Você já reparou quantas vacinas um bebê toma ao longo do primeiro ano de vida? É BCG antes de sair do hospital, tríplice viral, varicela, pentavalente, poliomielite, pneumocócica e meningocócica conjugadas e por aí vai.
Há mês em que são aplicadas 4 de uma só vez. E isso acontece porque os pequenos ainda não possuem anticorpos necessários para combater infecções de origem externa, como vírus e bactérias, e é imprescindível para que cresçam fortes e saudáveis.
Todos os imunizantes fundamentais para essa fase e também para jovens, adultos e idosos encontram-se disponíveis gratuitamente nas salas de vacinas de Valadares, conforme estabelece o Plano Nacional de Imunização (PNI).
No entanto, assim como acontece em várias cidades do Brasil, no nosso município a cobertura vacinal infantil está abaixo do preconizado pelo Ministério da Saúde, que dependendo da vacina é de 90% a 95%; o que pode fazer com que doenças já erradicadas, sejam reintroduzidas no nosso país.
É o caso da vacina Pentavalente, que protege contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite e também contra infecções causadas pelo Haemophilus Influenzae (Hib) tipo b, como pneumonia, dor de ouvido, infecção generalizada na corrente sanguínea, sinusite e inflamações em uma membrana do coração, nas articulações e na garganta.
De janeiro a abril deste ano, apenas 74,15% das crianças menores de um ano receberam as doses que devem ser administradas aos 2, 4 e 6 meses de idade.
Poliomielite
A Vacina Inativada Poliomielite (VIP), que protege a meninada da paralisia infantil, também está com índices vacinais abaixo do esperado em Valadares. De janeiro a abril deste ano, apenas 74,60% das crianças receberam o imunizante – que, no final do ano passado, foi substituído pela forma injetável, considerada mais segura e eficaz.
O esquema vacinal consiste em três doses, sendo aos 2, 4 e 6 meses e uma dose de reforço aos 15 meses.
E por falar no reforço da VIP, a cobertura também está aquém do recomendado pelo MS. Enquanto o órgão recomenda 95% de cobertura, o nosso município registrou apenas 73,89% no público de 15 meses.
Tríplice Viral
O cenário se repete quando se trata do imunizante Tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola.
Enquanto 82,89% dos pequenos valadarenses receberam a primeira dose da vacina no primeiro quadrimestre deste ano, apenas 66,40% foram levados pelos pais e/ou responsáveis até a unidade de saúde para receber a segunda dose.
O esquema básico recomendado neste caso são duas doses, sendo a primeira aos 12 meses e a segunda, aos 15 meses de idade.
Hepatite A
No caso de crianças, a vacina contra a hepatite A deve ser tomada em uma única dose, aos 15 meses de vida. No entanto, dados do setor de Imunização, da Prefeitura de Valadares, referentes aos primeiros quatro meses de 2025, apontam que somente 75,85% da meninada está protegida contra a doença.
DPT
A DPT, mais conhecida como Tríplice Bacteriana Infantil, responsável por proteger a criançada contra três doenças graves (difteria, tétano e coqueluche), também não atingiu os patamares ideais. De janeiro a abril deste ano, apenas 73,44% dos valadarenses receberam o primeiro reforço.
Lembrando que a DPT é utilizada para os reforços aos 15 meses e aos 4 anos de idade.
Febre amarela
Quando se trata de febre amarela, o ideal é que as crianças recebam duas doses do imunizante, sendo uma aos 9 meses e outra aos 4 anos de idade.
E, mais uma vez, os números do setor de Imunização, da Prefeitura, mostram que os adultos estão relaxando quando o assunto é vacinação infantil. Apenas 78,79% da meninada foi imunizada contra a doença, nos primeiros meses do ano.
Meningocócica C
Nem mesmo a Meningocócica, que protege da meningite e sepse atingiu o patamar esperado. No período já citado, apenas 72,99% das crianças receberam a dose que imuniza contra essa doença considerada grave e com potencial de levar à morte em até 24h.
Imunizante recomendado para todas as crianças menores de cinco anos, com doses aos 3 e 5 meses de idade, e um reforço aos 12 meses (atualmente com a vacina Meningocócica ACWY).
Pneumo 10
Mesmo protegendo significativamente contra dez tipos infecções graves como pneumonia, meningite e otite média aguda em crianças, a pneumo 10 também não alcançou altos índices de cobertura vacinal. Foram somente 77,18% de imunizados no nosso município, no período já mencionado.
Esta vacina consiste em três doses administradas aos 2, 4 e 6 meses de idade, e com um reforço aos 12 meses.
Rotavírus
A vacina contra rotavírus, responsável por prevenir a gastroenterite e administrada via oral aos 2 e 4 meses de idade, também não saiu ilesa no quesito cobertura vacinal.
Mesmo sendo passível de causar vômito, diarreia e, em casos graves, desidratação e danos aos órgãos do corpo, atingiu apenas 72,55% de cobertura em Valadares.
Varicela
No entanto, nenhum imunizante superou a varicela, popularmente conhecida como catapora. Somente 45,54% de vacinados; um número muito abaixo do preconizado pelo MS.
A primeira dose é recomendada aos 15 meses de idade, e a segunda dose aos 4 anos de idade, podendo ser aplicada também aos 12 meses de idade com reforço posterior.
É importante lembrar que as doses estavam em falta em várias cidades do Brasil, inclusive na nossa. Daí o fato da cobertura ter sido tão baixa!
A Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), está se empenhando para melhorar esses números no nosso município, realizando busca ativa por crianças não vacinadas, ações educativas e extramuros, orientações, verificando e atualizando as cadernetas de vacinas dos pequenos, e muito mais! Mas, os pais e responsáveis também precisam fazer sua parte, conferindo a caderneta de vacinação dos filhos, autorizando as crianças a serem imunizadas nas escolas, levando os pequenos às unidades de saúde e, garantindo, assim, que doenças já erradicadas não retornem e, principalmente, que as crianças estejam bem, seguras e saudáveis!
Afinal, não há demonstração maior de amor por alguém do que mantê-lo protegido de doenças, o que só é possível através da vacinação. Não perca mais tempo, procure a unidade de saúde de sua área de abrangência e coloque o cartão de vacina da sua criança em dia!
Jornalista: Michelle Janaina
por Secretaria de Comunicação e Mobilização Social