Alta carga tributária nacional será debatida na ALMG

Audiência pública sobre os impactos da cobrança de impostos será realizada nesta segunda-feira (10) pela Comissão de Desenvolvimento Econômico

Avatar de Tim Filho

·

·

·

2 min de leitura

Os preços praticados pelo comércio sofrem impacto direto da alta carga tributária

Com o objetivo de debater a alta carga tributária brasileira e seu impacto no desenvolvimento econômico de Minas Gerais e do País, a Comissão de Desenvolvimento Econômico realiza audiência pública nesta segunda-feira (10/6/24).

Requerida pelo deputado Roberto Andrade (PRD), a reunião acontece às 14 horas, no Auditório do andar SE do Palácio da Inconfidência, sede da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

Consulte o resultado e assista ao vídeo completo da reunião.

De acordo com o requerimento de audiência, o cidadão brasileiro trabalha em média 153 dias, ou seja, mais de cinco meses por ano para pagar impostos.

A título de exemplo, os setores de maquiagem e eletrônicos contam com cargas tributárias de 58% e 43%, respectivamente. 

Em 2022, a carga tributaria no Brasil foi de 33,71% sobre o produto Interno Bruto (PIB), segundo estimativa do Tesouro Nacional.

No sistema ainda vigente, em um ranking de 30 países, o Brasil é o 14° que mais arrecada impostos e o último no critério de retorno do dinheiro dos tributos para a população.

Reforma tributária

Ao longo dos anos, a carga tributária nacional aumentou gradualmente e passou a ser apontada como obstáculo ao desenvolvimento da economia brasileira.

Canal no WhatsApp

Receba as principais notícias de Valadares e do Leste de Minas direto no seu WhatsApp. É gratuito.

Quero receber

Em 2023, o governo federal propôs e o Congresso Nacional aprovou uma reforma tributaria que adota um modelo vigente em diversos outros países, com unificação de impostos e facilitação da cobrança.

Cinco tributos serão extintos, três deles federais: as Contribuições para o Financiamento do Programa de Integração Social (PIS) e para a Seguridade Social (Cofins) e o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Os outros dois impostos a serem substituídos são o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), estadual, e o Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS), municipal. Juntos, esses cinco impostos representam cerca de um terço da arrecadação de impostos no País.

Na avaliação do deputado Roberto Andrade, é essencial debater como melhorar essa situação, para favorecer o desenvolvimento econômico. “O Brasil arrecada muito, mas está em último lugar no retorno dos recursos para a população”, afirmou.

Dia Livre de Impostos

Na quinta-feira 6), foi promovido o Dia Livre de Impostos (DLI), ação nacional que promove atos de conscientização e também a venda de milhares de itens sem a incidência de impostos.

 Só em Belo Horizonte, mais de mil lojas participaram, oferecendo produtos com valores até 70% menores que os praticados diariamente.

Convidados

Para a reunião desta segunda-feira (10), foram confirmadas as presenças de representantes das principais entidades empresariais da Capital e do Estado, como a Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH) e a Federação de Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Minas Gerais (Fecomércio MG).

Com informações do site oficial da Assembleia Legislativa de Minas Gerais

Personagens

Assembleia Legislativa de Minas Gerais
Temas

Comissão de Desenvolvimento EconômicoDebate
Avatar de Tim Filho
Continue lendo

Notícias relacionadas