Por Thiago Ferreira Coelho
Para celebrar o Dia Internacional das Mulheres, 8 de março, a UNIVALE promoveu um momento de conscientização e prevenção pela saúde feminina. Ginecologista e professora do curso de Medicina da universidade, Marcela Laender foi a responsável pela palestra “Entre ciclos e fases: cuidando da saúde da mulher”, realizada sexta-feira (6), e conversou com colaboradoras da instituição sobre cuidados, principalmente durante o período reprodutivo.
“Ser mulher não é nada fácil. Ser homem é bem mais fácil. Nós somos muito mais vulneráveis. Nós temos um ciclo físico, biológico e hormonal que, às vezes, deixa a gente muito vulnerável. Enquanto os homens produzem uma quantidade hormonal diária, a gente vai variar ao longo de 28 dias. Isso é algo que vai acontecer com todas, isso é fisiológico, mas a mulher passa por muitas oscilações, transformações e variações hormonais que, às vezes, faz com que para nós a vida seja um pouco mais difícil”, afirmou a ginecologista.
Marcela tirou dúvidas e também falou sobre a prevenção sobre câncer de colo uterino, câncer de mama e câncer de intestino, os três mais prevalentes nas mulheres. Mas grande parte da palestra foi sobre a atenção à fase do período fértil-reprodutivo, enquanto a mulher possui óvulos: da primeira menstruação à menopausa, por volta de 55 anos. A escolha, com foco na fase a partir dos 40 anos de idade, considerou a expectativa de vida atual das mulheres brasileiras, em torno dos 80 anos.
“Eu escolhi falar um pouco mais da fase de 40 anos para cima. E quem não fez 40 ainda não está no prejuízo, porque vai fazer 40 e já vai ficar mais informada. Antigamente, a expectativa de vida da mulher era entre 50 e 60 anos. Hoje, a gente vai viver até os 80 anos e, se a gente não se organizar agora, vamos ter uma vida muito difícil na velhice. Por isso a gente tem que planejar agora. Se a gente quer viver os 80 anos de idade, a gente tem que se cuidar”, recomendou a ginecologista.
Assuntos como ciclo menstrual e variações hormonais foram abordados sem tabu por Marcela Laender. “O óbvio precisa ser dito. É um momento de conversa, para que elas possam tirar dúvidas sem medo, sem tabu. Um ‘papo calcinha’ voltado para a saúde, para o cuidado e para as fases que cada uma delas vai viver”, avaliou a médica.





