indígena

Os dados do levantamento serão analisados para comparar a situação da saúde bucal das populações indígena e não indígena
A professora da UNIVALE, Suely Rodrigues (de óculos), disse que a universidade está usando os mesmos parâmetros e a mesma metodologia, para depois comparar a saúde bucal da população indígena com a população não-indígena. Foto: Ascorg Univale

Por Thiago Ferreira Coelho

O laboratório de pesquisa em Saúde, Indivíduo e Sociedade (Sais), vinculado ao mestrado da UNIVALE em Gestão Integrada do Território (GIT), se reuniu segunda-feira (2) com representante do Distrito Sanitário Especial Indígena de Minas Gerais e Espírito Santo (DSEI-MG/ES) para discutir os resultados preliminares de um levantamento epidemiológico sobre saúde bucal indígena realizado em mais de 100 aldeias da região. Os dados do levantamento serão analisados para comparar a situação da saúde bucal das populações indígena e não indígena.

Entre 2024 e o primeiro semestre de 2025, foram coletados dados sobre a condição da saúde bucal indígena de quase 20 mil indivíduos de 12 etnias, em 101 aldeias da área de abrangência do DSEI. O levantamento aconteceu após uma capacitação oferecida a 22 cirurgiões-dentistas e 22 auxiliares de saúde bucal – a formação foi ministrada na UNIVALE, em outubro de 2023, por duas pesquisadoras do Sais, as professoras Suely Maria Rodrigues (coordenadora do laboratório) e Marileny Boechat.

“Agora nós estamos nos reunindo para fazer a análise dos dados que foram coletados e do relatório. E o relatório da condição de saúde bucal indígena do DSEI Minas Gerais e Espírito Santo será semelhante ao que foi feito com a população brasileira em 2022. Nós estamos usando os mesmos parâmetros e a mesma metodologia, para depois comparar a saúde bucal da população indígena com a população não-indígena”, comentou a professora da UNIVALE, Suely Rodrigues.

O levantamento contém dados sobre condições como cárie, edentulismo (perda de dentes) e necessidade de prótese, agrupando os indígenas em cinco faixas etárias, conforme preconizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). De acordo com a dentista referência técnica de saúde bucal da Divisão de Atenção à Saúde Indígena (Diase), Dalila Chaves Magalhães Bispo, o levantamento direcionará melhor as ações do DSEI, para promover equidade e maior qualidade de saúde bucal à população indígena.

“A gente trabalha com 22 municípios, sendo 21 em Minas Gerais e um no Espírito Santo. A gente tem uma dispersão geográfica muito grande, é um desafio muito grande para nós, da saúde indígena. O levantamento vem para nos nortear, para a gente verificar, por exemplo, quais os maiores índices de cárie, onde estão e em quem estão. Hoje temos 12 etnias em nosso Dsei, em 26 polos-bases, onde estão as equipes multidisciplinares de saúde indígena que atuam com foco na atenção primária”, afirmou Dalila.

A reunião técnica contou com a participação de Dalila Bispo, pelo DSEI, e, pelo Sais, das professoras Suely Rodrigues e Marileny Boechat, e do professor Márcio Souza, do campus da Universidade Federal de Juiz de Fora em Governador Valadares (UFJF-GV), e atualmente fazendo estágio de pós-doutorado no GIT.

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