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domingo, 31 maio, 2026

“Não chore por mim”

O escritor e cronista Zé Altino Machado visita o passado e traz a emoção para o presente
Imagem gerada por IA

Nunca fui muito chegado a certa cantora, norte-americana, maestrina em shows próximos a descarada pornografia. Porém, apesar de não a apreciar muito, ainda essa semana assisti em janela qualquer do YouTube, cenas de um filme que estrelou no passado, quando era mais jovem e mais bonita. Em romance nas telas, a história, não só do presidente “ditador” argentino, como a de sua querida esposa.


Aparecia em uma sacada de prédio, ao lado do marido e uma penca de gente, embaixo, em nível da rua, uma multidãozinha se fazendo deslumbrada à vista do casal e outras tantos “papagaios de piratas”. Mas, que se reconheça, que motivo de presença provocando o aparente fascínio, era mesmo a personagem que ela representava.

De repente se pôs a cantar, que toda a Nação não chorasse por ela. Se a intenção do roteirista seria uma chamada à comoção por sua vida, a cena não me impressionou e de maldade cheguei a imaginar se todos chorassem juntos, poderia acontecer uma inundação.


Entretanto tudo aquilo trouxe de regresso a minha mente, passado bem distante, lã pelos princípios dos anos cinquenta. E nestas recordações certo país sul-americano, ao quais se atribuem, em épocas anteriores à seu próprio desastre, rivais e vizinhos que somos, de nos chamar de macacos.

Mais, se imaginavam em alta estabilidade econômica e cultural, se considerando um avançado modelo de Europa, meio a gentes de outras bandeiras, considerados por eles povos gentios bem atrasados. Meio a eles, nós, imbecis do gigantão adormecido em berço esplêndido.
O pior de tudo, que realmente era muito verdadeiro o avanço, a educação, cultura e total domínio econômico de produções do campo, pequenas, mas eficientes indústrias, a fazer inveja pelo mundo. Eles eram tão “bacanudos” que os nazistas ao perderem a guerra, bocado bom lá acorreu para se Homiziarem .
E o Céu castiga, se por isso não soube…mas, ano seguinte ao término da sanguenta segunda guerra:
Anjos Arcanjos lhes trouxeram as espadas do inferno dissimuladas por eleições, em ditadura com mão de ferro para implantarem naquele terreiro, um populismo transformador desenfreado.

A inversão da visão do que seja o Estado foi total. Se antes a Nação corretamente era prioridade a bem de todos, o enganador pregão de que ele deveria ser autêntico pai de seu povo. Foi tomado vício da dependência, tornando-se uma realidade. Inclusive o casal governante se autointitulava como genitores mesmo. E ainda acrescentavam “pais dos pobres”.

Praticamente extinguiu-se a dignidade em produzir e o válido conceito que trabalho e povo são os pilares de sustentação de toda e qualquer Estado.

O país foi ao chão, melhor, bancarrota, desarranjo social e com ele seus filhotes, o povo. Os dois juntos e uma inteira Nação. E foi assim…

Há anos, eu próprio como ativista na política estudantil, não só imaginava, como defendia que nosso país deveria eleger alguém de escolha dentre o meio popular para ser o maior mandatário; presidente mesmo. Seria bastante válida a experiencia, que poderia também vir por a cobro novas pretensões de futuros vendedores de ilusões.

O que não percebia era que durante o regime de controle militar, nascera um movimento contestatório e criação de partido político cuja meta seria a ocupação do poder através da discursiva busca pela “liberdade da democracia”.

O que imaginavam ser apenas movimentos trabalhistas ou mesmo sindicalistas não o era. Bem por traz de tudo estavam grandes luminares e inteligências das artes não so de convencimentos nas comunicações e caminhos aos corações e mentes do povão eleitor. Melhor ferramenta e abertura na busca do maior prêmio, ou seja, através de seus sonhos e utopias instaladas, proceder mudanças em uma meio “desacordada” Nação, bem diferente da que concebiam possível ser.

Precisavam de um líder e daqueles boquirrotos que dissesse da criação de facilidades que a grande massa gostaria em ouvir. Inda que fossem totalmente ditos irresponsáveis.

Ao repararem, que na tal redescoberta da, embora bagunçada, democracia, grande maioria mais parecia com liderança de voz que se apresentava a ocasião, trataram rápido em buscá-lo. Mesmo sabedores, que se em discursos imitava um ex-ditador nosso, que aqui o antecedeu em tempo, mas também simulacro de populismo, abrindo sempre seus discursos proferindo:-“Trabalhadores do Brasil”.

Más línguas, apenas pelas proximidades fronteiriças, achavam, que o getulismo fora a escola do peronismo, e talvez por isso, não se precaveram contra lulismo nenhum… esquecidos que por excessivos tempos ociosos poderia aprender e arquitetar todo o anseio de uma carreira. Até porque trabalho nunca fora sua melhor ocupação.
Descuidados o sagraram como meta de chegada.

Tentativas, uma vez, duas, três e finalmente quatro…chegaram. E todos foram com eles administrarem como acreditavam dever ser. Deu certo…ou quase deu. Reeleições estabelecidas, sentindo-se endeusado, tomando pela boca as rédeas, dispensou as melhores diretivas beneficentes à Nação e com elas seus reais mentores, criadores, responsáveis por seus caminhos e metas.

Mas, havia aprendido e muito, também outros segredinhos para manutenção do querido status mais pessoal que bem-sucedido administrador. O principal deles esbulhar o Estado como assim fizera vizinho e outros mundo afora. E ainda afirmando, “se o Estado era o povo” ele no caso que tudo lhes desse, não importando as consequências do lesa a pátria.

E para isso, qualidade de ensino e melhoria na área didática nem pensar, conhecedor que sempre foi que o saber deserdaria eleitores à busca de qualidades pessoais para os encargos à assumir direcionados aos interesses nacionais. Para ele, nada de povo sabido. Que fiquem com a esperança de libertação de filas de ossos através de picanhas prometidas que nunca apareceram, permanecendo cunhados de inúteis irresponsáveis, recebendo sem maiores esforços, brindes pelos resultados de suas transas, cauterizadas como bolsas famílias, flatulências gasosas para cozinharem, energia que “sobra” para “alumiar” a vida noturna e o mais incompreensível, bolsa escola para pagarem educandários gratuitos do próprio país aos quais nada se paga.

Só mesmo para as responsabilidades paternas, ficarem de boa, “biritando” em casa, mas continuarem a votar na figura.
Tantos cientistas políticos, maioria útil a seus recantos, mas aqueles nossos, produziram gigantesco desastre, quando ao serem defenestrados de seus propósitos e substituídos por fenomenais ignorâncias das melhores metas para segurança social e interesses da Nação, tornou-se possível germinação de incrível viveiro de brotação da marginalidade.

Nos noticiários, anúncios de interferências estrangeiras para contenção das até ascendentes, em políticas, organizações criminosas.
Tudo isso, deixa bem exposto a necessária permissividade de autoridades populistas para que possam estabelecer e existir, tanto inocentes como esquadrões criminosos que com liberdade manifestam publicamente suas “preferencias”.

Exemplos vizinhos daqui e de alhures, de nada valeram ou valem a nossa gente e menos a pretendentes às políticas, que normalmente cultivam apenas ao “venham a nós, ao reino útil da sociedade nada.”

Era um garotão…em 1952. Tvs não existiam, mas sim rádios transmitindo em ondas curtas e medias; Fms, por aqui não haviam chegado. Pelo interior afora o que se ouvia eram alto-falantes cravados em postes pelas praças municipais. E foi realidade , o chororô pela morte de Evita, “mãe dos pobres argentinos”.

Por aqui graças aos mencionados Arcanjos vingadores, ao próprio Deus e bom caráter da primeira esposa de nosso atual mandatário, que com muita honestidade, não pediu que chorassem por ela. Mas, nestas tempestades senis e juvenis, esteja onde estiver, estará pedindo que choremos pela Pátria amada Brasil…

Belo Horizonte/ Gov.Valadares/Macapá 31/05/2026
José Altino Machado

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