Alta na conta de energia e greve na Uemg são temas tratados em Plenário

Deputados abordaram também a precariedade das estradas em Minas e o combate à criminalidade

Avatar de Tim Filho

·

·

·

4 min de leitura

Discursos foram proferidos durante Reunião Ordinária do Plenário

A revisão anual de aproximadamente 7% nas contas de energia da Cemig foi criticada pelo deputado Elismar Prado (PSD) na tribuna do Plenário da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), durante Reunião Ordinária nesta quarta-feira (22/5/24).

Segundo ele, o reajuste foi aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) nesta terça (21) e vai impactar a vida de todos os mineiros.

“É um aumento injustificado, quase o dobro da inflação do período, enquanto a Cemig vem batendo recordes de lucro, chegando a R$ 5,8 bilhões em 2023”, afirmou.

O parlamentar também criticou a empresa por, segundo ele, não reservar recursos necessários para manutenção de redes e outras obras. “Enquanto isso, o Conselho Administrativo da empresa aprovou pagamento de R$ 3,1 bilhões aos acionistas”, comparou.

Consulte o resultado e assista ao vídeo completo da reunião

Já o deputado Professor Cleiton (PV) tratou da greve na Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg) e leu um desabafo de um professor da unidade de Campanha (Sul).

O texto destaca, entre outros pontos, que a Uemg paga os piores salários entre todas as universidades públicas do País e que as perdas inflacionárias acumuladas desde 2012 chegam a 76%.

Os grevistas cobram, por exemplo, a gratificação por gestão, que não é paga em 13 das 22 unidades da Uemg, conforme o texto. E pedem também melhores salários e plano de carreira para os técnicos e analistas, ampliação do orçamento da universidade e restaurantes universitários.

O deputado Caporezzo (PL) cobrou uma postura mais ativa dos cidadãos no combate à criminalidade, citando experimento social que recentemente ganhou repercussão nas redes sociais simulando o rapto de uma criança no meio da rua.

No vídeo, segundo ele, apenas uma mulher, entre várias pessoas que presenciaram a encenação, reagiu contra o falso criminoso. “Nós não podemos mais tolerar a criminalidade, que é um problema crônico do Brasil”, afirmou.

Situação das estradas e cobrança de pedágio geram críticas

Em aparte, a deputada Maria Clara Marra (PSDB) classificou como a “institucionalização de um assalto” as cobranças abusivas praticadas nas praças de pedágio do Estado.

Canal no WhatsApp

Receba as principais notícias de Valadares e do Leste de Minas direto no seu WhatsApp. É gratuito.

Quero receber

Ela citou como exemplo a BR-365, que corta o Alto Paranaíba, na qual existem oito praças de pedágio que cobram tarifas de R$ 12,70. “Foram 627 quilômetros concedidos e apenas 36 deles duplicados. Precisamos investigar esses editais de concessão que vieram para solapar o desenvolvimento da região”, cobrou.

Em aparte anterior sobre o mesmo tema, a deputada criticou o governador Romeu Zema por cancelar viagem a Uberlândia (Triângulo), diante da movimentação do Legislativo e do Ministério Público em relação às concessões na região – o que levou, inclusive, ao indiciamento do ex-secretário de Estado de Infraestrutura, Fernando Marcato. “O governo foi leniente e não exigiu as obras contratuais”, afirmou Maria Clara Marra.

Na mesma linha, o deputado Doutor Jean Freire (PT) convidou todos os parlamentares estaduais e federais que se elegeram com votos do Vale do Jequitinhonha para participar de reunião, na próxima segunda-feira (28), da Frente Parlamentar para Melhoria das Estradas Mineiras. O objetivo, segundo ele, é discutir alternativas para viabilizar obras nas estradas da região, todas em péssimo estado de conservação.

Gustavo Barbosa

Outro tema tratado por parlamentares foi a notícia publicada pela imprensa dando conta de que o ex-secretário de Estado da Fazenda de Minas, Gustavo Barbosa, teria custado aos cofres mineiros R$ 3,4 milhões entre 2019 e 2023. “A remuneração média, acima do teto do funcionalismo e incluindo jetons, era de mais de 53 mil”, afirmou Professor Cleiton.

Barbosa teria sido nomeado, de acordo com Doutor Jean Freire, com o único propósito de implementar a todo custo o Regime de Recuperação Fiscal, independentemente dos prejuízos que isso poderia provocar aos serviços públicos e a todos os cidadãos mineiros.

“O que mais incomoda é a demagogia de um governo que falou que seus secretários trabalhariam de graça e que o governador doaria seus salários”, pontuou.

O parlamentar ainda destacou, entre outras comparações, que o valor recebido pelo ex-secretário poderia remunerar, no mesmo período, 1.274 professores no Ensino Básico, profissional que demoraria 106 anos, com sua remuneração média atual, para ganhar o mesmo valor.

Leleco Pimentel (PT) também se referiu ao ex-secretário Gustavo Barbosa e afirmou que “há muita coisa escondida” na sua demissão. “Zema é uma vergonha. Nega a política para fazer política”, completou.

O deputado também lembrou o Dia do Apicultor, celebrado nesta quarta-feira (22). Ele salientou o quanto a polinização feita pelas abelhas beneficia outras lavouras, como a de arroz, impactada pelas cheias no Rio Grande do Sul.

Em aparte, a deputada Andréia de Jesus (PT) voltou a denunciar o projeto Apolo, da mineradora Vale. Segundo ela, a mina impacta a Serra da Gandarela, próximo a Belo Horizonte, com risco para o abastecimento de água da Capital.

Com informações do site oficial da Assembleia Legislativa de Minas Gerais

Personagens

Assembleia Legislativa de Minas Gerais
Temas

Greve na UemgPlenário da ALMG
Avatar de Tim Filho
Continue lendo

Notícias relacionadas