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segunda-feira, 30 março, 2026

Seleção Brasileira e a Copa do Mundo de 2026

A Seleção Brasileira será comandada, pela primeira vez na história, por um técnico estrangeiro: o italiano Carlo Ancelotti
Ancelotti, em entrevista na manhã desta quarta-feira (25/3). Foto de Rafael Ribeiro / CBF

POR HERMÍNIO FERNANDES

Está chegando a hora. Estamos a apenas três meses do início da Copa do Mundo, que será realizada nos Estados Unidos, México e Canadá. Com uma participação recorde de seleções, serão disputadas 104 partidas desde a abertura no Estádio Azteca, em 11 de junho, até a grande final em Nova York, no dia 19 de julho de 2026. Algumas das principais cidades-sede serão Los Angeles, Dallas e Nova York, nos Estados Unidos; Cidade do México e Monterrey, no México; e Vancouver e Toronto, no Canadá.

A Seleção Brasileira será comandada, pela primeira vez na história, por um técnico estrangeiro: o italiano Carlo Ancelotti. Nome que é quase uma unanimidade, ele goza do prestígio da imprensa internacional, da brasileira e, principalmente, dos torcedores.

Com a proximidade do torneio, cresce a expectativa pela lista final de convocação. Existe um ditado popular futebolístico que diz que "cada brasileiro tem a sua lista e nenhuma é igual à outra". Desta vez, a dúvida que paira no ar — ou pelo menos na cabeça do comandante Ancelotti — é se leva ou não o craque Neymar. Aos 34 anos, o jogador já não é mais um "menino" e vem sofrendo com recorrentes problemas físicos.

A grande maioria dos torcedores já não conta com ele, encarando-o como um "ex-jogador em atividade". Outros defendem que, se Neymar conseguir alcançar o mínimo da condição física necessária, deveria ser chamado, uma vez que é, sem dúvida, o mais talentoso entre seus companheiros. A verdade é que, neste momento, talvez nem o treinador, nem o próprio jogador, tenham essa resposta.

Em 2002, uma dúvida similar pairava sobre Ronaldo Fenômeno, que vinha de uma longa inatividade e sofria com problemas crônicos no joelho. Ele foi convocado por Felipão e o resultado todos nós sabemos. Historicamente, deixar um craque de fora da Copa do Mundo não costuma trazer sorte para a nossa Seleção. Exemplos não faltam: a ausência de Reinaldo em 82, na Espanha; de Renato Gaúcho em 86, no México; o corte de Romário em 98; e a ausência de Ronaldinho Gaúcho em 2014, no Brasil — ele que havia resgatado a magia do seu futebol na conquista da Libertadores de 2013, mas foi "esquecido" por Felipão, com quem havia conquistado o penta em 2002, no Japão e Coreia do Sul.

Se para alguns a Seleção chega ao Mundial como "zebra", para outros entra como uma das favoritas. Seja como for, o brasileiro está novamente confiante na conquista do tão sonhado Hexa!

Sobre o autor

Hermínio Fernandes é comentarista esportivo e escreve sobre futebol no JC

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