Proibição de entrada de rejeito radioativo no Estado recebe parecer favorável

Projeto analisado pela Comissão de Desenvolvimento Econômico proíbe instalação de depósito de lixo atômico.

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Relatora deputada Ana Paula Siqueira (de rosa) ressaltou impactos econômicos da proposta em seu parecer favorável

A entrada de rejeitos radioativos em Minas Gerais, bem como a instalação de depósitos de lixo atômico no território mineiro, devem ser permanentemente proibidos.

É o que prevê o Projeto de Lei (PL) 3.152/21, aprovado nesta terça-feira (26/11/24) em 1º turno pela Comissão de Desenvolvimento Econômico da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

Consulte o resultado e assista ao vídeo completo da reunião

A proposição, cuja autora é a deputada Beatriz Cerqueira (PT), recebeu parecer favorável na sua forma original e segue agora para análise da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, antes da votação em 1º turno, no Plenário da ALMG.

Na justificativa do projeto, a parlamentar explica que “rejeitos radioativos e lixo atômico são um dos subprodutos mais indesejáveis da sociedade, tendo em vista a ameaça à saúde da população e o comprometimento da qualidade do meio ambiente”.

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A proposta de proibição permanente é resultado de uma audiência pública realizada em 2021 pela Comissão de Administração Pública da ALMG, com a finalidade debater os impactos socioambientais e os riscos para o município de Caldas (Sul de Minas) da transferência de cerca de mil toneladas de rejeito radioativo, conhecido como Torta II, vindas da unidade de Interlagos (SP) das Indústrias Nucleares do Brasil.

“Em Minas Gerais, tem sido identificada, nos últimos anos, a possibilidade iminente do ingresso de rejeito radioativo e de depósito de lixo atômico, provenientes de outras unidades federativas. Isso é um problema, não há nenhuma consideração de natureza sanitária e ecológica, são interesses meramente econômicos.”

Beatriz Cerqueira
Dep. Beatriz Cerqueira

Em seu parecer, a relatora da Comissão de Desenvolvimento Econômico, deputada Ana Paula Siqueira (Rede), reforçou os impactos negativos da presença de rejeito radioativo. Ela argumentou ainda que, do ponto de vista econômico, a proibição seria positiva.

“A não existência de espaços geográficos nos quais haja deposição e estocagem de resíduos radioativos elimina a probabilidade de que haja desinteresse econômicos nesses locais”, concluiu a parlamentar.

Com informações do site oficial da Assembleia Legislativa de Minas Gerais

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