Jornal da Cidade – Como representante de Governador Valadares e região na Câmara Federal, como será a sua atuação em defesa dos direitos da população?
Vinícius Diniz – Vou ser um deputado de presença, não de foto. O deputado federal tem três funções que mexem direto com a vida de quem mora aqui. Ele vota as leis que definem imposto, emprego e segurança. Ele fiscaliza o dinheiro público. E ele destrava recurso para o município. Quero fazer as três, e quero ser cobrado pelas três.
Por isso assumo três compromissos públicos, que qualquer pessoa pode guardar e cobrar de mim:
Primeiro: presença permanente na região. Sempre que a agenda da Câmara permitir, estarei em Valadares e nas cidades do Vale, ouvindo prefeitos, vereadores, associações de bairro, trabalhadores e moradores.
Segundo: escritório aberto em Governador Valadares, com equipe para receber quem precisa, sem intermediário e sem carteirinha de partido.
Terceiro: prestação de contas por escrito, uma vez por ano, mostrando quanto recurso veio, para onde foi e o que foi entregue. Impresso e na internet, para qualquer um conferir.
Andando por esses municípios eu aprendi uma coisa: anunciar recurso é fácil. Difícil é fazer o recurso virar obra funcionando. Meu trabalho não termina no anúncio.
Jornal da Cidade – Quais as principais carências de Governador Valadares que podem ser priorizadas em um futuro mandato?
Vinícius Diniz – Valadares é a cidade que segura o Leste de Minas. É referência em saúde, educação, comércio e serviços para dezenas de municípios. Quando Valadares avança, a região inteira avança. Quando Valadares trava, a região trava junto.
A primeira carência é a saúde. Nossa cidade atende gente que vem de dezenas de municípios, mas é financiada como se atendesse apenas os seus próprios moradores. O resultado todo mundo conhece: fila de consulta com especialista, fila de exame, fila de cirurgia. Tenho três prioridades claras aqui. Lutar pela revisão do teto de média e alta complexidade de Valadares, para que o dinheiro que chega seja compatível com o tamanho do atendimento que a cidade presta. Destinar recurso para mutirões de cirurgias eletivas e exames, atacando a fila onde ela mais dói. E trabalhar pela estruturação do atendimento oncológico na região, porque nenhuma família deveria precisar pegar estrada com um doente para conseguir tratar um câncer.
A segunda é emprego e renda. Valadares tem gente trabalhadora, gente que empreende, gente que já foi longe atrás de oportunidade. Precisamos de crédito acessível para o pequeno negócio, de qualificação profissional ligada às vagas que existem de verdade e de condições para atrair investimento e indústria para a nossa cidade.
Dentro disso há um assunto que tem uma relação muito particular com Valadares: o valadarense que está voltando dos Estados Unidos. Nossa cidade construiu parte da sua história e da sua economia nessa travessia. Hoje, muitas pessoas retornam enfrentando dívidas, dificuldade de acesso ao crédito, separação familiar e o desafio de recomeçar. Elas não querem favor, querem oportunidade. Quero defender linhas de crédito e programas de reintegração produtiva para quem retorna, aproveitando a experiência profissional trazida de fora. Também quero cobrar apoio consular e tratamento digno para o brasileiro que ainda está lá.
A terceira é o Rio Doce. Valadares foi atingida e ainda paga a conta disso na água, na pesca e na economia. Existe hoje um novo acordo de reparação em execução, com recursos sendo distribuídos neste momento. Meu compromisso é garantir que Valadares e as cidades do Vale entrem nessa fila, e fiscalizar projeto por projeto para que o dinheiro chegue aqui e vire obra, e não relatório.
A quarta é infraestrutura e segurança. Nossas rodovias federais são a porta de entrada e de saída da nossa região, e por décadas foram sinônimo de acidente, de atraso e de promessa não cumprida.
O maior exemplo disso é a BR-381, a estrada que a nossa gente aprendeu a chamar de rodovia da morte. A duplicação do trecho entre Governador Valadares e Belo Oriente, cerca de 74 quilômetros, sequer estava prevista no contrato original da concessão. Foi uma cobrança de mais de trinta anos da nossa região, levada a Brasília reunião após reunião, ministério após ministério, e meu pai esteve nessa luta do começo ao fim. No dia 9 de setembro saiu no Diário Oficial da União a Deliberação 269 da ANTT, autorizando a concessionária a elaborar o projeto executivo e o orçamento da duplicação desse trecho. É um passo importante para fazer a obra avançar dentro do processo oficial.
Eu acompanhei essa caminhada de perto e faço questão de ser honesto com você: essa luta não acabou. Autorização publicada não é máquina na pista. Depois do projeto vem a análise técnica da ANTT, vem a inclusão no contrato e só depois vem a obra. E é exatamente nesse intervalo, entre o anúncio e o início, que as obras da nossa região costumam morrer. Já vimos isso acontecer vezes demais na 381.
Por isso o meu compromisso é de continuidade. Vou cobrar prazo da ANTT, vou cobrar a concessionária e vou cobrar o Ministério dos Transportes quantas vezes for preciso, até essa pista estar duplicada. Quem mora aqui sabe o que está em jogo: não é tempo de viagem, é vida de gente.
Junto com isso, Valadares precisa de solução para o trânsito pesado que corta a cidade e de estrutura de segurança à altura de um polo regional.
Jornal da Cidade – Os deputados federais se valem muito das emendas parlamentares para suprir as carências da cidade e da região. Como pretende atuar utilizando essas emendas?
Vinícius Diniz – Minha regra vai ser simples: emenda não se decide em Brasília, emenda se decide na cidade.
Eu tenho um exemplo em casa, e tenho muito orgulho dele. Ao longo do mandato, meu pai, Hercílio Coelho Diniz, destinou mais de 600 milhões de reais para mais de 300 municípios mineiros. Só para Governador Valadares foram mais de 100 milhões de reais em oito anos, em saúde, em obra, em equipamento, em estrutura que hoje atende gente da cidade e de toda a região.
Mas o que mais me marcou não foi o valor. Foi o que cada um desses recursos custou para ser conseguido. Eu vi a porta fechada, a reunião desmarcada, a viagem a Brasília que voltou sem resposta, o pedido que precisou ser feito cinco vezes até alguém ouvir. Recurso para o interior de Minas não cai do céu e não chega por acaso. Recurso se busca, e se busca insistindo.
Muitas dessas demandas passaram por mim. Eu ouvi prefeitos e lideranças, entendi as necessidades e levei os pedidos ao meu pai. Ele atendeu, e aquelas cidades avançaram. Como deputado, quero ampliar esse trabalho e assumir diretamente essa responsabilidade.
Mas eu vi o outro lado também. Infelizmente, nem todo recurso que chega vira obra. Às vezes, o dinheiro entra na conta do município e trava por falta de projeto de engenharia, em um processo de licitação, em uma exigência documental ou em um prazo vencido. Nem sempre isso acontece por falta de vontade. As exigências de Brasília são grandes, e muitas prefeituras da nossa região não têm equipe técnica suficiente para atendê-las. Quem paga essa conta é a população, que fica sem a obra.
Essa barreira é real, e precisamos vencê-la. Por isso, não quero chegar apenas com a indicação do recurso. Vou colocar uma equipe técnica à disposição dos municípios para ajudar prefeitos e suas equipes a elaborar projetos, cumprir as exigências dos ministérios, acompanhar a execução e prestar contas dentro do prazo. Não é para substituir nem fiscalizar a prefeitura. É para somar, ajudando para que o recurso não apenas chegue à cidade, mas seja bem executado.
A prioridade das minhas emendas será saúde. Depois, infraestrutura, segurança, educação e apoio a quem produz.
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E assumo aqui um compromisso que deveria ser obrigação de todo mundo: publicar todas as minhas emendas, uma por uma, com valor, cidade e finalidade, para qualquer cidadão saber para onde foi o dinheiro. E acompanhar a execução até o fim, cobrando ministério e governo quando for preciso e dando a mão ao município onde ele tiver dificuldade. Recurso público que não vira atendimento, equipamento ou obra é recurso desperdiçado.
Jornal da Cidade – O que te motivou a se candidatar a deputado federal?
Vinícius Diniz – Eu não cresci querendo ser candidato. Eu cresci trabalhando.
Construí minha vida na iniciativa privada, aprendendo a fazer conta, a cumprir prazo, a gerar emprego e a resolver problema com o que se tem na mão. É de lá que eu venho e é isso que eu sei fazer.
O que mudou tudo foi o acidente de helicóptero do meu pai. Com ele hospitalizado, precisei assumir compromissos da agenda e representá-lo nos municípios. Entrei naquela estrada por responsabilidade de filho. O que veio depois foi maior do que isso.
Desde então, comecei a percorrer o interior e a conhecer de perto realidades que antes eu não enxergava: cidade pequena sem recursos para comprar uma ambulância, posto de saúde sem equipamento, mãe esperando por um exame, jovem sem oportunidade de trabalho. Sentei à mesa com essas pessoas e ouvi. Em algum ponto desse caminho, aquilo deixou de ser apenas uma responsabilidade de filho e se transformou em propósito.
E foi ali que eu entendi uma coisa. Meu pai fez muito, e eu tenho orgulho do tamanho do que ele entregou. Mas em cada cidade que eu entrava, a lista do que ainda falta era maior do que a lista do que já veio. Tem muito trabalho pela frente.
Eu sempre quis ajudar. Como empresário eu ajudei do jeito que dava, uma pessoa de cada vez, um emprego de cada vez. Até enxergar o óbvio: sozinho a gente não alcança. Sei que muita gente critica a política, e muitas vezes com razão. Só que é na política que se decide para onde vai o dinheiro da saúde, quanto imposto o comerciante paga, se a estrada vai ser feita e se o hospital vai ser habilitado. Quem quer mudar a vida das pessoas de verdade precisa estar onde a decisão é tomada. Foi por isso que eu entrei.
Eu não tenho experiência em política. Minha experiência vem do trabalho, da escuta e da busca por soluções. Ao lado do mandato do meu pai, assumi responsabilidades, levei demandas de muitas cidades, acompanhei respostas e vi esses municípios avançarem. Não vou conhecer esse caminho apenas depois de eleito. Eu já venho percorrendo esse caminho.
Quero dar continuidade a esse legado, preservando os valores que aprendi em casa e construindo a minha própria história. Tenho a obrigação de trabalhar muito, fazer mais e buscar sempre fazer melhor. Ser filho do Hercílio não me dá direito a nada. Dá-me responsabilidade.
O que tenho para oferecer não é tempo de carreira política. É energia, garra, disposição para percorrer essas estradas e vontade de servir. É assim que me apresento a Governador Valadares, ao Vale do Rio Doce, ao Leste de Minas, ao Vale do Aço e a Minas Gerais: Vinícius Diniz, 2280, deputado federal.
Jornal da Cidade – As grandes questões nacionais passam pela Câmara. O que mais te preocupa: educação, segurança, assistência social, saúde ou outro tema?
Vinícius Diniz – Saúde é o que mais dói hoje. Emprego e renda é o que resolve amanhã. Eu quero trabalhar nos dois, e não vou fingir que dá para escolher um só. A saúde vem em primeiro lugar porque é onde o brasileiro sente na pele a falha do poder público. Fila de exame, fila de especialista, fila de cirurgia. Nossa região precisa de mais dinheiro para média e alta complexidade, de mais serviços habilitados perto de casa e de menos viagem para tratar doença grave.
E a geração de emprego me preocupa porque é ela que tira a família da dependência. Quem tem trabalho e renda planeja o futuro, cuida melhor dos filhos e não precisa bater na porta do poder público para sobreviver.
Minha experiência profissional me ensinou o que trava quem produz neste país: imposto complicado, burocracia demais, crédito caro e falta de mão de obra qualificada. Então eu vou defender medidas que aliviem o pequeno negócio, que simplifiquem a vida de quem gera emprego, que ampliem o crédito e que levem qualificação profissional para o jovem da nossa região, para ele não precisar ir embora para ter uma chance.
Segurança, educação e assistência social entram no mesmo pacote, porque nenhuma delas se resolve sozinha. Mas se você me perguntar onde eu vou colocar a minha força primeiro, eu respondo sem rodeio: saúde e emprego.
Jornal da Cidade – Deixe a sua mensagem aos seus eleitores.
Vinícius Diniz – Eu sou Vinícius Diniz, candidato a deputado federal, número 2280. E vou ser direto com você: eu estou pedindo o seu voto.
Sou pai de família, empresário e filho de Valadares. Conheço o comércio que abre cedo, o trabalhador que pega a estrada de madrugada, a mãe que espera por uma consulta e o prefeito que enfrenta dificuldades para atender às necessidades do município. Não vim de fora explicar a nossa região para ninguém. Eu vivo aqui.
Tenho orgulho da história do meu pai e do que ele entregou para esta cidade. Essa história me inspira e aumenta a minha responsabilidade. O voto que peço é para dar continuidade a esse trabalho, com a minha dedicação, a minha presença e o meu compromisso.
E quero deixar uma coisa clara. Recurso para Valadares não tem dono, não tem partido e não tem lado. Seja qual for o prefeito, seja qual for o governo, a minha conversa vai ser sempre a mesma: do que esta cidade precisa. Eu não vou perguntar em quem alguém votou antes de trabalhar por um posto de saúde, por uma rua ou por uma vaga de emprego. Primeiro vem a pessoa. A política vem depois.
Respeito todos os candidatos da nossa cidade e o direito de cada um de disputar. Antes de votar, porém, peço que cada eleitor avalie quem conhece de verdade a região, quem está presente nos municípios, quem reúne condições para representá-los e quem continuará aqui depois do dia 4 de outubro. Valadares e o Leste de Minas precisam unir forças para ter uma representação firme e presente em Brasília.
Estou construindo essa candidatura com o pé na estrada. Já percorri mais de 120 municípios e encontrei prefeitos, vereadores e lideranças que abriram as portas para o diálogo. Também conto com o PL, um partido com força para ampliar a representação de Minas Gerais. É uma caminhada que já começou e que qualquer pessoa pode acompanhar.
O compromisso está escrito e você pode cobrar: saúde em primeiro lugar, com foco na fila e no atendimento regional. Emprego e renda, com crédito e qualificação para quem quer trabalhar. Recursos e obras para os nossos municípios, acompanhados até a entrega. E prestação de contas pública, todo ano, do que entrou e do que saiu.
Não vou prometer o que eu não posso cumprir. Vou prometer trabalho, presença e transparência. E se eu não cumprir, você terá a lista aqui para me cobrar.
No dia 4 de outubro, vote em quem vai trabalhar por Valadares e pela nossa região.
