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domingo, 26 abril, 2026

A Câmara está de portas abertas, trabalhando com seriedade

O presidente da Câmara Municipal de Governador Valadares, vereador Alê Ferraz, concedeu entrevista exclusiva ao Jornal da Cidade, falando sobre a atuação da Câmara no processo que apura as supostas irregularidades no contrato de prestação de serviços do transporte escolar. Ele destaca a seriedade dos vereadores na condução do processo
O presidente da Câmara, vereador Alê Ferraz, durante a entrevista ao JC, com o diretor do Jornal da Cidade, Bruno Argolo. Foto: Equipe JC

Jornal da cidade: Presidente, como esse processo começou dentro da Câmara?

Alê Ferraz: A Câmara recebeu uma denúncia formal apresentada por um cidadão, como é direito de qualquer pessoa. Trata-se de um documento extenso, com mais de 500 páginas. Diante disso, todos os vereadores iniciaram uma análise criteriosa do material, justamente para entender a profundidade e a gravidade do que estava sendo apresentado.

Jornal da cidade: E o que aconteceu a partir dessa análise inicial?

Alê Ferraz: Enquanto os vereadores estavam imbuídos nessa leitura técnica do material, que é extenso, houve uma decisão judicial determinando que a denúncia fosse imediatamente levada à leitura em plenário. Diante disso, como presidente da Câmara, estabeleci um prazo para que os vereadores pudessem concluir essa análise inicial, garantindo o mínimo de entendimento sobre o conteúdo, para então cumprirmos a determinação judicial com responsabilidade.
Ou seja, o processo seguiu não apenas pelo nosso entendimento institucional, mas também por uma obrigação legal que precisava ser cumprida, sempre com equilíbrio entre o respeito à lei e a responsabilidade com a análise dos fatos.

Jornal da cidade: A Câmara poderia ter esperado mais antes de avançar?

Alê Ferraz: Não. A partir do momento em que há uma decisão judicial, não existe margem para escolha. O papel da Presidência é cumprir a lei. E foi exatamente isso que fizemos: respeitamos a decisão e demos andamento ao processo conforme determinado.

Jornal da cidade: Qual foi o resultado da votação dos vereadores?

Alê Ferraz: A votação foi unânime. Todos os vereadores presentes entenderam que, diante de uma denúncia formal e com respaldo legal, o correto era abrir a investigação. Isso demonstra responsabilidade e maturidade institucional.

Jornal da cidade: Qual é, exatamente, o papel do presidente da Câmara em um processo como esse?

Alê Ferraz: O papel do presidente é garantir que todo o processo siga dentro da legalidade. Não cabe ao presidente julgar ou interferir no mérito da denúncia, mas sim assegurar que os ritos sejam cumpridos, que as decisões judiciais sejam respeitadas e que o plenário tenha condições de deliberar com transparência e segurança.

Jornal da cidade: Como foi formada a comissão que conduz a investigação?

Alê Ferraz: A comissão foi formada por sorteio, como determina o regimento. Isso garante imparcialidade e evita qualquer tipo de interferência ou direcionamento político. É um processo técnico.

Jornal da cidade: Em que estágio está a investigação neste momento?

Alê Ferraz: A investigação está em andamento. A comissão está ouvindo pessoas, analisando documentos e reunindo todas as informações necessárias. É um trabalho que exige cautela e responsabilidade.

Jornal da cidade: Já existe alguma conclusão sobre o caso?

Alê Ferraz: Não. E isso precisa ser muito claro. Não há conclusão, não há julgamento, não há culpados e nem inocentados neste momento. O processo ainda está sendo construído com base nas evidências.

Jornal da cidade: Como o senhor avalia as críticas e narrativas que vêm sendo criadas em torno da atuação da Câmara e dos vereadores?

Alê Ferraz: É importante lembrar que todos os vereadores que estão aqui foram eleitos pelo povo e têm legitimidade para exercer o seu mandato. O que temos visto, infelizmente, é uma tentativa de descredibilizar o trabalho desses vereadores e da própria Câmara.

Nós optamos por manter uma postura de responsabilidade, inclusive ficando em silêncio em muitos momentos, justamente para não atrapalhar o andamento do processo e para não criar qualquer tipo de juízo antecipado sobre os fatos.

Cada vereador tem consciência do seu papel e da sua responsabilidade. Nenhuma decisão será tomada com base em pressão, narrativa ou opinião. Todas as decisões serão tomadas à luz da lei, com base no que for apurado. E é isso que realmente importa.

Jornal da cidade: Existe algum tipo de pressão sobre a Câmara?

Alê Ferraz: A Câmara é um poder independente. Cada vereador tem autonomia para exercer seu papel. O que existe é o ambiente natural de pressão em situações como essa, mas nossa obrigação é manter a serenidade e agir dentro da lei.

Jornal da cidade: Qual é o papel da Câmara neste momento?

Alê Ferraz: O papel da Câmara é, antes de tudo, atuar com independência em relação aos demais poderes, como determina a Constituição. Sempre foi e sempre será função do Legislativo fiscalizar, e é exatamente isso que estamos fazendo neste momento.

Estamos conduzindo esse processo com total responsabilidade, transparência e respeito à legalidade. Todas as etapas estão sendo seguidas de forma clara e técnica, para garantir segurança jurídica e confiança da população.

É importante reforçar que nenhuma decisão será tomada com base em pressões ou narrativas. Todas as decisões serão pautadas estritamente dentro da lei, com base no que for apurado ao longo da investigação.

Jornal da cidade:: Como garantir que esse processo será imparcial?

Alê Ferraz: Garantimos a imparcialidade cumprindo rigorosamente todos os procedimentos legais. A comissão foi formada por sorteio, os atos são formais, documentados e seguem regras claras.

Além disso, é um processo totalmente transparente. As sessões são abertas à população, transmitidas ao vivo pelo YouTube, e todos os documentos estão disponíveis para acesso público.

Outro ponto importante é que a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) está acompanhando de perto todo o processo, o que reforça ainda mais a lisura e a credibilidade da investigação.

E é fundamental destacar que todo o processo assegura o direito à ampla defesa e ao contraditório. Todos os envolvidos têm o direito de se manifestar, apresentar suas versões e se defender de cada ponto levantado na denúncia.

Ou seja, estamos assegurando que tudo seja conduzido com transparência, responsabilidade e dentro da lei.

Jornal da cidade: Outros órgãos também estão envolvidos nessa apuração?

Alê Ferraz: Sim. O Tribunal de Contas, a Justiça e a própria Prefeitura também abriu uma sindicância para apurar as denúncias. Isso reforça a seriedade e a abrangência do caso.

Jornal da cidade: Qual é a mensagem para a população neste momento?

Alê Ferraz: A mensagem que deixo é de tranquilidade e confiança. Todo esse processo está sendo conduzido com total transparência e respeito absoluto à lei, que é o princípio de tudo.

A população pode ter certeza de que nenhum ato será realizado fora do que determina a legislação. Cada decisão será tomada com responsabilidade, com base nos fatos e dentro da legalidade.

E mais do que isso, queremos a população acompanhando de perto. Esse é um processo público. As sessões são abertas, transmitidas ao vivo, e todos podem participar, acompanhar e fiscalizar junto conosco.

A Câmara está de portas abertas, trabalhando com seriedade, e o nosso compromisso é com a verdade e com cada cidadão.

Jornal da cidade: O que o senhor diria para quem já está tirando conclusões?

Alê Ferraz: Que é preciso responsabilidade. Investigar não é condenar. A verdade só aparece ao final de um processo bem conduzido.

Jornal da cidade:O que a população pode esperar da Câmara daqui para frente?

Alê Ferraz: Pode esperar firmeza, transparência e responsabilidade. Vamos até o fim desse processo com seriedade e respeito ao interesse público.

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