Os brasileiros que moram na região do Cape Cod, próximo a Boston, em Massachusetts, Estados Unidos, assistiram ao jogo de estreia da Seleção Brasileira, de forma tímida e comportada. E diminuta também. O estacionamento do supermercado Gol e da churrascaria Fogo, dois estabelecimentos comerciais brasileiros em Hyannis, não recebeu o público esperado. Os torcedores se limitaram ao pequeno espaço externo do bar do Fogo. E com o fraco desempenho da seleção, não houve nenhum tipo de manifestação ruidosa da torcida.
Ao lado, o supermercado Gol funcionou normalmente, com muitos brasileiros entrando e saindo para fazer compras, alheios ao time de Carlo Ancelotti. O ritmo de vida dos americanos foi seguido, ou seja, trabalha-se de domingo a domingo, recebe em hora pelo trabalho e, parar, significa menos dinheiro no bolso.
Em uma área habitacional de West Yarmouth, próximo de Hyannis, no fim da pista do aeroporto de Barnstable, algumas famílias de brasileiros se reuniram para ver o jogo, com muitas crianças vestindo a camisa amarelinha do Brasil. Mas o comportamento da torcida seguiu o padrão de convivência da vizinhança: sem ruídos e sem gritos.
No fim do jogo, o pintor Arivaldo Santos, que saía de uma das casas, lamentou o empate e disse: nosso time tá mal. Mas manteve a esperança em vitória no jogo contra o Haiti.
Alpiniano Silva Filho, repórter do Jornal da Cidade nos Estados Unidos




