Deficit previsto para o Estado em 2025 sobe para R$ 8,6 bilhões

Novo número consta do parecer sobre o projeto do orçamento, que tem votação prevista para a noite desta terça-feira (17), na FFO.

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Com a distribuição em avulso (cópias) do parecer, os parlamentares terão mais tempo para chegar a um entendimento quanto aos projetos

A Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária (FFO), ampliada com membros das demais comissões permanentes da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), deverá votar ainda nesta terça-feira (17/12/24) o parecer sobre o Projeto de Lei (PL) 2.905/24, do governador Romeu Zema, que contém a proposta da Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2025.

Nova reunião com esse objetivo foi marcada para esta terça, às 20h40, após o presidente da comissão e relator da matéria, deputado Zé Guilherme (PP), distribuir avulsos (cópias) do seu parecer, para que os demais parlamentares pudessem ter mais tempo de analisá-lo.

Consulte o resultado e assista ao vídeo completo da reunião

Zé Guilherme sugere, no seu relatório, a aprovação do projeto na forma do substitutivo º 1, encaminhado pelo governador, com emendas de parlamentares, de blocos, de bancadas, da Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária e também da Comissão de Participação Popular, fruto do processo de discussão participativa do Plano Plurianual de Ação Governamental (PPAG).

O substitutivo do governador ajusta as alíquotas de contribuição previdenciária dos militares ativos, inativos e pensionistas, assim como inclui as contribuições patronais do Estado destinadas ao financiamento das despesas do sistema de proteção social dos militares.

O novo texto também altera as despesas dos Tribunais de Justiça e de Justiça Militar, para que a lei orçamentária abranja valores aprovados pelo órgão especial do Poder Judiciário.

Por fim, autoriza o Poder Executivo a abrir créditos suplementares aos orçamentos da Defensoria Pública e da Procuradoria-Geral de Justiça, até os valores de R$ 23,6 milhões e R$ 86,2 milhões, respectivamente.

Governo estima deficit de R$ 8,6 bilhões

Essas alterações propostas pelo governador fizeram com que a estimativa de deficit orçamentário na LOA para 2025 saltasse de R$ 7,1 bilhões para R$ 8,6 bilhões.

A previsão de receita foi de R$ 126,7 bilhões para R$ 128,9 bilhões e a de despesa de R$ 133,8 bilhões para R$ 137,5 bilhões. Dessa forma, a perspectiva é de um rombo superior ao de R$ 8 bilhões orçado no exercício fiscal de 2024.

As receitas mais uma vez são puxadas pela arrecadação tributária, de R$ 111,9 bilhões, um aumento de 8,6% em 2025. O ICMS é a maior fonte de arrecadação, estimada em R$ 84,6 bilhões.

Contudo, o aumento de arrecadação será acompanhado de crescimento de R$ 15 bilhões nas despesas do Estado, devido à elevação dos gastos constitucionais com saúde, educação e fomento à pesquisa científica, vinculados à receita tributária e que devem ser plenamente cumpridos em 2025. As despesas com pessoal e encargos sociais são as mais significativas, orçadas em R$ 74,1 bilhões.

Também está previsto o aumento de R$ 1,1 bilhão na despesa com o pagamento de juros e amortizações da dívida pública em 2025.

Os números utilizados na elaboração da LOA levam em consideração a adesão do Estado ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF), com a retomada parcial do pagamento da dívida com a União, e a possível migração para o Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag).

O projeto da LOA ainda leva em conta o crescimento vegetativo da folha de pessoal do Poder Executivo e garante o pagamento do piso salarial do magistério.

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Com a incorporação desses gastos, as despesas com pessoal desse Poder representarão 51,05% da receita corrente líquida (RCL), percentual acima do limite de 49% estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

As despesas com pessoal do Judiciário, de 6,4%, também ultrapassam o limite de 6% definido na LRF. Dessa forma, a despesa total com pessoal equivale a 61,6% da RCL para o exercício, acima do limite de 60%.

Revisão do PPAG

Também foram distribuídas cópias aos parlamentares do parecer do deputado Zé Guilherme sobre o PL 2.906/24, do governador, que trata da revisão para o exercício de 2025 do Plano Plurianual de Ação Governamental (PPAG) 2024-27.

O PPAG detalha os gastos e investimentos do Estado nas suas diversas áreas de atuação em um período de quatro anos. Ele precisa ser atualizado anualmente, para ficar compatível com a programação orçamentária anual do Estado.

Na revisão do PPAG, foram apresentados 176 programas, que estabelecem 988 ações, das quais 48 compõem a carteira de projetos estratégicos do Governo de Minas.

Foram excluídos dois programas, um sobre o apoio ao ensino superior e outro sobre modalidades e temáticas especiais de ensino.

Por outro lado, foram incluídos quatro programas, os quais dispõem sobre o Programa Mineiro de Acessibilidade, Inclusão e Saúde (Promais), o financiamento à descarbonização e resiliência climática, as políticas para crianças e adolescentes e a rede Primeira Infância Minas.

Quantos às ações, 55 foram acrescentadas e 50, excluídas. Em relação aos recursos orçamentários, são previstos R$ 142,9 bilhões, com destaque para as áreas temáticas de “planejamento e gestão”, com R$ 62,4 bilhões, “educação”, com R$ 20,1 bilhões, e “saúde”, com R$ 14,6 bilhões.

A distribuição regional da alocação dos recursos planejados para 2025 prevê o maior volume de recursos, R$ 38,8 bilhões, na Região Intermediária de Belo Horizonte.

Segundo o governo, isso se deve ao fato de a contabilização das despesas de custeio de vários órgãos e entidades ser feita nessa região.

O PPAG foi submetido a um processo de discussão participativa, com encontros em diversos municípios e uma consulta pública, para que os cidadãos pudessem apresentar sugestões de aprimoramento da destinação de recursos para as políticas públicas estaduais.

Foram apresentadas 218 sugestões oriundas da consulta pública e 735 dos encontros presenciais, totalizando 953 sugestões populares. Tais sugestões foram analisadas pela Comissão de Participação Popular e transformadas em 68 Propostas de Ação Legislativa (PLEs), as quais resultaram em 15 emendas ao projeto revisão do PPAG.

O relator Zé Guilherme também acatou emendas apresentadas por parlamentares, individuais ou coletivas, pela Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária e uma emenda do governador, a qual substitui anexos do projeto.

Com informações do site oficial da Assembleia Legislativa de Minas Gerais

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