Conheça Cátila Rocha, uma empresária que tem história de superação e respeito pelas pessoas

Cátila conduz atualmente a sua empresa Joybri, rede de revenda de gás de cozinha que encerrou 2025 com 20 unidades em municípios do Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais

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Atualizado em domingo 25, outubro 2026 às 09h02

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Cátila Rocha, empresária que é gente de sucesso

POR ALPINIANO SILVA FILHO

O Jornal da Cidade Vales de Minas entrevista nesta edição, na seção Gente de Sucesso, a empresária Cátila Maria Lopes de Souza Maurício da Rocha, mineira de Novo Cruzeiro, MG, que pautou a sua vida profissional pelas ações empreendedoras, na área empresarial. Casada, mãe de um garoto de 12 anos de idade, ela sempre acreditou que a escola iria impulsionar a sua vida em todos os setores, especialmente no campo profissional. Graduada em Administração pela Faculdade de Administração de Brasília (FAAB), cursou MBA em Gestão Financeira, Controladoria e Auditoria pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e em Vendas, Marketing e Geração de Valor, pela UniBTA. Com a formação acadêmica robusta, aliada a sua força de trabalho e espírito de liderança, Cátila conduz atualmente a sua empresa Joybri, rede de revenda de gás de cozinha que encerrou 2025 com 20 unidades em municípios do Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais. 

Jornal da Cidade Vales de Minas – Como se deu o início de sua vida empresarial? Qual foi a principal motivação para você empreender?

Cátila Rocha – A minha vida empresarial começou assim que eu parei de trabalhar como vendedora numa empresa de venda de livros para serviço público. Então, eu montei um restaurante, uma lanchonete e uma lojinha de frios, mas nessa época, eu era muito jovem, e resolvi vender esses primeiros empreendimentos. Decidi ir para a Itália e fiquei por lá durante dois anos. Foi uma experiência gratificante e enriquecedora, porque eu aprendi um novo idioma, o italiano, vi de perto as dificuldades da vida, e as formas de superá-las.

Jornal da Cidade Vales de Minas – Fale um pouco sobre a sua empresa, a marca que você revende, e a credibilidade do seu negócio.

Cátila Rocha – Eu voltei para o Brasil em 2001, e percebi que em Novo Cruzeiro, minha cidade natal, as pessoas conviviam com uma situação difícil: todos ficavam dias sem o gás de cozinha, porque o atendimento dos revendedores era precário. Vendo essa dificuldade, eu decidi abrir uma empresa revendedora de gás de cozinha, que começou a operar em Novo Cruzeiro, com sede em Araçuaí. O problema foi resolvido, mas cidades próximas também precisavam de agilidade nos serviços de revenda e entrega. E assim foram surgindo as filiais. O sucesso da empresa veio da nossa força de trabalho e da qualidade do produto comercializado, porque a nossa revendedora era parceira da Minasgás, empresa que anos depois foi adquirida pela Supergasbras. 

Jornal da Cidade Vales de Minas – A sua empresa possui várias filiais no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais. Quais são as razões do sucesso da sua empresa no Vale?

Cátila Rocha – A minha empresa revende o gás que vem de uma empresa conceituada, a Supergasbras. Há 25 anos eu revendo a mesma marca, com um serviço de entrega eficiente e rápido. A nossa credibilidade entre os clientes do Vale do Jequitinhonha vem, especialmente da nossa tradição de bons serviços, afinal, são 25 anos atendendo muito bem. Faça chuva ou faça sol, a gente está ali, atendendo os clientes. Então, a nossa credibilidade foi construída nessa certeza que a gente vem fazendo um bom trabalho.

Quando a gente viu que os clientes estavam ficando mais velhos ou outros estavam com dificuldade capital de giro começou a deixar faltar gás em algumas cidades e aí a gente começou a negociar com os próprios donos dos depósitos as unidades que eles trabalhavam e aí começa começou a surgir as filiais e daí a gente não foi ficando sabendo que foi pedindo para a gente comprar deles e aí foi seguindo até que chegou nesse total.

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Jornal da Cidade Vales de Minas – A grande riqueza do Vale do Jequitinhonha é o seu povo, gente simples, criativa e receptiva. Fale um pouco sobre a sua relação com os mineiros do Vale.

Cátila Rocha – Eu sou um deles, eu sou mineira do Vale Jequitinhonha. Venho de uma família muito simples, cuja maioria dos membros são da área da educação. Somente eu fui para área comercial, empreender, e aí assim com essa humildade, eu sempre tive muita relação com o povo mais simples. Meus pais moram na roça até hoje e essa relação a gente aprendeu ali, no teste, no cara a cara.

Jornal da Cidade Vales de Minas – A pandemia do novo coronavírus, em 2020, levou pessoas e empresas a se posicionarem na vida cotidiana e na área empresarial. Como isso atingiu a sua empresa? Você teve de inovar na administração?

Cátila Rocha – A pandemia, para nós, foi um grande desafio porque o nosso setor comercializava um item de primeira necessidade e era permitido ficarmos com a empresa e as filiais abertas. A gente tinha a central que atendia as filiais, tudo centralizado, e algumas pessoas começaram a não querer ir trabalhar. Então, a gente teve que criar, reposicionar as centrais de atendimento, e adotar medidas de proteção para os nossos colaboradores.  Adotamos um outro tipo de máscara, porque o som da voz do colaborador que estava na linha de frente do atendimento saia abafado. Então, compramos outras máscaras, com maior porosidade, para o som da voz sair melhor.

Naquela época da pandemia, todos iam trabalhar temendo a morte, ou temendo levar doença para casa. Então, nosso maior desafio foi mostrar para as pessoas que a empresa também estava preocupada com elas e preocupada com os familiares. Adotamos várias medidas de proteção, como o uso de álcool gel na entrada na saída da empresa.  Cada um usava o seu fone e seu telefone, então isso ajudou a ter menos casos na central de atendimento. A gente teve poucos casos de Covid na empresa, graças a Deus.

Jornal da Cidade Vales de Minas – Faça as suas considerações finais…

Cátila Rocha – Quero destacar que no início, partimos do zero. Não tínhamos experiência como revendedor de gás de cozinha. A gente não tinha nenhuma experiência, então, a nossa maior motivação para o trabalho surgiu quando nós observamos que aquela carência na revenda e entrega do produto, não estava só na minha cidade, estava em várias outras cidades da nossa região. Então, nesse início, vimos a necessidade de ter um atendimento mais certo, programado em cada cidade. Não deixamos o cliente sem gás. Levamos gás até as famílias, até de madrugada. Então, considero que isso foi um diferencial. A gente nunca deixou de lado o atendimento, sempre com a preocupação da entrega residencial, mantendo uma média de 20 minutos depois do pedido feito.

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