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quinta-feira, 30 abril, 2026

Curta Vitória a Minas IV começa a gravar filmes em cidades mineiras e capixabas

A quarta edição transformará em filmes histórias vindas de Ibiraçu e João Neiva, no Espírito Santo, e de Nova Era, João Monlevade, Belo Oriente, Conselheiro Pena e Aimorés, em Minas Gerais
O objetivo do projeto é possibilitar aos moradores das cidades que se desenvolveram ao longo da Estrada de Ferro Vitória a Minas a oportunidade de contar histórias e transformar em filme. Foto: Divulgação

Os autores e autoras das histórias selecionadas pelo Curta Vitória a Minas IV estão prontos para o set de filmagem. Depois das aulas teóricas e práticas de cinema e da pré-produção, chegou a hora de gravar as histórias vindas de cidades do entorno da Estrada de Ferro Vitória a Minas. Um diretor de fotografia, um técnico de som, uma produtora e um assistente de câmera se somarão à equipe local formada por moradores das comunidades para a realização das obras audiovisuais.

Ao todo serão gravados sete curtas-metragens. As filmagens terão o seguinte cronograma: “Eu Sou é Eu Mesma”, de Poliana Araújo Guerra, de Nova Era/MG (30/04 a 03/05); “Pedro Além do Alcântara”, de Miriam Mercedes Firmo, de João Monlevade/MG (06 a 09/05); “No Meio de Tudo e do Nada”, de Maria da Conceição Costa, de Belo Oriente/MG (12 a 15/05); “Noite de Natal”, de Lucia Elena Nunes Belizário, de Conselheiro Pena/MG (18 a 21/05); “Julyta e o Zeppelin”, de Geremias Pignaton, de Ibiraçu/ES (24 a 27/05); “Inventário da Infância”, de Helder Guastti da Silva, de João Neiva/ES (29/05 a 01/06); e “Águas de 1979”, de Tânia Reis, de Aimorés/MG (04 a 07/06).

O Curta Vitória a Minas é patrocinado pela Vale, por meio da Lei Rouanet (Lei Federal de Incentivo à Cultura), com a realização do Instituto Marlin Azul, Ministério da Cultura/Governo Federal. O objetivo do projeto é possibilitar aos moradores das cidades que se desenvolveram ao longo da Estrada de Ferro Vitória a Minas a oportunidade de contar histórias e transformar em filme, registrando as memórias, os costumes, os hábitos, as lendas e as peculiaridades destas localidades, contribuindo para o fortalecimento territorial e comunitário.

A primeira gravação acontecerá em Nova Era, em Minas Gerais. A cidade teve histórias selecionadas nas quatro edições do projeto. Desta vez, quem transformará o que contou em filme é a administradora e jornalista Poliana Araújo Guerra. “Eu Sou é Eu Mesma” resgata fragmentos da memória da nova erense, revela sua jornada de luta, coragem e esperança para reencontrar a si mesma após sobreviver a um grave acidente de carro que a deixou entre a vida e a morte.

“Nos últimos dias acordo pensando: “Está chegando!”. Arregalo os olhos e me assusto um bocado diante da missão de assumir papeis inteiramente novos para mim. As etapas de roteiro e de pré-produção foram muito intensas e ricas. Agora, a expectativa é enorme e, apesar do medo, superpositiva porque vou ocupar papeis que sempre admirei, mas nunca sequer sonhei em um dia viver”, contou Poliana.

Uma das histórias capixabas desta edição é “Inventário da Infância”, do professor Helder Guastti da Silva, de João Neiva, no Espírito Santo. O autor aproveitou a pré-produção para ressignificar o roteiro e planejar as melhores maneiras de abordar visualmente o desejo de construir uma memória sensível das infâncias atravessadas pelo território do Bairro de Fátima, aproximando corpo, espaço e tempo.

“Esses meses de pré-produção foram intensos, de muita emoção e de participação comunitária. A ansiedade para as gravações está bem elevada! Em nosso filme, buscaremos trazer cenas que não esperam dramatizações, mas sim a verdade poética do cotidiano, revelando como crianças e idosos compartilham gestos, lembranças e afetos das brincadeiras. Nosso maior desejo, para além de realizar um belo registro audiovisual, é mostrar que a cultura do morro existe, persiste e resiste, sempre com muitas cores e afetos entrelaçados!”, destacou Helder.

Após a montagem e finalização, as obras serão exibidas numa telona montada em ruas e praças das cidades em sessões abertas e gratuitas para as comunidades, em datas que ainda serão divulgadas. Para conhecer as obras produzidas na primeira e segunda edições do projeto, acesse o site curtavitoriaaminas.com.br.

Saiba mais sobre o Instituto Marlin Azul

            O Instituto Marlin Azul é uma associação sem fins lucrativos criada em 1999 cuja finalidade é promover ações direcionadas à cultura, à arte e à educação, democratizando o acesso à produção e fruição de bens culturais. Em 27 anos de atividade, a instituição vem desenvolvendo diversos projetos sociais, culturais e audiovisuais voltados para diferentes públicos do Espírito Santo e do Brasil. Além do Curta Vitória a Minas, a instituição realiza ações como o Revelando os Brasis, o Projeto Animação, o Cine Animazul, o Cine Quilombola, o Cinema de Griô, os Griôs de Goiabeiras, o Memória do Barro e o Som na Sexta. Para conhecer os projetos, acesse institutomarlinazul.org.br.

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