O Ministério da Saúde reforçou a recomendação da chamada dose zero da vacina contra o sarampo. A imunização é indicada para bebês de seis meses a onze meses e vinte e nove dias que vivem em áreas de risco para a circulação do vírus.
A dose zero é uma dose adicional da vacina tríplice viral, aplicada antes da idade prevista no Calendário Nacional de Vacinação. Ela não substitui o esquema vacinal de rotina: a criança deve receber normalmente a 1ª dose (D1) aos 12 meses e a 2ª dose (D2) aos 15 meses.
Em Governador Valadares, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) reforça a orientação e destaca a importância de manter em dia a caderneta de vacinação de crianças, jovens e adultos.
“Somente com altas coberturas vacinais é possível manter o país livre do Sarampo, então precisamos avaliar a situação vacinal de toda a população, até 59 anos de idade, e fazer a atualização da vacinação conforme a faixa etária”, afirma Dra. Márcia Cordeiro, coordenadora de Imunização da Secretaria Municipal de Saúde.
Vacinação em Governador Valadares
É de extrema importância manter altas coberturas vacinais na população (95%), pois a vacinação continua sendo a forma mais eficaz de prevenção contra a doença.
“A cobertura vacinal de crianças de 1 ano de idade, até o mês de maio de 2026, foi bem abaixo do recomendado pelo Ministério da Saúde, sendo a 1ª dose 82% e a 2ª dose 60%”, alertou a coordenadora de Imunização do município.
A vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, está disponível gratuitamente nas unidades básicas de saúde do município, integrando o calendário nacional de vacinação.
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A Secretaria Municipal de Saúde reforça o convite à população para conferir a caderneta de vacinação e procurar a unidade de saúde mais próxima em caso de dúvidas ou atraso no esquema vacinal.
O que é o sarampo?
O sarampo é uma doença viral, altamente contagiosa, transmitida pelo ar, por meio de gotículas de saliva ou secreções respiratórias. Os principais sintomas são Manchas vermelhas (exantema) no corpo e febre alta (acima de 38,5°)acompanhada de um ou mais dos seguintes sintomas: tosse seca, irritação nos olhos (conjuntivite) e mal-estar intenso. Em casos mais graves, pode levar a complicações como pneumonia, encefalite e, em situações extremas, à morte.
Histórico da doença no Brasil
De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil continua livre da circulação endêmica do sarampo, registrando apenas casos importados ou associados à importação do vírus.
Em 2025, o Brasil registrou 38 casos importados ou relacionados à importação, e a transmissão foi interrompida graças a ações de vigilância epidemiológica, rastreamento de contatos e bloqueio vacinal.
No município de Governador Valadares, em 2026, não foi registrado nenhum caso suspeito.
Apesar dos avanços significativos no controle e na prevenção da doença por meio da vacinação, o sarampo continua sendo um desafio para a saúde pública, principalmente em regiões com baixas taxas de imunização.
