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terça-feira, 18 junho, 2024

Projeto de lei que muda compensação a cartórios será tema de audiência pública

PL 1.931/20, de autoria do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, será debatido nesta quarta-feira (19), em reunião da Comissão de Participação Popular
Os deputados Leleco Pimentel e Doutor Jean Freire se opuseram ao PL 1.931/20, na reunião da CCJ, e solicitaram audiência sobre a proposição. Foto: Elizabete Guimarães/ALMG

Debater os impactos em caso de aprovação do Projeto de Lei (PL) 1.931/20, de autoria do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), que altera a gestão de recursos oriundos da compensação por serviços gratuitos prestados pelos cartórios, o chamado Recompe-MG (Câmara de Compensação da Gratuidade).

Este é o objetivo da audiência pública que a Comissão de Participação Popular realiza nesta quarta-feira (19/6/24), a partir das 15h30, no Auditório José Alencar da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

Acompanhe a reunião ao vivo e participe do debate

O requerimento para a realização do debate é de autoria de quatro parlamentares: os deputados Doutor Jean Freire e Leleco Pimentel, ambos do PT, Lucas Lasmar (Rede) e a deputada Leninha, também do PT, 1ª-vice-presidenta da ALMG.

Eles atenderam a um pedido do Sindicato dos Oficiais de Registro Civil das Pessoas Naturais (Recivil), cuja direção está preocupada com a possível extinção da comissão gestora do fundo de compensação dos atos sujeitos à gratuidade estabelecida pela Lei Federal 10.169, de 2000.

O presidente da entidade, Genilson Socorro Gomes de Oliveira, é um dos convidados para a reunião e já confirmou presença.

Também foram convidados para a audiência a deputada federal Célia Xakriabá (Psol-MG) e representantes das Defensorias Públicas Federal e de Minas Gerais, do Tribunal de Contas do Estado e da Subsecretaria de Transformação Digital e Atendimento ao Cidadão da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag).

Também foram chamados os presidentes de diversas entidades: da Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen), Gustavo Renato Fiscarelli; da Associação Mineira de Municípios (AMM) e prefeito de Coronel Fabriciano (Rio Doce), Marcos Vinícius da Silva Bizarro; do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente e diretora estadual de Políticas para Crianças e Adolescentes da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese), Eliane Quaresma Caldeira de Araújo; do Instituto de Apoio e Orientação a Pessoa em Situação de Rua, Maria Angélica Biondi Prates Lugon; e do Fundo de Compensação do Estado de Pernambuco, Anna Carolina Pessoa de Aquino.

Foi convidada, ainda, Maria Alice de Vasconcelos Santos, coordenadora de Logística do Projeto Banho de Amor.

“É um recurso já destinado a um fim e agora queremos entender por que outros querem geri-lo e com qual interesse. Fora a discrepância na formação do novo conselho gestor, com apenas um membro do registro civil. Afinal, o recurso tem um papel importante para os cartórios que não têm a mesma rentabilidade”.

Doutor Jean Freire
Dep. Doutor Jean Freire

Oposição pede mais discussão antes de votação

Em reunião no dia 11/6, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou parecer pela legalidade do PL 1.931/20, mesmo com a obstrução de parlamentares de oposição ao texto da proposição.

Eles apresentaram diversas emendas, mas todas foram rejeitadas.

O argumento da oposição é de que o projeto pode vir a prejudicar o funcionamento de cartórios importantes para comunidades pequenas, sobretudo do interior, sendo necessário ainda conhecer mais a fundo a questão dos recursos existentes.

Esses parlamentares questionam ainda a mudança da gestão dos recursos do Recompe, que, pelo projeto, passam a ser feitas por um novo conselho gestor de composição desigual, com maioria dos membros indicada pelo TJMG, o que configuraria uma quebra da regra democrática.

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Um dos autores do requerimento da audiência desta quarta (19), o deputado Doutor Jean Freire cobrou, na reunião da CCJ realizada no dia 11, uma maior discussão do projeto antes da votação pelo Plenário.

“Vamos debater esse projeto novamente na audiência pública, depois nas outras comissões e se for para o Plenário vamos apresentar emendas, fazer destaques, porque somente assim vamos democratizar o uso desses recursos”, argumentou o deputado, na ocasião.

Após passar pela CCJ, o projeto ainda passará pelas Comissões de Administração Pública e de Fiscalização Financeira e Orçamentária (FFO), antes de seguir para o Plenário para discussão e votação preliminar (1º turno).

Com informações do site oficial da Assembleia Legislativa de Minas Gerais

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