Política de incentivo à cannabis medicinal incorpora emenda e pode voltar a Plenário

Emenda restringiu apoio para cultivo, colheita e manipulação de sementes apenas a pessoas jurídicas.

Avatar de Tim Filho

·

·

·

2 min de leitura

Projeto de autoria da deputada Beatriz Cerqueira (paletó branco) recebeu parecer favorável do relator deputado Zé Guilherme na forma

O incentivo ao tratamento de saúde e à pesquisa científica envolvendo cannabis medicinal está mais perto de se tornar lei em Minas Gerais. Isso porque o Projeto de Lei (PL) 3.274/21, da deputada Beatriz Cerqueira (PT), já pode retornar ao Plenário da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) para votação em 1º turno.

A matéria foi novamente avalizada pela Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária (FFO) nesta terça-feira (23/9/25), após receber emenda durante a discussão em Plenário, apresentada pelo deputado Sargento Rodrigues (PL). O relator e presidente da comissão, deputado Zé Guilherme (PP), sugeriu que o projeto vá a votação na forma do substitutivo nº 4, que incorporou a emenda nº 1.

O novo texto alterou artigo que trata do apoio de instituições públicas estaduais ao cultivo, colheita e manipulação de sementes, mudas, insumos e derivados de cannabis. A mudança restringiu o alcance do dispositivo, uma vez que suprime a menção às pessoas físicas, mantendo a possibilidade de apoio apenas às pessoas jurídicas.

Na opinião de Zé Guilherme, o ajuste redacional confere maior segurança jurídica. 

“O cultivo e a manipulação de derivados da cannabis, ainda que para fins medicinais e terapêuticos, exigem rigorosos controles técnicos e administrativos”, afirmou. Esse controle vai, segundo o deputado, garantir o cumprimento das normas federais aplicáveis, especialmente as da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e da legislação sobre substâncias sujeitas a controle especial.

Mudanças ao longo da tramitação

Em sua forma original, o PL 3.274/21 disciplinava o fornecimento de medicamentos à base de canabidiol (CBD) pelo sistema público de saúde do Estado, mas sofreu diversas modificações ao longo de sua tramitação de 1º turno.

Canal no WhatsApp

Receba as principais notícias de Valadares e do Leste de Minas direto no seu WhatsApp. É gratuito.

Quero receber

O substitutivo nº 1, apresentado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), ampliou o projeto para torná-lo uma política estadual de incentivo à pesquisa científica sobre a cannabis medicinal.

Ao tramitar pela Comissão de Saúde, a proposição recebeu o substitutivo nº 2, retirando a restrição de uso “para excepcional alternativa terapêutica”, mas mantendo a delimitação para fins medicinais ou terapêuticos.

Já ao passar pela primeira vez na FFO, antes da discussão em Plenário, recebeu o substitutivo nº 3, que incorporou diversas sugestões do relator Zé Guilherme. Entre elas está o acréscimo do objetivo de promover a distribuição de produtos à base de cannabis para fins medicinais e terapêuticos. Também foi incluída como diretriz a realização de palestras e ações educativas voltadas à comunidade em geral.

Agora, na forma do substitutivo nº 4, apresentado pela FFO nesta terça (23), o projeto volta para votação de 1º turno no Plenário.

Com informações do site oficial da Assembleia Legislativa de Minas Gerais

Personagens

Assembleia Legislativa de Minas Gerais
Temas

Cannabis medicinalComissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária (FFO)Plenário da ALMG
Avatar de Tim Filho
Continue lendo

Notícias relacionadas